Apr
30
2009
2

Curiosidades #1

Holy Hand Grenade of Antioch 

Notícia enviada pelo meu amigo Alexandre.

Para os fãs de Monty Python de plantão, em particular aqueles que (como eu) acham que o Cálice Sagrado é um dos melhores filmes do mundo, a notícia a seguir é no mínimo engraçada:

Pub evacuated after Monty Python prop mistaken for grenade

Primeiro – Como alguém pode ter confundido a parada com uma granada?

Imagino que algum espertinho viu o que era e de sacanagem deu o alarme, a partir daí ninguém mais se importou em verificar a suposta granada. Podia muito bem não haver nada ali.

Segundo – Que “especialistas” de explosivos levam 1h para descobrir que um brinquedo não é uma bomba? Talvez neste caso haja exagero da mídia que contabilizou todo o tempo que levou, desde a evacuação até a saída da polícia.

Sem dúvida um objeto de decoração bem legal de se ter. E brincar de arremessar: “1, 2, 5!” “3 senhor.” “3!” :)

Teria que vir com o manual é claro:

…And Saint Attila raised the hand grenade up on high, saying, “O Lord, bless this Thy hand grenade that with it Thou mayest blow Thine enemies to tiny bits, in Thy mercy.” And the Lord did grin and the people did feast upon the lambs and sloths and carp and anchovies and orangutans and breakfast cereals, and fruit bats and large chu… [At this point, the friar is urged by Brother Maynard to “skip a bit, brother”]… And the Lord spake, saying, “First shalt thou take out the Holy Pin, then shalt thou count to three, no more, no less. Three shall be the number thou shalt count, and the number of the counting shall be three. Four shalt thou not count, neither count thou two, excepting that thou then proceed to three. Five is right out. Once the number three, being the third number, be reached, then lobbest thou thy Holy Hand Grenade of Antioch towards thy foe, who being naughty in my sight, shall snuff it.” Amen.

 

Speak No Evil

HQ muito boa. Acho que votarei nela no Eisner Awards

Temo que só consiga votar na categoria de web comics.

Nas demais sempre tem alguma(s) que não cheguei a ler, logo não acho justo votar.

Mas a esperança é a última que morre. Existe tempo até o final das votações para colocar minhas leituras em dia.

 

Valsa com Bashir

Este fim de semana assisti ao filme Valsa com Bashir. 

É um Bom filme.

Trata de um tema cada vez mais recorrente em filmes de guerra: Vê os soldados como pessoas comuns e narra suas reações diante dos desafios que encontram.

O cenário por acaso é a Guerra entre Israel e Líbano em 1983.

O filme é prova também de que animação com rotoscopia pode possuir boa história, contradizendo o que o Richard Linklater vem tentando provar.

 

Que livro brasileiro você poderia ser?

Mandado pelo meu amigo Sebá.
Descubra aqui.

No meu deu:

“Memórias póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis

Ok, você não é exatamente uma pessoa fácil e otimista, mas muita gente te adora. É possível, aliás, que você marque a história de sua família, de seu bairro… Quem sabe até de sua cidade? Afinal, você consegue ser inteligente e perspicaz, mas nem por isso virar as costas para a popularidade – um talento raro. Claro que esse cinismo ácido que você teima em destilar afasta alguns, e os mais jovens nem sempre conseguem entendê-lo. Mas nada que seu carisma natural e dinamismo não compensem.

“Memórias póstumas de Brás Cubas” (1881) é considerado o divisor de águas entre os movimentos Romântico e Realista. Uma das expressões da genialidade de Machado de Assis (e de sua refinada ironia), há décadas tem sido leitura obrigatória na maior parte das escolas e costuma agradar aos alunos adolescentes. Já inspirou filme e peças de teatro. É, portanto, um caso de clássico capaz de conquistar leitores variados. Proezas de Machado. 

Não sei se tem muito a ver de fato, mas achei curiosa a coincidência de já estar pensando em reler o livro. :)

 

Jogo Real de Ur  

Lido no blog do Pedro Doria.

De fato é uma mistura de gamão e ludo. Mas no sistema d4 (sem duplo sentido).

