Aug
14
2014
0

Indo além

Independente de qualquer disputa ideológica a única realidade inevitável que enfrentamos para o futuro econômico é a descrita neste vídeo. E precisamos pensar em como alcançar uma economia sustentável onde as pessoas simplesmente não precisem trabalhar.
A mentalidade tacanha que regue a atual conjuntura e insiste em valorizar a presença de pessoas em postos de trabalho já obsoletos há décadas só atrasa o inevitável e provoca mais sofrimento.
Um sistema econômico que não dependa de trabalho humano deveria ser a principal meta almejada, mas tanto direita como esquerda dificilmente conseguem pensar em uma economia funcional onde ninguém precise trabalhar. Não que seja simples.
Particularmente acredito que tal sociedade seria a única experiência comunista possível. Não pelo emprego total e luta de classes como os comunistas vêm pregando desde sempre, mas justamente pela ausência de trabalho e classes, pois robôs produzirão tudo que for necessário e a nós restará apenas desfrutar de uma vida de prazeres.

Vida idílica

 

E por prazeres não apenas deitar na relva e ver a vida passar, mas também buscar mais conhecimento e empreender em atividades hoje consideradas trabalho pelo real prazer em praticá-las.
É difícil pensar em como as coisas prosseguiriam a partir deste ponto. Talvez o Isaac Asimov tenha a resposta na sua série de livros que começa com o Caves of Steel. Não podemos nos tornar spacers de todo nem darmos um passo atrás como os terráqueos.

The Caves of Steel

É preciso encontrar um meio termo que nos permita desfrutar dos constantes avanços mas não mate nossa ambição por ir além e desvendar novos mistérios e conhecimentos. É isso que nos faz humanos.
Porém, indo ainda além nesta projeção, talvez nosso destino seja no fim das contas deixar de ser humanos assim como há milênios deixamos de ser animais irracionais.

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May
18
2014
12

Como trocar a bateria do nobreak

A maior parte das falhas de nobreaks são devido à bateria.

Custo: 50 a 60 reais.

Material: chave philips, alicate comum e alicate de corte.

Bateria: bateria selada de 12V 7Ah

A amperagem (Ah) pode ser maior ou menor. Na verdade ela determinará apenas o tempo que a bateria poder manter um PC funcionando no caso de falta de luz. A de 7Ah é capaz de segurar por até 15 minutos um PC médio, então isso fica a seu critério.

Mas 12V é o padrão para todas as baterias de no break não importa se for de 600, 700, 1.200…

O que muda entre estes nobreakes é o transformador interno deles.

Onde comprar a bateria:

Existem diversos sites que vendem baterias seladas de 12V, mas você também pode comprar em lojas de bateria de motocicleta.

Como trocar:

É bom lembrar que antes de mais nada você deve desligar o nobreak e removê-lo da tomada assim como remover todas as tomadas de aparelhos que estiverem ligadas no nobreak.

– Abrir o no break –

troca bateria no break1

Basta usar a chave philips para remover os parafusos da cobertura do aparelho.

– Dentro você verá logo as 3 partes principais. O circuito que comanda o funcionamento, logo abaixo o transformador e ao lado a bateria que será trocada.

Esta arrumação dos elementos pode variar em outras marcas e modelos.

 

– Repare que este nobreak da Ragtech tem duas hastes de metal em volta da bateria que servem para mantê-la presa e fíxa principalmente para quando ela é transportada. O problema é que isto não foi feito pensando na eventual troca da bateria, pois o parafuso fica numa posição difícil para desaparafusar sem uma chave philips curta e um alicate para segurar a porca.

troca bateria no break2

 

Além disso a haste superior é presa na placa de circuito por meio de dois rebites de plástico que não foram feitos para ser removidos de forma alguma.

A única forma de removêlos sem arriscar danificar a placa é cortando ambos com o alicate de corte bem rente á parte inferior da peça de metal.

troca bateria no break3

Muito cuidado para não danificar nenhuma parte do circuito. Evite colocar a mão e fazer pressão. E cuidado com a frágil peça do circuito que fica logo atrás dos rebites por baixo da placa.

Esta é a parte mais difícil de todo o processo.

