Dec
31
2013
0

A Carta

2013 foi o ano em que finalmente publiquei uma HQ. Espero que seja o primeiro de muitos trabalhos.

E como este blog foi criado para que eu pudesse falar dos meus trabalhos e ao menos deixá-los registrados aqui para posteridade, fica a postagem.

Graças a esta HQ pude finalmente ir a uma convenção de HQs (o FIQ) na condição de autor publicado e não apenas um esperançoso candidato a roteirista de HQs.

As pessoas o levam mais a sério, abre mais ouvidos, não sei se mais portas, mas é certamente um estímulo para seguir escrevendo.

Idéias não faltam. Qual será o próximo a desfilar no mercado? Um livro, um conto, outra HQ? Alguma já escrita? Alguma das que estou escrevendo, muitas das quais meros enredos?  Ou quiçá outra que ainda nem vislumbrei?

Quem ainda não comprou corra: http://www.editoradevaneio.com.br/?page_id=110

Divirta-se e saiba que o quão mais rápido esta HQ for vendida, mais rápido poderei publicar outra coisa.

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Jan
15
2010
0

What is it good for? (em português)

Clique aqui, para a versão em inglês.

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Uma garotinha chamada Rose estava em seu primeiro dia num internato que até o último semestre, havia aceito apenas meninos.

Ela e outros alunos do primeiro ano foram conduzidos até uma sala onde esperariam por um professora ou o diretor, que os apresentaria a escola.

Empolgada, ela começou a falar com seus novos colegas, que estavam conversando sobre o quão maravilhoso era estar ali e se perguntou o que poderia alcançar caso se destacasse neste ambiente. A sala tinha paredes de madeira trabalhada com belos adornos, e bancos também de madeira em todo o redor. Mas a primeira coisa que chamou sua atenção foi uma parede distinta, cheia de placas onde estavam gravados nomes de supostos ex-alunos. Em meio ao alvoroço, ela rapidamente apontou para a parede e exclamou: “Um dia terei meu nome aqui!”

“Espero que não.”, retrucou sobriamente uma voz masculina vinda de trás dela e dos demais alunos.

Ao se virarem, eles viram um homem alto de meia idade, bem tranqüilo e parado no meio da sala com suas mãos nas costas. Ele olhou suavemente em direção a Rose, que estava congelada de vergonha ou medo pelas possíveis conseqüências de uma primeira impressão como aquela, enquanto as outras crianças tentam evitar chamar a atenção na multidão, antecipando uma reação desagradável vinda daquele homem.

Mas, ao invés de gritar por ordem ou repreendê-los, o homem continuou a falar: “Se seu nome chegar a estar entre esses, é porque você terá sido morta em combate. o que, acredito, é uma maneira muito desgradável de deixar esse mundo.

Eu prefiro pensar que nesta instituição nós ensinamos maneiras melhores de se lidar com discordâncias do que apenas lutar.

Você deveria desejar ver seu nome e o de seus colegas em muitas das outras paredes e locais de honrarias que essa escola mantém para lembrar aqueles ex-alunos que lograram conquistar mais em suas vidas, em benefício não apenas desta instituição, mas da sociedade em geral.

Esse lugar tem a tradição de educar grandes mentes. Se é uma guerreira que você quer se tornar, existem lugares bem melhores para onde ir, do que aqui.

Não discordo que uma grande mente é uma grande arma. Mas são muito valiosas para se perderem na guerra.

Uma mente bem instruida, deve estar atenta a nunca se colocar numa situação onde não existe saída que não lutar. Até porque ela é mais eficiente e forte numa situação onde seja possível o debate e a argumentação.

A guerra, por outro lado, é o resultado de uma situação onde não é mais possível argumentar, quando um ou ambos os lados de uma discussão ficam sem idéias ou soluções para um problema a não ser submeter o outro à sua vontade.

Nossa mera existência, hoje, aqui, é a prova de que essa não é a maneira que as disputas devem ser resolvidas. Se nossos ansestrais não soubessem disso, não estaríamos aqui.

Toda nossa sociedade é construída sobre o senso comum que todos nós, fortes, fracos, inteligentes ou burros, partilhamos. O senso de que deve haver uma solução pacífica para todo o problema.