No link para jogar o jogo online, ele baixa automaticamente o arquivo do jogo (game.dcr) é um arquivo que necessita do plugin Shockwave instalado. Após instalar o plugin, basta abrir o arquivo usando o navegador de sua preferência. Antes do jogo iniciar as regras básicas são explicadas. MAs vc pode lêlas em português aqui.

Outra coisa interessante é esse site da Mesopotâmia do British Museum que oferece uma experiência interativa de visita, onde pode analisar as peças em detalhe e dando uma boa noção de como os artefatos foram encontrados. Eu que não sou fã de visitar museus de arqueologia, pois não vejo muita graça em ficar vendo inúmeras vitrines repletas de caquinhos e jarros (viu um viu todos), achei esta experiência mais atrativa que a ida ao museu de fato.

 

Garras de Adamantium ou Fator de Cura?

Algo que qualquer leitor de HQ não deveria considerar um dilema.

Porque?

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Apr
28
2009
0

HQs online

Hoje em dia vemos muitas tirinhas, e quadrinhos em geral, espalhados pela internet.

Como em outras áreas, a internet possibilitou o surgimento de muitos artistas que talvez sequer fossem publicados se não fosse a possibilidade de expor, quase que de graça, seus trabalhos.

Existem milhares de exemplos ao redor do mundo, de excelentes HQs online. Se quiserem saber as que eu leio e indico catem nos meus links.

Poderão verificar que o formato de tirinhas é o mais popular. Por vários fatores dos quais enumero dois com facilidade:

– Rápido de fazer. Na internet, se você quer ser lido, um dos fatores principais é constância de atualização. Fique muito tempo sem atualizar seu site, e as pessoas esquecem daquilo, e só retornam se forem muito amigas e/ou tiverem gostado muito do que viram.

– Cabem numa tela sem necessidade de rolagem. Logo, rápidas de se ler e adequadas à preguiça geral de todo o navegante.

Ainda existem as HQs que nada mais são que imagens das páginas de uma HQ tradicional expostas na tela.

Mas a HQ online por excelência, é aquela que foi concebida para ser veiculada no meio digital e preferencialmente num navegador. Quando se concebe algo assim, vemos que as possibilidades são imensas, limitadas hoje apenas pela capacidade de transferência de dados da rede. Mas ainda existem outras fronteiras que pautam a criação de uma HQ online. A principal está bem diante de você. O monitor.

Vai demorar um pouco para que nos livremos deles.

Enquanto isso, qualquer coisa na rede terá de considerar as dimensões médias de um monitor.

Outra fronteira é a da usabilidade, mais relacionada aos hábitos de navegação das pessoas. E quando se começa a falar nisso entramos num vórtex sem fim.

Acabei de editar dois parágrafos da postagem, onde notei que me desviava do tema.

Enfim, o que quero dizer é que existem limitações para a criação, mesmo num ambiente virtual. Qualquer dia arranjo tempo para me estender mais sobre o assunto e seus pormenores, mais práticos que teóricos.

O que me levou a escrever este post hoje, foi este link que acessei no twitter. Uma historinha boba, mas cuja narrativa está perfeitamente adaptada ao formato online, sem inventar nada demais. A parte mais divertida é acompanhar a queda do amigo da vizinhança num efeito de animação perfeito e impossível de ser mimetizado em outro formato.

Algo que orgulharia, ou orgulha o Scott McCloud o maior incentivador da narrativa propriamente online.

Outro bom exemplo de HQs online é o Demian5.

Cito ainda a nova febre dos fãs de HQ na internet tupinica, que é a dupla de maestros. É tirinha, mas vertical e minimamente adaptada à mídia digital. Não li uma versão impressa ainda, mas poderia ser vertical, ou os quadros podem ser rearranjados para ficarem lado a lado sem problemas, mas serve como exemplo de um híbrido.

Não estou aqui apregoando que quem faz quadrinho na internet deve seguir estes modelos, mas seria bom que fossem experimentados. E como podem ver pelos links que possuo, muitos dos quadrinhos que leio não ousam em sua forma, mas já cativam pelo seu conteúdo, além do que, parte de seu charme está no formato.