 

– Soltando os rebites e o parafuso a remoção das hastes de metal é fácil. A superior fica apenas encaixada na parte da frente do nobreak e a traseira passa por debaixo da bateria.

 

– As únicas ligações da bateria são seus cabos de força (vermelho e preto). São encaixados nos contatos e para remover basta puxar. Não mexa nos 4 cabos que alimentam a frente do nobreak.

troca bateria no break4

– A bateria nova, mesmo que de marca diferente, será do mesmo tamanho e deve ser colocada na mesma posição da anterior. Os cabos de força serão encaixados  tal como estavam na bateria antiga.

 

Nobreak sem bateria, rebites e hastes.

Nobreak sem bateria, rebites e hastes.

6º (opcional) – Recolocar as astes de metal fica a critério de cada um, mas eu sugiro jogá-las fora. Seu nobreak não será levado de um lado para outro a todo o momento e a bateria não precisa ficar toda presa para ficar imóvel dentro do nobreak. Além disso, os rebites de plástico foram inutilizados na remoção. Outra vantagem é que daqui a 2 ou 3 anos você não precisará mais ter tanto trabalho para trocar a bateria, bastando remover a cobertura do nobreak e os cabos da bateria.

 

– Religue o aparelho na tomada e aguarde 12 horas para que a bateria nova seja carregada.

Em seguida, religue o seu PC no nobreak e ligue os aparelhos.

Se o problema insistir então infelizmente das duas uma, ou seu PC está com outro problema, talvez na fonte, ou você deu azar e o seu nobreak possui uma falha no transformador ou no circuito, o que é bem raro. Neste caso o melhor é comprar um aparelho novo.

 

Conclusão:

Se após aproximadamente 2 ou 3 anos de uso o aparelho já não segura mais os picos de luz e por isso o seu PC desliga do nada é quase certo que o problema é a bateria. 2 ou 3 anos é o tempo de vida útil, e ela precisa ser trocada o quanto antes.

Seguindo este passo a passo você não precisa mais gastar em média R$ 300,00 num aparelho novo antes que seu computador pife. Ou mesmo 100 ou 150 reais para que um serviço técnico avalie o problema e faça a troca, fora o tempo de espera do serviço, durante o qual você ficará sem poder usar seu PC.

Trocando apenas a bateria tudo se resolve, e você não gasta mais que 50 ou 60 reais.

Dá um pouco de trabalho mas não mais do que o que você teria indo comprar um no break novo.

A troca é bem simples e mesmo pessoas sem treinamento técnico específico como eu podem fazer.

O passo a passo que descrevi acima foi o que aprendi cuidando dos meus no breaks e após consultar alguns sites técnicos.

Contudo senti falta de um tutorial para leigos, como eu, e acho que isso pode ajudar outras pessoas.

Existem alguns modelos da APC, principalmente lá fora, que permitem a troca simples e fácil das baterias, quase como se troca as pilhas de um rádio, mas aqui no Brasil a mentalidade dos fabricantes ainda é de obrigar o consumidor a comprar novos aparelhos quando os antigos ainda funcionam perfeitamente.

Vale lembrar que baterias, assim como pilhas, devem ser descartadas de maneira apropriada e não junto com o lixo comum.

Algumas agências bancárias e universidades fazem coleta deste tipo de lixo tóxico e eletrônico, basta levar a bateria até lá.

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Dec
31
2013
0

Mr. Nobody

Provavelmente o melhor filme que assisti este ano.

Trata-se de uma história de romance inserida em uma bela ficção científica.

Ao mesmo tempo que retrata histórias de amor, o faz do ponto de vista confuso que é a nossa mente, mas sem perder o fio da meada. E acredito que a grande questão abordada é o pensamento que eu já tive diversas vezes: e se naquele momento eu tivesse escolhido outra coisa? E se tivesse agido diferente? Minha vida seria igual? Eu seria igual?

Provavelmente não, mas isso seria melhor ou pior do que tenho? Eu sequer teria condições de avaliar estas alternativas da mesma forma que faço hoje?

É um raciocínio sem fim.

Fico espantado que apesar do filme ser de 2009 eu só fui ouvir falar nele há poucos meses.

