Jul
16
2010
1

O Bom Uso da Rede

Mais uma das excelentes palestras do TED.

Um dos motivos de se estar na rede e ter um blog é, ao menos para mim, poder de alguma forma contribuir para essa disseminação de conhecimento.

A palavra de ordem é: “Gostou? Passe adiante.”

May
17
2010
0

Ronaldo Jaime Dias

Esta semana estavamos, eu e Rosele, re-re-re-re-revendo a participação do Dio e do Meat Loaf no Tenacious D.
O Jack Black fez outra homenagem. E participou de um clipe do próprio.

E não podemos esquecer da participação no South Park.

Holy Diver...

Holy Diver...

Salvo o câncer, já agora nos últimos anos, o cara ainda mantinha a boa voz, e impressinava como o “vovô do metal”.

James Dio fez sucesso substituindo o Ozzy no Black Sabbath, o que já é um grande feito, uma vez que raramente bandas de sucesso conseguem superar mudanças no vocal.

Lhe é atribuído o crédito pela associação dos chifrinhos (vide foto) ao metal. Reza a lenda, que ele passou a fazer o sinal nos shows simplesmente para afastar mau olhado, tal como sua avó fazia.

P.S.: Sim Danil, “roubei” a brincadeira com o nome. :)

Feb
25
2010
3

Dane Cook

Dane Cook é um comediante relativamente novo que vem fazendo grande sucesso naquilo que eles fazem de melhor por lá, stand up comedy.

Ele é o mais recente representante dos grande comediantes que lotam estádios e grandes teatros por lá. Seguindo os passos de Steve Martin, Richard Pryor, George Carlin, Eddie Murphie, entre outros.

Abaixo está um show dele na íntegra, chamado Vicious Circle.

Desde que assisti Delirious e Raw do Eddie Murphie eu não ria tanto.

Feb
23
2010
1

Músicas

Um apanhado.

Röyksopp - What Else Is There?: Está no filme Cashback, que eu também recomendo. Pra ser sincero não curti as outras músicas desta dupla norueguesa, mas esta é muito boa.

Mastodon - Cut you up with a linoleum knife: Esta música está no filme do Aqua Teen. Aqua Teen é um desenho insano do Adult Swim.

Mas eu apreciaria um aviso no mesmo tom antes de todos filmes. Não sou fã deste estilo de metal, mas é certamente uma das melhores formas de expressar o quanto NÃO se gosta de algo.

Os membros da banda se divertiram na gravação. Neste vídeo tem até umas estrofes que ficaram de fora da letra final. :)

The Last Time: Para aliviar a tensão, uma musiquinha bem leve e bonitinha, com uma letra mais positiva.

Lucy Kinsley é uma ilustradora e quadrinista americana que descobri, buscando por quadrinhos online para minha coluna HQ Digital.

Fuçando seu site descobri que ela também faz música.

Bad Apple: Uma animação bem interessante feita de silhuetas de personagens de anime. A música é legal e tinha tudo pra ser uma abertura de desenho.

Falando em desenhos japoneses, listo alguns:

Gantz, Elfen Lied, Robotech, Cruzador Estelar Yamato, Don Drácula.

Pra finalizar, talvez a melhor montagem de anime com músicas alheias, dentre as milhares que vemos no youtube.

Evangelion + Engel - Rammstein: Não apenas a montagem está bem feita, com as cenas batendo legal com o ritmo da música, até mesmo as bocas dos personagens, como a letra tem muito a ver com o desenho.

Nov
19
2009
0

O “Novo” Manifesto

“Eu também sou candidato a deputado. Nada mais justo. Primeiro: eu não pretendo fazer coisa alguma pela Pátria, pela família, pela humanidade.

Um deputado que quisesse fazer qualquer coisa dessas, ver-se-ia bambo, pois teria, certamente, os duzentos e tanto espíritos dos seus colegas contra ele.

Contra as suas idéias levantar-se-iam duas centenas de pessoas do mais profundo bom senso.

Assim, para poder fazer alguma coisa útil, não farei coisa alguma, a não ser receber o subsídio.

Eis aí em que vai consistir o máximo da minha ação parlamentar, caso o preclaro eleitorado sufrague o meu nome nas urnas.

Recebendo os três contos mensais, darei mais conforto à mulher e aos filhos, ficando mais generoso nas facadas aos amigos.

Desde que minha mulher e os meus filhos passem melhor de cama, mesa e roupas, a humanidade ganha. Ganha, porque, sendo eles parcelas da humanidade, a sua situação melhorando, essa melhoria reflete sobre o todo de que fazem parte.