Se o link da múmia estivesse ok eu ilustraria também com esta HQ de que fui co-autor, mas grandes são os mistérios da internet.

Curtam isso tudo antes que o apocalipse nos alcance. Não sei se duraremos até 2012. Os mexicanos são os primeiros da fila. Gripe suína e terremoto. Tudo junto pra não ter Chapolin que dê conta.


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Apr
26
2009
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Tupiniquins Parte 10

Já foram dez partes!!

Não falta muito agora.

Os tupiniquins contratacam

Os tupiniquins contratacam

Clique aqui ou na imagem para ler.

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Apr
18
2009
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Tupiniquins Parte 09

Nada como ser amigo do Rei.

Nada como ser amigo do Rei.

Clique aqui ou na imagem para ver porque Peri está tão cabisbaixo.

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Apr
18
2009
3

A Maldição do Cigano (Thinner)

Trata-se de um livro do Stephen King que acabei de ler e gostei.
Não sou fã do cara, mas o admiro pela capacidade de bolar tanta coisa, escrever rápido e escrever bem. Tá certo, que este foi o primeiro livro dele que li de fato. Mas assisti a vários filmes.
Os xiitas por favor não me apedrejem (aviso logo que apago comentário desaforado). Não sou muito chegado ao gênero de terror, se é para me assustar e ficar com medo de ir na cozinha à noite, que seja por algo realmente bom. E até agora, antes deste livro, os unicos textos de terror que me despertaram interesse e de fato me deixaram com medo, são do Lovecraft. Recomendo especialmente “The Case of Charles Dexter Ward“.

Tenho preconceito com o King porque cansei de assistir a histórias que te mantém atento o tempo todo e elocubrando mil e uma explicações para o que está acontecendo, e como tudo pode acabar para chegar no final e me frustrar, pois nada é explicado e tudo termina sem mais nem menos.

Imagino que isto se deva ao fato dele já estar pensando no livro seguinte, no final e acaba terminando as coisas de qualquer jeito. Tudo tem seus prós e contras.

O Thinner não é certamente dos mais assustadores. Pude constatar que o cara escreve bem, apesar da péssima tradução. Tradução esta com direito a pérolas do tipo: “Isto está fodidamente ruim.” 

A trama é sobre um advogado gordão que é amaldiçoado por um cigano sinistro e começa a emagrecer sem parar. Daí a tradução correta do título: “Mais magro”. Obviamente tiveram que mudar.

A trama começa lenta, mas quando engrena é ladeira abaixo, até chegar a um final que não decepciona. Os últimos capítulos me fizeram imaginar a toda a hora que diabos ia acontecer. Mas é muito mais uma história de suspense que terror. Até porque, quais as chances de você encontrar um cigano, ele não ir com a tua cara e te colocar uma maldição?  Felizmente para mim são poucas, do contrário estaria me cagando de medo.

Me empolguei e vou assistir ao filme que fizeram. Terei uma experiência Stephenkinguiana completa.

Recomendo.

Agora retornarei para o Bernard Cornwell em mais uma aventura de Sharpe.

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Apr
14
2009
2

Nova lei de incentivo cultural?

Esta é a hora de reclamar,  macacada. Depois não tem chororô.
A proposta para modificar a Lei Rouanet está aberta e exposta para todos lerem no site do MINC (Ministério da Cultura) para todos meterem o malho. Vale a pena visitar o site porque considero o único site decente do nosso governo. Construído todo na mesma plataforma que este humilde blog. Sim, o site é todo em wordpress e permite comentários dos leitores em quase todos os assuntos abordados. Inclusive,  é claro, nos tópicos falando sobre a nova proposta de lei. Muita gente já largou o dedo (no teclado, veja bem) e deixou enormes críticas e uns poucos elogios.
Se quiser dar sua opinião tem até 06/05 para entrar nos links acima e mandar ver.
Acho no mínimo uma iniciativa interessante a exposição do texto da lei para que todos deixem sua opinião.
Fica aqui a proposta. Porque não criar uma lei que obrigue a todos os sites governamentais e de serviços públicos serem tão eficientes quanto o portal do MINC?
Mas já existe Gov.br. Que novidade! Mais uma lei ignorada.