Além de ser mais saudável, é o melhor caminho para a evolução. Quando os dois lados de uma discussão começam a dialogar ambos têm a oportunidade de aprender através da troca de idéias, se tornando mais eficientes em evitar futuros conflitos e também em solucionar o inevitável.”

Ele relaxou os ombros e olhou alegremente para os jovens alunos, que nesse momento estavam todos congelados escutando.

“Agora que tenho a atenção de vocês, por favor sentem-se, para que eu possa apresentar-lhes outros aspectos de nossa escola de forma mais apropriada.”

Então, todos se sentaram nos polidos bancos de madeira encostados nas paredes em torno da sala.

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Jan
09
2010
0

What is it good for?

Clique aqui, para a versão em português.

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A little girl called Rose is on her first day at a boarding school that until last semester accepted only boys.

She and other first-years are conducted to a room where they are supposed to wait for a teacher or the headmaster to introduce them to the school.

Very excitedly she starts talking to her new colleagues, who were discussing how great it was to be  there and she wonders to herself what she might achieve if she stands out in this new enviroment. The room has beautifully adorned wood walls and benches against them, sorrounding all the area. But the first thing that catches their notice is a distinguishable wall which is filed with plaques barring the names of assumed ex-students. She quickly points out to the wall and says in a louder tone: “I`ll have my name there, some day!”

“I hope not.” Answers a bleak, male voice from behind her and the others.

Turning around they see a tall middle aged man standing calmly in the middle of the room, with his hands behind his back, and very still. He is looking softly towards Rose, who is fronzen in shame or fear of the consequences of such a first impression, while the other kids try to avoid being spotted in the crowd, anticipating a possible unpleasant reaction from the man.

But rather than a yell for order or some reprimend, the man continued to talk. “If your name comes to be among those, its because you`ve died in combat. Which, I think, is a very umpleasant way of leaving this world.

I prefer to think that in this institution, we teach better ways to deal with disagreements then just fighting.

You should look foward to seeing your name and your mates` in many of the other walls and prasing places this school maintains to remember those ex-students who could accomplish more of their lives, in benefit, not only of this institution, but of society in general.

This place has the tradition of bringing up great minds. If it is a warrior you want to become, there are far better places to be than here.

I`m not arguing that a great mind is not a great weapon. But those are too valiable to be lost in war.

A well taught mind should know better than to put itself in a situation where it has no scape but to fight. Since it is more effective and stronger in a situation where one can still debate and reason.

War, on the other hand, is the outcome of an unreasonable situation, when one or both sides of an argument run out of ideas to solve a problem besides forcing their will unto the other.

The mere existence of us, today, here, is the proof that it is not the way disputes are supposed to be solved. If our ansestors knew no better, we would not be here.

Our whole society is built on the comom knowledge that we all, strong, weak, smart or stupid share. The knowledge that there must be a peaceful solution for every problem.

Besides being healthier, it is the best way for evolution. When the two sides of a disagreament start talking it over both have the opportunity to learn from the exchange of ideas, becoming more efficient in avoiding future conflicts, and also solving the unavoidable.

This is the kind of education you will recieve here, though we do honor our ex-students and colleagues, who gave their lives when war was upon them.”

He relaxed his shoulders and looked happily at the young students, who by that time were all quietly listening to him.

“Now that I`ve got your attention, you may sit down, so I can introduce other aspects of our school.”

They all sat on the polished wood benches against the walls sorrounding the room.

Fim

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Este conto me veio em inglês. Depois eu posto a tradução. Esta versão e a traduzida contaram com o auxílio de minha inestimável corretora.

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Dec
15
2009
3

Camaelitas

Clique aqui para ler.

Clique aqui para ler.

Meu mais recente trabalho nos quadrinhos.

Criei estes personagens e esta história, que ainda tem muito pano pra manga, na forma de um roteiro.

Foi o Adauto Silva, quem lhes deu vida e suas formas nas páginas da HQ.

Agradeço ao Julio Shimamoto por nos ter apresentado. Até que formamos uma boa dupla. :)

Não posso me esquecer de minha rosa que corrigiu minhas agressões ao português.

O link na imagem leva para o site www.vilaniacomics.com, onde a HQ está aberta para todos lerem.

Divirtam-se!!

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Dec
11
2009
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Como governar no Brasil

Guia básico para ser um político de sucesso, regendo a plebe ignara.