Concordarão os nossos leitores e prováveis eleitores, que o meu propósito é lógico e as razões apontadas para justificar a minha candidatura são bastante ponderosas.

De resto, acresce que nada sei da história social, política e intelectual do país; que nada sei da sua geografia; que nada entendo de ciências sociais e próximas, para que o nobre eleitorado veja bem que vou dar um excelente deputado.

Há ainda um poderoso motivo, que, na minha consciência, pesa para dar este cansado passo de vir solicitar dos meus compatriotas atenção para o meu obscuro nome.

Ando mal vestido e tenho uma grande vocação para elegâncias.

O subsídio, meus senhores, viria dar-me elementos para realizar essa minha velha aspiração de emparelhar-me com a “deschanelesca” elegância do Senhor Carlos Peixoto.

Confesso também que, quando passo pela rua do Passeio e outras do Catete, alta noite, a minha modesta vagabundagem é atraída para certas casas cheias de luzes, com carros e automóveis à porta, janelas com cortinas ricas, de onde jorram gargalhadas femininas, mais ou menos falsas.

Um tal espetáculo é por demais tentador, para a minha imaginação; e, eu desejo ser deputado para gozar esse paraíso de Maomé sem passar pela algidez da sepultura.

Razões tão ponderosas e justas, creio, até agora, nenhum candidato apresentou, e espero da clarividência dos homens livres e orientados o sufrágio do meu humilde nome, para ocupar uma cadeira de deputado, por qualquer Estado, província ou emirado, porque, nesse ponto, não faço questão alguma.

Às urnas.”

Este texto foi escrito por Lima Barreto em 1915. Segue sendo até hoje a descrição mais realista do tipo de político não corrupto que encontramos por aqui.

Ficamos felizes se o sujeito não nos rouba. Como ficamos felizes se tantas outras coisas não nos agridem diretamente.

Ao meu ver um governo indolente é tão prejudicial quanto um governo ativamente salafrário.

Para não errar, fomos agraciados com um amálgama de ambos, algo notório faz muito tempo.

Oct
01
2009
5

Zeitgeist

via Rico Studio

Zeitgeist (expressão alemã) significa, o conjunto do clima intelectual e cultural do mundo, numa certa época, ou as características genéricas de um determinado período de tempo. Poderia ser traduzida como o “espírito do tempo”. Enfim, algo que permeia as mentes das pessoas num determinado momento histórico.

Este filme fala sobre o atual Zeitgeist, focando nos temas que regem as macro mudanças, não apenas nos dias atuais, mas ao longo da história: Religião, Política e Economia.

Atento para o fato de ser um filme de praticamente 2h, portanto recomendo assistir com calma.

É baseado em muitas teorias conspiracionais, e os primeiros 35min lembram muito o Código Da Vinci, principalmente nas correlações questionáveis que faz entre deidades e mitos. As correlações etimológicas são ainda piores.

O que se sabe é que cristianismo, por exemplo, se alastrou sobre várias pequenas crenças, principalmente na Europa, e incorporou muitos aspectos das mesmas.

As religiões modernas incorporaram muito das crenças antigas, adaptando-as ao seu contexto, acredito que não exatamente da forma que é mostrado no filme.

Independente do detalhes sobre como se deram as coisas, e de onde vieram os mitos religiosos, os primeiros 35 minutos de filme são uma mera introdução, para estabelecer a idéia de que a religião (não confundir com fé) como instituição, foi criada para domínio sobre as massas. Uma crença da qual partilho. Isso tudo para mostrar o quão antigo e enraizado na cultura humana, se encontra este método de poder, usado até hoje.

Então, o documentário passa a exemplificar como este método é aplicado na história recente e nos dias de hoje, tomando como exemplo principal o 11 de setembro.

Recomendo outro documentário “The Corporation”. Que conta a história das corporações, e principalmente, como estas passaram a ter direitos iguais aos de uma pessoa porém, com um poder absurdamente maior.

No mínimo é algo que o fará pensar, ou buscar muitas coisas na internet, como eu fiz, afim de comprovar algumas afirmações.

Sep
23
2009
1

L.B.V.

Estes nerds maravilhosos e suas incríveis horas livres para ajudar o próximo.

Excelente descrição da internet e seu bom uso.

Agora o contraponto:

A bem da verdade é que a internet apesar de popular, ainda é muito recente e não faz parte do cotidiano da grande maioria das pessoas, mesmo que muitas destas pessoas tenham e-mails e visitem sites de vez em quando.

Esse espaço virtual ainda é basicamente explorado por entusiastas, artistas e desocupados.