Obs: uma das imagens que se alternam no cabeçalho do site é um pedaço de uma das ilustrações do Rodrigo para a nossa HQ A Carta que foi contemplada com o apoio da lei pelo MINC, mas segue em busca de um patrocínio.

Voltando. Li e me informei sobre a proposta. Acabei confirmando o que já imaginava.
Estão trocando 6 por meia dúzia.

Porque?
Pra começar, a maioria das pessoas que se manifestou está contrária à mudança. Uns por estarem satisfeitos com as coisas como estão e/ou temendo perderem sua bocada já toda esquematizada, outros, eu incluso, por perceberem que a nova lei não altera os pontos em que a lei atual é falha.

Não vou me limitar a debater pontos específicos da proposta em questão. Vou apenas expor minha visão de como deveria ser de fato uma lei de incentivo cultural.
Ao meu ver, ambas as leis atual e (futura?) estão erradas por partirem do mesmo princípio. Dar dinheiro ou esmola pros artistas e sustento a alguns cochados.

Não exatamente...

Não exatamente...

Uma lei de incentivo cultural deveria primar por garantir uma produção cultural e divulgação de nossa cultura, tanto aqui como no exterior. E principalmente cultivar uma indústria cultural brasileira que deve gradativamente, se desenvolver, cada vez mais independente do apoio do governo.

Basicamente, a nova lei passa boa parte do poder de decidir quais projetos receberão de fato os benefícios, das empresas para o governo.  Mas nada na lei nos assegura quais critérios serão utilizados, seja por que grupo o MINC escolha para decidir quais projetos serão ou não considerados dignos do apoio direto do governo. A noção de cultura descrita no texto da lei é bem ampla, e aberta a discrepâncias de patrocínios como os que vemos hoje.

Cirque de Soleil, Tim Festival, e tantos outros exemplos da cultura nacional,…

Cirque de Soleil, Tim Festival, e tantos outros exemplos da cultura nacional,…

Atualmente vemos projetos estrangeiros e/ou de valor cultural questionável tirando proveito da lei.
Tal lei deveria incentivar única e exclusivamente projetos criados e executados no Brasil, por brasileiros e que, no caso de obras literárias ou que narrem alguma história, que sejam estas passadas no Brasil ou vivenciadas por brasileiros.
Afinal de contas de que vale um incentivo cultural feito por um país, se não para fomentar e divulgar o próprio?

Não sou xiita. Gosto de muitas produções estrangeiras, mas convenhamos que estas não devem receber incentivo com nosso dinheiro de imposto, quando não trarão retorno algum para o país.
Outra falha na lei atual que não foi corrigida nesta reformulação é a falta de incentivo aos artistas iniciantes.
Vemos muitos projetos de artistas consagrados que obteriam, ou deveriam obter por conta própria apoio de empresas por serem famosos e naturalmente atraírem público para seus projetos.
Não devemos tentar medir fama ou excluir ninguém da possibilidade de patrocínio, mas seria prudente elaborar uma maneira de evitar o que vemos hoje. As famosas panelas que vivem em função da lei, por terem nome ou conchavos e sugam das empresas quase todo o potencial que estas possuem para patrocinar. Deixando apenas migalhas para os desconhecidos, que poderiam se beneficiar da lei para adentrar no mercado. Muitos vivem em função da lei que, ao invés de estimular o surgimento de empreendedores neste mercado, vicia tanto os investidores quanto os criadores de projetos num sistema que busca obter um máximo de lucro além do incentivo fiscal já concedido.
Novos artistas poderiam mostrar não apenas novas propostas culturais, mas também permitiria o surgimento de novos talentos. Desta forma a lei não apenas estaria incentivando a cultura de forma mais diversificada, mas também aumentando ainda mais o número de produtores no meio, e descentralizando a produção cultural no país que hoje continua limitada a poucos grupos e nomes.
Grandes criadores e produtores, que já possuem nome e experiência suficientes para caminhar com suas próprias pernas, precisam ser desmamados com o tempo. Hollywood não produz inúmeros filmes anualmente, muitos dos quais com orçamentos enormes, com apoio do governo de lá. O que existe por lá são produtores empreendedores que de fato conhecem a indústria e sabem o que dará retorno ao seu investimento. Aqui o produtor não tem dinheiro algum. É um mero intermediário entre a empresa e o artista. Basicamente um lobista.
Aqui ninguém quer investir de fato, e isto não é um problema da cultura apenas. Ou seja, faltam empresas especializadas em financiar obras culturais. O que temos hoje são empresas dos mais diversos ramos, cujos departamentos de publicidade buscam apenas projetos que se enquadrem nos planos de divulgação da empresa.
Não pensam no projeto em si e no potencial que tem para atrair público A ou B.
Não podemos culpá-las. Sua finalidade não é financiar projetos culturais, mas divulgar da melhor maneira possível sua marca.
Fato é que necessitamos de algum mecanismo na lei, que leve à formação de fato de uma indústria cultural, aí o dinheiro investido estaria valendo a pena e não seria apenas uma torneira que  fará a cultura nacional naufragar no dia em que fechar. Ou alguém tem dúvida que se um dia suspenderem o incentivo fiscal a festa acaba? Do jeito que está hoje, todas essas produções entram em colapso.
Pelo menos não teremos de aturar “Se eu fosse você 3”.