Todos os métodos descritos aqui foram tirados de situações reais. Todos os políticos já eleitos alguma vez neste país praticam, ou praticaram boa parte delas, o que prova sua eficácia.

Antes de mais nada:

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Conhece a ti mesmo.

Para ser um mandatário, no sentido de mandar no povão.

Porque isso é democracia.

Você precisa ter dentro de si estas qualidades:

1 – Adorar dinheiro acima de tudo.

2 – Total descaso para com outro ser.

3 – Mentir, mentir e mentir… Mesmo que a platéia já esteja vaiando e a cortina descendo, aparente sempre boa vontade e desapego. As pessoas ainda acham que existe político que deseja ajuda-las, alimente essa ilusão.

4 – Acredite piamente em suas histórias. Desta forma, mesmo não sendo ator você poderá seguir os demais preceitos, acreditando que de fato desta forma fará do mundo um lugar melhor.

Estes são dogmas fundamentais para a carreira política em nossa “democracia”. Mais do que aprende-los é preciso vive-los. Do contrário, em algum momento em sua jornada rumo ao sucesso político, você acabará se deparando com dilemas pouco convenientes, que podem levar a situações desastrosas.

Seus únicos parâmetros devem ser:

– Quanto, e o que eu levo nisso?

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E mais nada.

A verdade é que tudo se resume a esta perguntinha. Pratique no seu dia a dia e logo perceberá as vantagens.

Passo 1 – Ser eleito:

É certamente a parte mais difícil e possivelmente a mais trabalhosa, mas dura apenas o curto período de campanha.

É importante que tenha em mente algumas qualidades que você deve possuir até mesmo antes de se candidatar, para cogitar uma vitória nas urnas.

Fama:

Bons antepassados contam. Não, não falo de ficha criminal limpa ou ter sido um bom samaritano. Seu nome precisa ser facilmente reconhecido entre seu eleitorado.

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Até porque alguns de seus concorrentes já pertencem a famílias de capos famosos da organização governamental.

Então, como se igualar?

Ter sido: Ator, palhaço, esportista, chatomafiosofilho de Deus, ou aparentado do Seu Dino.

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Já perceberam que o negócio aqui é ter seu nome e figura reconhecidos por uma quantidade boa de gente, que lhe garanta votos.

É anotador da loteria de animais que passa o dia todo sentado na esquina?

Fulaninho da esquina

É o frentista camarada?

Beltraninho do posto

É a merendeira simpática da escola?

Tia Fulana

Ainda não pescou a idéia? Então veja abaixo alguns exemplos reais.

Não importa que pessoas do bairro vizinho o tomem por completo desconhecido. Você tem seus seguidores, que valorizam sua opinião, mesmo que sejam, no caso da merendeira, crianças sem direito a voto. Nunca ouviu falar no poder de convencimento das crianças?

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Alguma hora você vai ceder.

E se pensarmos que cada uma em geral tem 2 pais, tios e avós, você já tem ai um bom eleitorado a conquistar.

Grana:

Você já deve ter escutado que:

É preciso dinheiro para fazer dinheiro.

e

Dinheiro chama dinheiro.

Uma campanha custa dinheiro. Muitas idas e vindas, muita badalação, muita produção para fazê-lo parecer bom e bonito…

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Pelo menos humano.

E não são nada baratos os milhares de galhardetes, santinhos, filipetas, cartazes e outdoors pro povo ficar com a sua face impressa na retina. Muitas destas peças inclusive rendem o investimento por anos a fio, esquecidas em muros ou terrenos baldios.

Tem também os carros de som, com musiquinhas grudentas pro povo cantarolar enquanto sua imagem vem à mente.

E não podemos esquecer os “presentinhos” pro seu eleitorado. Ao invés de apenas distribuir fotos suas com seu número, porque não distribuir cestas básicas, chaveiros, bonés, brinquedos e toda sorte de quinquilharias que o povão adora?

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Tem muito candidato que faz carreira nesta estratégia.

Você não tem grana? Então, use sua fama, seu nome para conseguir bons financiamentos de campanha. Existem muitas empresas interessadas em patrocinar políticos, portanto não as deixe ansiosas, todo o dinheiro é bem vindo.