Se ainda está na dúvida, eu coloco Mr. Nobody na mesma categoria que: Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, The Time Traveler`s Wife e The Fountain. Ou seja, se gostou de um destes, gostará também dos demais. Ao menos existe uma grande chance.

 Filmes que ao contrário dos blockbusters, usam excelentes efeitos visuais para auxiliar o roteiro a contar histórias de grande delicadeza. E o curioso é que foram todos escritos e dirigidos por pessoas diferentes. Até os atores são distintos.

Ou seja, não é um viés específico de um ou outro artista.

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Dec
31
2013
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A Carta

2013 foi o ano em que finalmente publiquei uma HQ. Espero que seja o primeiro de muitos trabalhos.

E como este blog foi criado para que eu pudesse falar dos meus trabalhos e ao menos deixá-los registrados aqui para posteridade, fica a postagem.

Graças a esta HQ pude finalmente ir a uma convenção de HQs (o FIQ) na condição de autor publicado e não apenas um esperançoso candidato a roteirista de HQs.

As pessoas o levam mais a sério, abre mais ouvidos, não sei se mais portas, mas é certamente um estímulo para seguir escrevendo.

Idéias não faltam. Qual será o próximo a desfilar no mercado? Um livro, um conto, outra HQ? Alguma já escrita? Alguma das que estou escrevendo, muitas das quais meros enredos?  Ou quiçá outra que ainda nem vislumbrei?

Quem ainda não comprou corra: http://www.editoradevaneio.com.br/?page_id=110

Divirta-se e saiba que o quão mais rápido esta HQ for vendida, mais rápido poderei publicar outra coisa.

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May
11
2013
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A Mortífera Maldição da Múmia

Trata-se de uma HQ online que fiz em parceria com o Rodrigo “Soldado” Martins na époda da faculdade e com ajuda dos amigos, Gustavo Novaes e Felipe Moura.

A montífera maldição da múmia

Foi a adaptação do conto homônimo do Carlos Orsi Martinho pertencente ao universo Intempol.

Nesta HQ fizemos uso do estilo narrativo “infinite canvas” criado pelo Scott Mc Cloud.

A propósito, trata-se de uma HQ antiga portanto em flash. Lamento macs.

Por que só postei isso agora?

Porque o link e onde ela estava hospedada eram informações há muito perdidas e só agora consegui os arquivos para poder replicá-la aqui no site.

Divirtam-se.

 

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Jun
29
2012
1

Ideias Ilustradas

Esta é uma semana especial.

Após uma gestação de 2 anos, nasceu ontem o Ideias Ilustradas (i2).

Ideias Ilustradas

Hoje o i2 é uma versão evoluida da minha primeira ideia de um concurso de tirinhas online que tive em 2010, quando eu ainda nem sabia como a construiria.

Neste meio tempo tentei viabilizá-lo de várias formas, até que conheci o Rio Criativo, uma das raras iniciativas nobres do Estado.

Nos cursos e consultorias oferecidos por profissionais do Instituto Gênesis aprendi a redigir um Plano de Negócios completo. O projeto de empreendimento foi tomando formas mais claras, e ainda com outro nome ganhou uma identidade visual e layout.

Fui um dos selecionados para a fase de apresentação diante da banca.

Não serei humilde. Tenho para mim, principalmente vendo a reação dos membros da banca, que a minha foi no mínimo uma das melhores.

E isso me garantiu um lugar entre os 30 projetos selecionados, dos 150 submetidos.

Após mais algumas consultorias fui apresentado à equipe de programadores responsável pelo sistema do site, hoje meus sócios.

O i2 agora é real, a versão beta está no ar, e mais etapas precisam ser superadas até chegarmos ao objetivo que é ter um site publicando tirinhas de maneira profissional, remunerando os artistas e premiando o público ainda mais.

Obrigado,

ao Eduardo Costa, com quem iniciei a confabulação sobre o site.

ao Guilherme Velho que me estimulou a seguir em frente quando eu acreditava que meu Plano de Negócios estava capenga (e estava), mas graças a uma extensão do prazo pude elaborá-lo melhor. E que depois me apresentou à Luz Consultoria onde tive vários insights.

ao Rafael Moraes que me ajudou na elaboração do plano de negócios.