Por outro lado,  este é um exemplo de projeto que não depende de incentivo cultural para acontecer, pois obtém grande retorno de bilheteria que certamente paga o projeto e dá lucro aos investidores.

 Mas nosso governo, pelo que as mudanças propostas indicam, só quer mesmo é mais poder sobre o dinheiro que rola nos patrocínios culturais. Se vão embolsar, ou apenas usar para incentivar mais filmes sobre o Lula eu não sei. Mas de forma alguma significa melhoria na produção cultural.

Um dos argumentos levantados para se alterar a lei, é que o sudeste recebe absurdamente mais dinheiro de patrocínio que as demais regiões.
Será por que é aqui onde existe absurdamente mais gente e empresas?

I wonder...

I wonder...

Mas para aumentar os investimentos culturais no restante do país, a opção mais correta, dentro da lei vigente, seria realizar uma campanha entre as empresas que atuam nestes lugares e incentivá-las a buscar projetos para obter os incentivos e incentivar a cultura nacional.

Outra distorção alegada é a de que apenas 3% dos projetos submetidos recebem quase 50% de todo o dinheiro que as empresas se dispõem a oferecer.
Concordo que deve haver mais distribuição, pois isto tende a ajudar artistas iniciantes e pequenos grupos que podem crescer com a chance de se exporem ao grande público.
Isto não deve mudar nesta nova proposta. Pois sempre haverá uma minoria de projetos que são sim mais custosos que a maioria e receberão mais dinheiro. O que deve acontecer é: uma redução de quantidade de projetos acima de determinado valor e aumento de pequenos projetos, ou aumento da quantidade de projetos caros, diminuindo o número de projetos baratos, para aumentar este percentual e fazer propaganda de que o governo com a nova lei aumentou o percentual de distribuição da grana. Quando o que ocorreu foi o contrário. Menos projetos serão beneficiados.
Sou pessimista e em se tratando de um governo que adora divulgar inverdades:

“O Real se valorizou em relação ao Dólar!”

“O Real se valorizou em relação ao Dólar!”

Tenho para mim que a segunda opção é a mais provável.

Atualmente o governo já estuda e seleciona os projetos que julga merecedores de apoio da lei e que têm direito a captar incentivo. Mas isto é feito de forma branda e teoricamente mais idônea, pois não é o MINC quem dá a grana de fato. O projeto que se vire para arranjar o dinheiro e a maioria nunca consegue. Em boa parte por falta de bons contatos.
Contudo, o governo aprovou os projetos estrangeiros já citados, o que é algo questionável. Com a faca e o queijo na mão do governo, as chances são grandes de novas surpresas.