Bom Partido:

Outro partido

Outro partido

Tendo fama e dinheiro, é mais do que fácil encontrar um bom partido que queira tê-lo como membro de sua legenda.

Encontrar um bom partido não é nada fácil. Para sua felicidade, aqui no Brasil temos toda uma gama de partidos com mínimas variações ideológicas, indo dos mais conservadores aos mais liberais.

Mas ideologia não é para político, assim como time do coração não é pra jogador de futebol.

Você entra naquele que lhe fizer a melhor proposta para se eleger… lucrar.

O Lula é um excelente exemplo. Tentou se eleger pelo PT por anos a fio e nada, ai o PT recorreu ao eficaz PMDB, e de cara o Lula foi eleito.

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Pra tudo tem jeito.

Depois desse trabalhão todo não vai sobrar muito tempo para redigir um plano de governo, bem estruturado, embasado e executável.

Propostas de leis também estão fora de questão, portanto anote rapidamente meia dúzia de “promessas” relacionadas à saúde, educação e segurança, que não tem como errar.

Para tudo mais que as pessoas sugerirem na rua você dirá que fará tudo ao seu alcance. Seus marketeiros vão cuidar de fazer tudo rimar e parecer muito bom.

Passo 2 – Administrar o mandato adquirido:

Você chegou onde queria. Entrou para o seleto clube dos mandatários.

No papel de um dos ungidos pelo voto do populacho, é seu dever divino fazer o que bem entender, enquanto o povão confia em você.

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"Voltarei. E voltarei nos braços do povo."

Agora, é a hora de lavar a égua e tratar de fazer valer toda a palhaçada que vinha vivendo, a grana que gastou, os sorrisos, os favores, as crianças que beijou…

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"Vote em mim."

Esteja ciente de que agora você está na berlinda, principalmente se foi eleito para um cargo do executivo, e tudo que fizer, pode e será usado contra você pela mídia adversária. Sempre haverá alguém para lhe apedrejar, mas não se deixe abater, pois enquanto não houver provas concretas, tudo não passa de propaganda. Lembre dos seus tempos de campanha e sorria, sabendo que daqui a alguns anos terá constituído uma bela aposentadoria enquanto estes chatos vão seguir reclamando.

Haverá sempre uma mídia favorável onde você poderá “desmentir” toda e qualquer acusação

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Seu foco principal é recompensar aqueles que o apoiaram durante a candidatura.

Você será cobrado por eles de imediato. Esta compensação pode ser feita na forma de bens, serviços ou ambos. Vai depender do freguês.

É bom lembrar que estas pessoas que o colocaram ali, podem facilitar ou dificultar seu mandato, dependendo de como for sua gratidão para com elas.

Como demonstrar sua gratidão:

– Tornar a legislação mais favorável.

Uma vírgula aqui, um adendo ali e muita coisa se descomplica. Vereadores e deputados se fartam com isso. Os casos mais evidentes são os esquemas para impedir que certas leis sejam sequer discutidas, ou boicotar votações.

– Fazer obras “beneficentes”.

Aquele empresário que lhe deu dinheiro tem uns terrenos num lugar ermo, que ele comprou baratinho, pois o local carece de certos confortos, como saneamento, luz, ruas, etc. Então, porque não providenciar para que esta região seja também atendida pelos serviços públicos? Certamente ele vai lhe agradecer quando vender os terrenos.

– Providenciar licitações combinadas.

Outros empresários estão interessados apenas em garantir trabalhos para suas empresas e gerar mais empregos. Cabe a você certificar-se de que estas boas almas não fiquem desamparadas.

– Superfaturar todo e qualquer gasto.

Alguns dos seus apoiadores, ou como você talvez prefira denominar, sua base, querem dinheiro vivo. Arredonde para cima, o mais pra cima possível, todos os gastos que fizer, até alcançar o montante desejado por eles, mais o seu percentual. Estas pessoas possuem meios de lavar a bufunfa para que mais adiante todos lucrem.

Como poderá ver, principalmente se já estiver praticando o 4º dogma, todas estas são ações que visam o bem comum e representam sempre melhorias.

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Pra você principalmente.

Planejado X Executado:

Esta é uma cobrança que sempre haverá ao longo de seu mandato. Mesmo que você nem se lembre do que comeu ontem, vai ter gente que para lembrá-lo de tudo que disse sem pensar durante a campanha.