à equipe do Rio Criativo, Leonardo, Girlene.

ao pessoal do Gênesis.

aos parceiros do CEU, em especial ao Laufer, que me apresentou ao Fábio, ao Gustavo e ao Rafael, que curtiram o projeto desde o início, onde surgiu uma boa sintonia que vem sendo afinada à 6 meses.

obviamente a estes três caras.

ao Felipe Loureiro que me passou alguns conhecimentos de marketing online.

ao Adolfo que deixou meu cpu afinado.

à Rosele, meu amor que me aturou este tempo todo.

e a todos os amigos que contribuíram direta ou indiretamente com esta conquista.

 

 

 

 

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May
23
2012
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Curriculum Vitae

Volto aqui após muito tempo para anunciar que tenho um novo curriculum para exibir, e desta vez totalmente online.

Veja aqui. Ele tb pode ser acessado pela aba “Portfolio” no topo.

Podem espalhar para possíveis contratantes (estou precisando).

Mudando de assunto, em breve terei novidades sobre alguns projetos pessoais.

Aguardem!

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Jan
14
2011
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Mais dois do TED

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Nov
18
2010
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HQs Baianas

Este mês, recebi três HQs pelo correio enviadas pelo Marcelo Lima, roteirista de Feira de Santana na Bahia, para que eu pudesse falar sobre elas aqui no blog.

São HQs publicadas este ano, via incentivo do estado da Bahia, o que poderia servir de exemplo pro Rio de Janeiro, uma vez que faz tempo não se investe em literatura alguma por aqui.

Agradeço ao Marcelo pelas HQs, e abaixo seguem minhas humildes opiniões.

Vou começar falando da HQ que mais atraiu minha curiosidade, “Lucas da Vila de Sant`Anna da Feira” que retrata esta figura pouco conhecida do nosso cangaço, um dos muitos obscurecidos pelo famoso Lampião.

Lucas da Feira, como é mais conhecido, se destaca dos demais cangaceiros de maior renome por ser notoriamente um escravo fugido que acabou por montar um bando fora da lei que roubava comerciantes nos arredores da então Vila de Sant`Anna da Feira.

O roteiro está bem amarrado. Muita coisa foi romanceada, uma vez que se sabe muito pouco deste personagem. Gostaria que a história fosse maior, com mais espaço para o desenvolvimento dos personagens, mas nada impede continuações.

Gostei muito dos desenhos do Hélcio Rogério.

De quebra a publicação traz uma bela arte do Adauto Silva, que desenhou minha HQ dos Camaelitas.

Outra HQ do pacote é a coletânea “Área 71”, que trás vários artistas baianos, inclusive os criadores da HQ do Lucas.

É uma série de HQs curtas com temas e estilos variados.

Gostei de boa parte das HQs, mas esta mistura ficou confusa. Talvez a capa, com temática alienígena, seja o que mais destoou, pois suscita um temática de ficção científica que não existe em boa parte das HQs.

Particularmente, sou favorável a coletâneas com uma temática mais amarrada. Contudo, nada impede que seja algo mais eclético, como é o caso, desde que devidamente apresentada.

Por fim, outra HQ do Marcelo Lima, com desenhos de Joel Santos, “Kuei e a Senhora de Sárvar”, trata-se de um mangá de ação e aventura, num futuro pós-apocalíptico tendo um vampiro (Kuei) como personagem principal.

Este é o primeiro episódio de uma história que ainda deve render muitas reviravoltas, a julgar pelos textos de prefácio e epílogo que situam esta primeira HQ no universo criado pelos autores.

Parabéns ao Marcelo Lima, que tocou as publicações com boa qualidade, e têm como principal mérito apresentar mais quadrinistas de qualidade do nordeste.

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Sep
13
2010
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Ensino

Não é de hoje que muitas instituições de ensino ao redor do mundo buscam métodos alternativos, não apenas para atender alunos com dificuldade de lidar com o sistema tradicional, mas também para estimular um aprendizado mais eclético, ou visando incentivar o desenvolvimento das qualidades inerentes de cada um.

Para tanto, o método deveria incentivar o aluno a buscar sua área de interesse. Havendo interesse existe maior pré-disposição para o aprendizado.