Basta tomarmos como exemplo os sites de serviços públicos. Aqui no Brasil são péssimos, salvo raríssimas excessões como o site do MINC. Imagino que no resto do mundo não seja muito diferente.

Isso porque quem manda e coordena as coisas hoje em dia não conhece, usa e/ou se interessa pela internet. Logo desconhecem seu potencial e consequentemente possuem alguns temores.

Os mesmos temores que nossos avós tinham com relação à TV e nossos pais (ao menos os meus) com relação aos jogos eletrônicos. Meus pais alegavam que a razão para não me darem um Atari era que me distrairia dos estudos.

Quando a geração que já nasceu e sempre conviveu com a internet, chegar aos seus 40 - 50 anos, ai sim poderemos começar a ver o que é uma sociedade conectada.

Torçamos para que o espírito agregador e difusor de conhecimento se expanda e não acabe ou seja subvertido, tornando a rede numa máquina de alteração da percepção e manipulação do conhecimento com objetivos excusos.

Aug
11
2009
2

Paschendale

Passchendaele foi uma das mais sangrentas e duradouras batalhas da Primeira Guerra.

O link da wikipedia explica bem, e inclusive diz que Hitler lutou nesta batalha, mas nada como ouvir de quem vivenciou de fato.

Harry Patch, um dos últimos ex-combatentes da Primeira Guerra ainda vivos, morreu algumas semanas atrás. Ficou anos sem comentar sobre o que passou ali, mas já no final da vida, em 2004, decidiu partilhar um pouco do horror.

Do outro lado temos a narrativa bem similar do alemão Erich Paul Remark.

Tem o filme pros preguiçosos, mas o livro é uma boa leitura e curtinho.

“Nada de novo no Front” é tão anti-belicista ao mostrar o sofrimento da guerra e pesar isso com os “louros”, que levou Remark a ser caçado durante o regime nazista.

Ainda falando do drama da guerra, um postal enviado por um soldado americano capturado pelos japoneses na segunda guerra e a resposta de seu pai.

Para ilustrar e diluir um pouco a depressão, ficam as dicas:

Filme de 2008 narrando a batalha de forma romanceada, mas bem sanguinolenta. (Aconselho não verem todo o trecho, por estar com muito spoiler)

E a música homônima do Iron Maiden, com legenda e tudo neste clipe.

OBS.: Esta postagem contou com a ajuda de Roberto (o pardal, o elfo) Zarour, Sebastian “Sebá” Valle e Rosele (a bela).

Atualiazação (03/12/2009):

Excelente decupação da letra aqui.

Jul
13
2009
0

Ainda “Baixando Tudo”

Continuação do post anterior “Baixando Tudo“.

Hoje pelo caderno Link do Estadão, eu descobri que já existe inclusive, ao menos um livro que fala da mesma idéia que expus aqui sobre a gratuidade do conteúdo na rede. O autor é Chris Anderson.

Basicamente ele partilha da mesma opinião que eu, de que lutar contra a gratuidade do conteudo na web é inútil, mas busca respaldar esta opinião com estudos de caso.

Outra matéria do Link de hoje fala das rádios online, que lograram um novo acordo com as gravadoras, em que pagarão apenas US$ 0,093 por música. Algo que viabiliza sua existência e é compatível com a renda, mesmo de rádios pequenas, proveniente de propaganda. O valor deve subir para US$ 0,14 até 2015.

Atualmente se paga mais de 10 vezes este valor, para ter um arquivo de uma música numa máquina apenas e com o risco de ter de recomprá-lo caso venha a formatar seu HD.

Falando de música, lembro de Rock. Hoje é o dia do Rock!!

Então leiam esta postagem.

Jul
04
2009
2

Baixando tudo

A farra do download gratuito está chegando ao fim?

O Pirate Bay foi vendido. Para alguns a soma de US$ 7,8 milhões que alguns consideram irrisória. Pode ser que eles tenham razão, já que o site deve receber uma quantidade monstruosa de acessos por dia, e certamente anunciar ali deve custar uma boa grana.

Mas por outro lado, existe toda a complicação legal em que o site se envolveu e certamente não será barato nem fácil legalizar o site como os compradores dizem que farão.

Para isso mudarão todo o sistema do site, no fim essa grana foi apenas pelo domínio thepiratebay.com. O engraçado é quando no site for legalizado e seguir com o nome referente a pirataria.

Talvez mudem para “sailorsbay” ou “corsairsbay”.

Sou um pirata legal, sem olho de vidro nem cara de mau.