Esta pessoas não entendem que aquilo tudo é um espetáculo insano, mas não é você que vai explicar isso pra eles.

Siga trabalhando em prol da sua base e se por acaso algo do que vier a fazer tenha alguma semelhança, ainda que pequena, com alguma coisa que prometeu durante a campanha, trate de alardear aos quatro ventos.

Fato é que rapidamente aquilo que foi dito durante a campanha será esquecido por 90% da população, e em menos de 1 ano o restante também esquecerá, ou cansará de cobrar.

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Como era mesmo?

Passo 3 – Reeleição:

Largar no meio ou continuar?

Esta é uma questão interessante. Se você acha que seu mandato de vereador ou deputado não está rendendo tudo que devia, talvez um cargo no executivo seja a solução. Basta tentar a candidatura, se conseguir se eleger, deixe seu suplente administrar seus ganhos na sua antiga função e vá explorar seus novos horizontes.

Do contrário não tem nada a perder.

Mas saiba que quanto mais lucro mais riscos se corre. As vezes é melhor seguir no legislativo e longe dos olhos. Muitos políticos fizeram carreiras inteiras de sucessivas reeleições para câmaras de todo o país.

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E foram eles que escreveram as regras do jogo.

Se você já ocupa um cargo no executivo, a segunda metade do mandato é para preparar a reeleição. É neste período que você vai anunciar seus planos mais ambiciosos, e preparar suas obras para que estejam mais ou menos prontas para inauguração no finzinho do mandato.

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Quantos shows desde a inauguração?

Se fizer tudo direitinho, a reeleição está no papo.

Dificilmente seus oponentes terão seus nomes mais frescos na cabeça do povão que você, e certamente não contarão com todos os exemplos fresquinhos de “benfeitorias”.

O segundo mandato segue conforme o primeiro, mas bem mais tranqüilo, uma vez que você já está com tudo nos trilhos. O maior trabalho será encher a bola de um sucessor, que lhe garantirá alguns dividendos depois que deixar o cargo.

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Ou não.

Finalizamos nosso curso por aqui.

Isto é o básico que se deve saber para que possa começar a vislumbrar e explorar uma carreira na política, para mandar nesse povo que adora um cabresto.

Existem muitos detalhes que serão abordados em cursos mais avançados.

Outros cursos:

– Casar para governar: Coronéis e famílias poderosas.

Família real maranhense.

– Loterias e outros esquemas infalíveis para justificar renda.

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– Técnicas de oratória: Como dizer tudo e nada ao mesmo tempo.

De fato.

De fato.

(Grátis uma apostila exclusiva com sotaques regionais e como pronunciar as palavras tal como o povão, pra eles acharem que você é um deles.)

– Longe dos olhos longe do coração: Como manipular as coisas por trás dos panos.

Agora mais longe das vistas ainda.

– Sou idiota mais sou simpático: Como ser um bom testa de ferro sem se queimar.

FDP

– Fui pego! E agora?: Como dar a volta por cima e seguir lucrando.

Um mestre no 4º dogma.

E muito mais.

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Sep
14
2009
1

O Dono do Jogo

Um pequeno conto de pouco mais de uma página que escrevi anos atrás para um concurso sobre contos com temática futebolística. Não ganhou mas ainda assim gostei do resultado.

Divirtam-se!

Mais um jogo?

Não, este é O Jogo. Pensa consigo Heitor, sentado defronte de seu armário no vestiário.

Lá fora está um caos. Já dá pra escutar o barulho da torcida, que já deve lotar o Maracanã, e mesmo aqui no vestiário é mais que um murmurinho.

Eu sei dos vários craques que estarão em campo hoje, mas hoje é meu dia. A decisão está em minhas mãos.

Heitor veste seu uniforme impecável, como um padre se preparando para a missa.

Mas nada impede sua mente de vagar pelo tumulto que o cercou nesses últimos dias precedentes ao jogo de decisão.

Diretores, patrocinadores, e até mesmo investidores ilícitos, todos querendo certificar-se de que ele fará o que eles querem.

Chega! Eu não posso adentrar o gramado, o palco mais cobiçado, num dia tão especial e sonhado por mim desde o início de minha carreira, e estragar tudo fazendo o jogo dos outros.