Se o aluno demonstra maior aptidão e interesse por artes, exatas, esportes, etc. Que seu currículo gire em torno disto.  Ao longo da vida acadêmica a tendência será um foco cada vez maior em poucas áreas de interesse, que definirão sua formação profissional da maneira mais natural possível, pois não haverá um momento de escolha. A mesma se daria ao longo de anos de acompanhamento.

Aqui no Brasil o vestibular torna a escolha profissional bem radical para muitos, mas isso corre com a maioria dos jovens ao redor do mundo, que de uma hora para outra têm que decidir que carreira seguir, sem nunca terem sido incentivados a pensar no que de fato gostam de fazer, ou por falta de oportunidade de conhecer melhor aptidões além de leitura, cálculo e ciências.

Muito conteúdo e pouca aplicação.

O sistema que proponho seria o seguinte:

Escolas de fato multi-disciplinares, com espaço para artes e esportes que muitas vezes são negligenciadas ou bem restritas no Brasil.

Expondo o aluno a uma grande gama de vertentes de conhecimento, fica mais fácil que ele descubra onde residem seus interesses e aptidões. Aos poucos algumas áreas serão descartadas e outras intensificadas e aprofundadas.

Cada matéria seria composta de diversos níveis, desde o mais básico ao profissionalizante, e o aluno poderia ser bom em música e péssimo em matemática, portanto ele naturalmente evoluiria e ocuparia mais de seu tempo no aprendizado musical, podendo deixar a matemática de lado assim que passasse pelo nível básico. Contudo, nada impediria, no futuro, deste aluno retomar o estudo matemático caso sinta necessidade de algum aprofundamento, a partir de onde parou.

Este sistema seria interessante, não só para tornar o aprendizado mais simpático aos alunos, mas também para aproveitar melhor o potencial inerente de cada pessoa. Quanto mais cedo alguém descobre sua vocação, mais cedo começa a produzir dentro de seu campo e com maior eficiência pois sua formação foi desde o início voltada para aquilo. O aluno percebe logo uma finalidade prática naquilo que aprende. Ele deixa de ser um mero custo para a sociedade, e passar a fazer valer o investimento como mão de obra.

Outro aspecto que torna este sistema mais barato e eficiente que o tradicional é o fato de se perder menos horas de ensino com todos os alunos, lecionando especificidades de matérias que fatalmente, salvo no caso de gênios, serão esquecidas, pois não farão parte de sua formação profissional, ou de seu dia-a-dia.

Este tempo seria preenchido com maior foco no direcionamento que o estudante for dando ao seu currículo, e também com matérias que foram quase que abolidas do currículo nacional, ou nunca existiram. Matérias que ensinassem mais sobre a vida em si, como habilidades e fatos do dia-a-dia de qualquer cidadão: leis, processos burocráticos, o sistema político em que vivemos, apara que servem e como lidar com os vários órgão do governo, culinária, economia doméstica e outras tantas.

Resultado:

Ao terminar o que hoje é considerado o ensino fundamental, o estudante já terá todo um direcionamento na formação, e estará bem ciente do seu papel na sociedade. Sua formação pode seguir se aprofundando no caminho que vinha traçando, ou mudar radicalmente, mas ele já será capaz de trabalhar dentro de algum campo.

Toda a área de conhecimento teria um nível básico, que seria voltado para o que fosse útil no dia-a-dia. Matemática, por exemplo, não iria além de equações elementares.

Isso nem pensar.

A partir do momento em que completasse o nível profissionalizante de um dos ramos, o estudante já poderia abandonar o estudo formal, de todo, ou parcialmente. Desta forma ele poderia ter uma vida profissional, e/ou seguir se aprofundando mais num tema acadêmico

Alguns podem temer que este direcionamento acadêmico incorra numa formação de especialistas com pouco conhecimento geral.

Sou da opinião de que conhecimento geral é algo que depende muito do interesse de cada um. Com um conhecimento básico, quem tem maior interesse pode buscar se informar. Quem é desinteressado pode ser apresentado a diversos fatos, e seguirá ignorante.