Uma curiosidade desta possível nova lei, seria a criação do vale cultura. VC?Algo perigoso.
Se for um benefício pago ao trabalhador, sobre o qual a própria empresa possa obter incentivo fiscal, será excelente. Qualquer empresa estará automaticamente incentivando a cultura, ou o consumo cultural dos seus funcionários. Contudo, ainda existem outras questões.
Por exemplo: Eu ganho parte do meu salário em vale cultura. Mas eu posso gastar em qualquer lugar? Como por exemplo assistir a um filme estrangeiro? Ou apenas para ir a projetos culturais também financiados pela lei? A segunda possibilidade seria a mais coerente.
Este benefício poderia ser estendido às instituições de ensino e possivelmente uma opção mais viável para substituir as meias entradas que são um grande transtorno para a população e empresários do setor, pois do jeito que é hoje o governo não financia as meias entradas e o resultado disto é que os ingressos acabam dobrando de preço. Logo, quem não tem o benefício paga o dobro e quem tem paga o preço real e não metade.

Podemos ver que é algo bem confuso. Mas se estudarmos com calma os modelos de produção cultural bem sucedidos ao redor do mundo e idealizarmos um objetivo para o Brasil, uma meta de produção cultural, é possível sim traçar um planejamento de como atingir esta meta e, se necessário a legislação que auxilie este planejamento.

Resta verificar se toda a verborragia registrada no site do MINC será levada em conta pelos que de fato decidem.

Heil!!!

Heil!!!

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Apr
12
2009
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Tupiniquins Parte 08

Um certo Capitão Rodrigo.

Um certo Capitão Rodrigo.

E nossos amigos chegam aos Pampas.

Clique aqui e veja o que encontram por lá.

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Apr
07
2009
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RSS for Dummies

Pelo visto hoje é o dia da acessibilidade, linkabilidade ou o que for.

Nunca havia me interessado por rss de fato até ter um blog e resolver disponibilizar este recurso aos meus leitores.

Trata-se de um recurso simples, e criado para facilitar a vida dos navegantes virtuais que diariamente ciscam de site em site atrás das últimas notícias e baboseiras que lhes possam interessar. O RSS permite que a pessoa aglutine todos estes links num só lugar (“mas para isto eu tenho os favoritos no browser”, alguém diria) e além disto seja informada das atualizações de cada um destes links. Logo poupa tempo de ficar entrando em tudo quanto é site sem saber se existe algo novo e inclusive oferece um preview das ultimas atualizações, que possibilita ao usuário saber se é algo que lhe interessa ou não.

Mas o que me leva a escrever esta postagem é a falta de uma definição simples sobre RSS na rede.

Um exemplo: Como pode ver no link, e esta é uma das definições mais simples, o linguajar técnico predomina e um usuário sem maiores conhecimentos fica perdido. O que a maioria das pessoas quer mesmo é um passo-a-passo bem rasteiro de:

1 – Como ter uma conta para desfrutar do conforto do RSS dos sites que costuma acessar.

2 – Como fornecer RSS para seus leitores no seu blog ou site.

O primeiro é o mais fácil. Mas que me parecia confuso e complicado até descobrir o Google Reader. O link pode ser encontrado naquele menu dropdown do “Mais” ou “More” na tela inical do Google.

Trata-se do mais simples leitor de feeds (=RSS) que eu conheço. Não te obriga a instalar nada no seu computador e por ser online, permite que você acesse de qualquer lugar. Basta ter uma conta no Google, seu gmail serve. Se você não tem gmail, crie um e não se comporte como um usuário de IE6.

O funcionamento é simples. À esquerda você tem um menu com algumas funcionalidades mais específicas, mas logo no topo existe a opção de “Adcionar Inscrição” clicando ali surge um campo para que seja incluido o endereço de um site ou do respectivo link de RSS. Porém o link apenas só tem funcionado para blogs .blogspot. Os demais sites têm que possuir uma conta de RSS para que o Reader capture suas atualizações.

Para obter o link do RSS, basta clicar na figura igual ou parecida com a que eu tenho no canto superior direito do meu blog.