Sou um pirata legal, sem olho de vidro nem cara de mau.

Enfim, o interessante nisso tudo é a legalização do site.

Diferente do que fizeram com o Napster, onde só se aproveitou a tecnologia deles e criaram o itunes.

O que querem fazer com o Pirate Bay é algo que está mais de acordo com a realidade da internet e com os hábitos dos usuários. Não pretendem cobrar diretamente pelos downloads dos usuários, mas se desejar usar a rede p2p deles, você terá de se cadastrar e automaticamente ceder parte de sua banda de acesso ao site para que este a revenda a outras empresas interessadas.

Em suma você estará pagando sem sentir, ou até sua taxa de transferência cair vertiginosamente porque uma multinacional está sugando toda a sua capacidade de acesso a ponto de você mal conseguir baixar “gratuitamente” seus filmes, jogos e músicas.

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O que os olhos não vêem o coração não sente.

Dizem que vão inclusive dar um retorno financeiro aos usuários do site, pela cessão de banda. Ou seja, além de permitirem que você baixe de graça o que quiser, você ainda vai receber por isso?

Porque quando a esmola é muita...

Parece bom demais pra ser verdade, até porque a grana da revenda de banda para empresas, será usada principalmente para pagar aos proprietários dos direitos autorais, pelos downloads efetuados.

E como sabemos muitos deles valorizam bastante seus trabalhos.

Logo acho que não vai sobrar muito dinheiro pros usuários. É claro que se raciocinarmos sob a ótica dos americanos e dos europeus, que têm acesso à internet gratuito ou ridiculamente barato além de muito mais eficiente que aqui nós do Brasil e de boa parte do resto do mundo, a coisa pode valer a pena, pois a merreca que o site lhe dará, pode ser compatível com sua perda de banda, e esta perda pode não ser quase sentida.

w

Aqui esta troca pode não compensar.

Por isso que eu ainda vejo a mera propaganda como a melhor forma de manter um negócio desses no ar, sem prejudicar em nada o acesso dos usuários.

Do jeito que o site está hoje no ar, ele funciona muito bem e alterar isso vai forçar uma mudança de hábito nos usuários, que certamente vai refletir numa queda de acessos.

Ao meu ver, o site poderia apenas registrar todas as transferências de arquivos realizadas pelo seu sistema e pagar às empresas proprietárias dos diretos autorais destas obras um valor fixo por cada um deles.

Fim de papo. O site seria um negócio legítimo de distribuição de arquivos.

O dinheiro para o pagamento seria proveniente dos anúncios disponíveis no site. E quantas empresas não pagariam fortunas por um espaço num dos sites que seria sem dúvida um dos mais acessados do mundo? Algo que ele já é hoje.

Com a diferença de que hoje, metade das empresas anunciantes são de origem duvidosa, dada a condição de ilegalidade do site.

Apesar da ganância de alguns artistas e produtores, meu raciocínio não é muito absurdo, pois o próprio itunes cobra bem barato pelos downloads oferecidos e certamente apenas parte dessa grana é usada para pagar às gravadoras pelos direitos, o resto cobre as despesae e certamente sobra lucro. Tudo bem que você acaba sendo obrigado a baixar mais de uma vez cada música do itunes. Você paga para cada máquina onde deseja ter aquela música.

Obrigado Steve!

Obrigado Steve!

Esta é a principal razão de apenas uma minoria de pessoas usar o serviço.

O hábito criado na internet foi o da gratuidade de tudo que existe ali.

Tentar cobrar das pessoas por algo que pode ser transferido gratuitamente é perda de tempo. Quem ganha dinheiro da internet, o faz com propaganda e adquirindo a maior quantidade de usuários possível, oferecendo um conteúdo atraente. O Google é o maior exemplo disso.

Os poucos casos de distribuição gratuita e legal de músicas via internet, depõem contra o viabilidade de fazer disto um negócio.

RadioHead e Coldplay certamente perderam uma excelente oportunidade de lucrar uma nota preta ao mesmo tempo quem que faziam a felicidade de milhares de fãs. Além de mostrarem ao mundo capitalista que distribuição gratuita de músicas é um mero ato de caridade.

Obrigado rapazes!

Obrigado rapazes!

A legalização do Pirate Bay não é da forma que eu julgo ideal, mas caminha na mesma direção, o que é um alento se observarmos outras tendências menos amigáveis de solução para o problema da pirataria.

O método 1984 é no momento o único que alguns políticos conseguem enxergar.

SarcozyAze(re)do são dois exemplos  de que a humanidade ainda não está pronta para a internet, além de tantas outras tecnologias.

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