Ou posso? A tentação é grande.

Heitor observa seus companheiros. O jeito como se olham, e como conversam. Tentam disfarçar o nervosismo e já devem ter tomado suas decisões. Se os conhece bem, foi sem dúvida a mais fácil. A mais lucrativa.

Ele termina de amarrar a chuteira e se levanta.

Está pronto.

Beija de olhos fechados o cordão que fora de seu avô num ritual solitário e imutável que sempre fazia antes dos jogos. Lembrou-se do seu avô e, em seguida, de vários momentos bons aleatórios e assim, em um minuto, abre novamente seus olhos.

Estou calmo.

Já é hora de ir. Ele e seus companheiros sobem as escadas para o gramado na expectativa que sempre antecede uma explosão esperada.

E ela acontece. Uma confusão de gritos, vaias e cantos invade seus ouvidos. O Maracanã está lotado. Ele já está acostumado com isto e não se deixa afetar nem para o bem nem para o mal.

Os fanáticos são sempre realçados pela mídia, mas ele sabe que, no fundo, a maioria aprecia o futebol bem jogado e, mesmo que seu time perca, se o torcedor tiver visto seu time dando o máximo de si, não ficará frustrado.

A verdade é que, para Heitor, pouco importa se os torcedores gostam ou não dele, ele já deixou de se iludir com isso há anos. Afinal de contas, é um profissional. Num dia o herói; no outro o vilão. Ele próprio não se ilude com preferências pessoais quanto aos times de que gosta mais ou menos. Deixou de torcer faz tempo. Só está preocupado em fazer o que sabe, e sabe que no fim ele é um time de um homem só.

Ele é seu único torcedor apaixonado. Mesmo sua família não conseguiria demonstrar tal devoção, mas isso não importa, porque fãs fazem o ego crescer e encobrir a visão clara sem a qual ele não teria chegado aqui.

Ao soar o apito ele está perfeitamente consciente do que deve fazer. Totalmente atento ao jogo.

Este é o seu momento e aqui ninguém pode interferir. Hoje ele está realizando um sonho e quer ter o prazer de se recordar desta partida da próxima vez que beijar seu cordão.

Um sorriso se abre em seus lábios quando começa a correr. Pouco importa o resultado, esta será sua melhor partida!

O jogo é tenso, todos temem ser o protagonista de um erro marcante e poucos se arriscam.

Mas logo a bola começa a rolar sem dificuldade e enfim um belo passe, um drible e um cruzamento açucarado. O gol é inevitável.

Metade do estádio vibra de alegria.

Heitor pareceu adivinhar quando olhou para o auxiliar e o viu erguer a bandeira.

Felizmente ele esteve atento ao prever a jogada e observou o posicionamento de ambos os jogadores.

Desculpe amigo, mas a jogada valeu, pensou Heitor ao apitar e sinalizar assim apontando para o centro de campo onde a bola deveria ser reposta para que a partida fosse continuada.

Pouco importa os acordos alheios, porque hoje ele é o dono do jogo.

Fim.

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Aug
18
2009
1

O Investigador (completo)

Esta postagem é só pra avisar que a HQ “O Investigador” com roteiro meu e desenhos de Rodrigo Soldado está agora completa no Portal Oi Quadrinhos.

Como foi a primeira HQ a entrar na seção de Arte Independente, está lá no final da tela.

Aviso que tenho outros roteiros com Gilvan Dias e Tha-Tú prontos. Se algum desenhista se interessar, me avise e podemos criar mais HQs.

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Jun
05
2009
1

Tupiniquins O Fim

Caso EncerradoCaso Encerrado

Chegamos ao final de nossa história.

Espero que tenham gostado. 

Comentários positivos são bem vindos. :)

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May
30
2009
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Tupiniquins Parte 15

Um portal?Um portal?

 Quem está convidando nossos aventureiros?

 Veja aqui.

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May
23
2009
0

Tupiniquins Parte 14

Currupira Cobra Preta formiga tracuá Capei um mar de formigas saúva Oibê Caiuanogue...Currupira Cobra Preta formiga tracuá Capei um mar de formigas saúva Oibê Caiuanogue…

Que diabos Macunaíma aprontou agora?

Leia aqui!

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