Mas este temor vem justamente da nossa formação tradicional, que busca ser o mais universal possível. Hoje em dia a mentalidade é menos tacanha, pois métodos que visavam a memorização de muitos nomes e dados já foi em boa parte abolido, mas o sistema de avaliação ainda insiste muito no exercício da memória e não tanto no raciocínio lógico. Isto porque se trata de um sistema educacional que se originou em tempos em que o conhecimento humano não era tão vasto como hoje, logo era mais fácil se interar de boa parte do que se sabia dentro das várias ciências.

Nestes tempos também era muito difícil ter acesso a dados registrados, e por isso a memorização era valorizada no aprendizado, pois fora do ambiente acadêmico não haveria meios fáceis de averiguar tais informações, portanto a pessoa deveria tê-las decoradas.
Para completar, nosso sistema de ensino básico é todo voltado para o vestibular onde o que se avalia é a capacidade de memorização acima de tudo e não o raciocínio.

O sistema que eu proponho, mesmo em sintonia com as tecnologias atuais que tornam fácil o acesso à informação, independe de tecnologia para funcionar. A ideia é formar pensadores e curiosos que com um bom raciocínio lógico poderão buscar o conhecimento específico por conta própria a partir do momento que dominem o conhecimento básico sobre diversos assuntos e possam correlacioná-los.

Mas como a internet poderia ajudar?

Isaac Asimov, já “cantava essa bola” décadas atrás:

É interessante como ele descreve perfeitamente a tendência atual, de prover a todos, acesso à internet, visando a informação da população. Contudo, ainda engatinhamos no que diz respeito a utilizar computadores e a rede como ferramentas de aprendizado.

Asimov propõe que cada um siga seus estudos por conta própria usando a rede como fonte de conhecimento e tendo nos professores, apenas orientadores. Isto é bem interessante e foi provado ser possível neste experimento:

Então, podemos dizer que mesmo sem um conhecimento básico bem trabalhado, mas fazendo uso dos recursos existentes hoje na rede, é possível que crianças busquem o conhecimento, se devidamente instigadas a fazê-lo.

Ao menos no que diz respeito a linguagens de programação, é possível que um completo ignorante, caso interessado, aprenda sozinho, sem auxílio de uma instituição de ensino.

Isto é algo que inclusive já acontece naturalmente, a julgar pela quantidade de informação sobre diversos assuntos existente hoje na rede, disponibilizada por profissionais e curiosos do ramo, muitos dos quais se dispõe a tirar dúvidas e auxiliar em casos específicos, via foruns, videos, etc.

Os professores não precisam temer, não se tornariam obsoletos, apenas passariam a cumprir mais seu papel como educadores e não apenas transmissores de dados. Sua função seria mais a de instigar esta sede de conhecimento nos alunos e ajudar a despertar neles este raciocínio lógico que permitirá alçarem voo por conta própria.

Educaríamos as crianças para serem autodidatas, a buscarem e gerarem o conhecimento, não sendo passivas diante do mesmo. Como bem exemplificado na palestra abaixo:

É fato que para tais mudanças o ambiente escolar que conhecemos teria que ser bastante modificado.

Infelizmente:

Além do atraso em que nos encontramos, temos de presenciar nosso governo dando passos no sentido contrário, com este, onde o pai de dois garotos em minas ainda está sendo processado por tê-los educado em casa por 2 anos, mesmo após os filhos terem passado por uma bateria de provas (bem mais rigorosas que as dos alunos comuns) e provado que possuem um bom nível acadêmico mesmo dentro do currículo proposto pelo governo.

O pai (Cleber Nunes) fala mais nesta entrevista.

Historicamente, a educação em massa reforçava o sentido de nação e também direcionava a formação das pessoas para áreas consideradas mais importantes para o país, então tinha seu mérito e utilidade. Mas atualmente, é um método muito engessado, dada a dinamicidade com que o mercado de trabalho e o mundo se modificam, e com a oferta de informação abundante de que dispomos gratuitamente, também se mostra bem mais custoso.

A conclusão é que a razão do governo manter tal sistema, é ter maior controle sobre a população e ditar como as pessoas devem interpretar vários assuntos.

Torná-lo compulsório é prova disto.

Assim, os governantes seguem no poder educando o povo o suficiente para votarem compulsoriamente sem meditar sobre nada, enquanto a mídia cuida do restante da alienação.

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