Em seguida você será levado para uma tela que pode ter as últimas atualizações do site em questão, ou uma tela em branco com um texto corrido enorme e cheio de caracteres absurdos. Parece até que o link está corrompido. Mas fique tranquilo porque pouco importa o que está na tela. O que vale é o endereço que aparece na barra de navegação do browser. Copie este endereço e cole no campo do “Adcionar Inscrição”.

Voilá! Aparece mais abaixo no menu da esquerda, na sessão “Inscrições” o nome do site e na área grande à direita, os últimos feeds. Clicando diretamente nos conteúdos ali expostos você pode acessar o site original e ler melhor o conteúdo.

O segundo é mais chatinho.

Você precisa entrar num site que gere feeds. Uma vez neste site você dará a sua url e o site gerará um feed específico para ela. Este feed é que você deve colocar no link de RSS, como o que eu tenho no meu blog. É este feed que “alimentará” os programas leitores de RSS, como o Google Reader, com as suas atualizações.

Minha sugestão aqui, é utilizar o site FeedBurner que também pertence ao Google e assim fica tudo em casa. Se o Google falir,  fudeu. A internet entra em colapso e eu prefiro nem pensar nisto.

Futuro sem o Google

Futuro sem o Google

No FeedBurner você precisa fazer um novo cadastro, mas ele fica atrelado à sua conta no Google. O passo-a-passo não é muito complicado. Logo de cara ele pede a url e já gera o feed.

Mas em seguida ele te oferece opções para podcasts e outras traquitandas. Escolha tudo o que tem direito porque mal não faz e se no futuro você decidir usar uma destas paradas você já tem neste feed e não vai precisar “queimar” outro para o mesmo site ou adicionar ao seu feed.

O FeedBurner oferece também um sistema de newsletter (como o que eu também possuo mais abaixo no menu da direita) na aba “Publicize” dentro da tela de administração, existente para cada feed que você gera no site. Até onde sei é possível gerar ou “queimar” quantos feeds desejar, dentro da mesma conta no FeedBurner. Um para cada site que você possa vir a possuir.

Mas afinal de contas, como inserir o maldito RSS?

No caso de blogs, geralmente existe um pluggin ou widget pronta para receber links de RSS e que inserem automaticamente o link no seu blog, mas no caso de sites feitos do zero o burado é mas embaixo.

Como encontrado neste site:

Vamos facilitar a coisa em tópicos

  1. Você não tem como fazer isso apenas usando html
  2. Se você não tiver um conhecimento de programação, recomendo utilizar ferramentas de CMS (Content Management Systems, Sistema de Gerenciamento de Conteúdo) que em cada “post” ele automaticamente gera e atualiza o xml.
  3. É bastante recomendado cadastrar o seu rss depois de instalado no Feed burner
  4. Wender Lima escreveu um artigo que classifica cada parâmetro do rss para sua criação, vale a pena conferir.

Então temos estes dois links abaixo que orientam na criação de um código de RSS para o seu site, utilizando dois métodos distintos.

1 – Através do banco de dados do Dreamweaver, usando asp.

2 – Em xml usando php.

Sei que ainda pode ser usado script, mas não encontrei um link adequado.

Espero ter ajudado, se alguém souber ou achar que falta algo ou que ficou confuso avise.

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Apr
07
2009
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Caros ouvintes

Pois é, mais um gadget mânero que eu acho que tem tudo a ver numa internet onde o importante é linkar e ser linkado.

O Google Friend Conect (mais abaixo à direita “Quem ouve o Teclado”) permite que os leitores do blog “assinem” a lista de presença e  inclusive recomendem o blog para amigos.

Simples assim. Não é um newsletter, e basta você ter uma conta no google, Yahoo e afins para colocar a mesma fotinha na caixinha onde no momento eu me encontro sozinho.

Para maiores detalhes, veja o link acima. Uma coisa que não fica clara no passo-a-passo de instalação é que os arquivos baixados devem ir direto na pasta raiz do seu site (www ou public-html dependendo do servidor).

Neste site tem também uma explicação.

Assinem!

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Apr
04
2009
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Tupiniquins Parte 07

Pobre bonequinha...

Pobre bonequinha...

Clique rápido aqui para descobrir o que aconteceu!!!

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