Sep
28
2009
6

Mensagem Subliminar

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Sep
25
2009
2

The Graveyard Book

Mais um livro infantil do Neil Gaiman. Bem escrito, como sempre, e melhor que os anteriores.

Conta a história de um garoto, que ainda bebê tem sua família assassinada, e acaba indo parar num cemitério onde é adotado pelos fantasmas que habitam o local. É uma versão soturna do “Livro da Selva” do Kipling, algo que o próprio Gaiman não esconde. Mas, difere o desenrolar da trama.

Apesar de ser uma leitura divertida, é ao mesmo tempo frustrante por ser previsível para um leitor adulto. A cada novo livro dele fica o sentimento de que de fato Sandman foi seu grande trabalho, num nível ao qual ele não pretende chegar mais.

Apesar da Rosele discordar.

Também, o cara já não precisa provar mais nada e deve estar mais interessado em curtir sua maravilhosa biblioteca. Talvez, o dia em que eu tenha um “cantinho” assim, eu nem me interesse em fazer mais nada de sério.

Prestem atenção neste detalhe.

É ele é um sujeito batuta, não joga fora os milhares de livros que os fãs lhe dão de presente. Também foi extremamente solícito e não negou autógrafos quando veio à bienal. Diferente de outros autores que limitam o número de contemplados.

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Chegou, finalmente, nesta segunda o Necronauta#5 que ganhei na promoção do MDM. :)

Autografado com caveirinha e tudo pelo Danilo. Esse só tem impresso e a tiragem já está esgotada, mas podem ler o #7 aqui.

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Sob o risco de sair matando gente na rua, comecei a ler o tão falado “Apanhador no Campo de Centeio”.

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Sep
23
2009
1

L.B.V.

Estes nerds maravilhosos e suas incríveis horas livres para ajudar o próximo.

Excelente descrição da internet e seu bom uso.

Agora o contraponto:

A bem da verdade é que a internet apesar de popular, ainda é muito recente e não faz parte do cotidiano da grande maioria das pessoas, mesmo que muitas destas pessoas tenham e-mails e visitem sites de vez em quando.

Esse espaço virtual ainda é basicamente explorado por entusiastas, artistas e desocupados.

Basta tomarmos como exemplo os sites de serviços públicos. Aqui no Brasil são péssimos, salvo raríssimas excessões como o site do MINC. Imagino que no resto do mundo não seja muito diferente.

Isso porque quem manda e coordena as coisas hoje em dia não conhece, usa e/ou se interessa pela internet. Logo desconhecem seu potencial e consequentemente possuem alguns temores.

Os mesmos temores que nossos avós tinham com relação à TV e nossos pais (ao menos os meus) com relação aos jogos eletrônicos. Meus pais alegavam que a razão para não me darem um Atari era que me distrairia dos estudos.

Quando a geração que já nasceu e sempre conviveu com a internet, chegar aos seus 40 – 50 anos, ai sim poderemos começar a ver o que é uma sociedade conectada.

Torçamos para que o espírito agregador e difusor de conhecimento se expanda e não acabe ou seja subvertido, tornando a rede numa máquina de alteração da percepção e manipulação do conhecimento com objetivos excusos.

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Sep
21
2009
0

Ancião #3

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Sep
19
2009
4

Fábulas

HQ escrita por Bill Willingham e desenhada (em boa parte) por vários artistas, dos quais eu destaco Mark Buckingham e o capista James Jean, que foi recentemente substituído pelo também excelente João Ruas, que por sua vez é um dos ilustradores que anos atrás fez uma ilustração para o projeto “A Carta“. (Jabá feito)

As terras habitadas pelos personagens dos contos de fadas foram invadidas e quase todas tomadas por um misterioso adversário, que controla um poderoso exército formado por seres nefastos, feiticeiros malignos e tudo que havia de ruim por aquelas bandas.

A série de HQs Fábulas (Fables) começa nos apresentando a comunidade de personagens de contos de fadas que habita um refúgio em nosso mundo, para onde eles escaparam séculos atrás, fugindo das hordas do adversário.

Alguns são notórios, como a Banca de Neve, o Lobo Mau, a Bela e a Fera, o Principe Encantado, Pinóquio, entre outros, e outros não tão famosos.

Seu refúgio, ou Cidade das Fábulas como eles o chamam, é um quarteirão de Nova York, mantido longe da curiosidade dos mortais por uma série de encantamentos, os quais também permitem que os espaços internos sejam bem mais amplos que a física permitiria.

Existe outro abrigo, para os personagens não humanos, que eles chamam de fazenda e fica numa propriedade no interior do estado, também protegida por encantamentos dos curiosos.

Depois de séculos vivendo como refugiados e sem muitas notícias animadoras sobre suas terras natais, alguns estão resignados a nunca mais retornar e outros ainda nutrem alguma esperança.

À parte do ponto focal da história que é o possível retorno destes personagens às terras encantadas, inúmeras outras tramas e dilemas se desenvolvem, decorrentes dos conflitos entre eles próprios.

Neste ponto, Fábulas se assemelha com tantas outras obras que aproveitam personagens famosos para construir uma história sob outra ótica e o faz muito bem.

A exemplo disto, vemos um Príncipe Encantado meio canalha, odiado por suas ex-mulheres: Branca de Neve, Cinderela e Bela Adormecida. Uma Fera que mantém a forma humana desde que sua Bela não esteja com raiva dele. E pra completar, quem impõe a ordem na cidade é o Lobo Mau.

Com o tempo, outros personagens literários dos universos de fantasia dão suas caras nas histórias.

A HQ é um sucesso e já está no número 86 ou 87 nos EEUU. Por aqui era publicado pela Pixel Media, teve uns 2 ou 3 arcos publicados pela Devir e não sei qual será a continuidade.

A exemplo de tantas outras séries autorais americanas, muitos achavam que Fábulas teria um final já planejado, mas o autor afirmou recentemente que pretende escrever esta história até não poder mais. Dizem as más línguas que isto é porque tudo mais que ele escreveu é muito ruim. Não posso dizer nada quanto a isso, pois não me recordo de ter lido nada mais dele, mas é certo que só o conheço por Fábulas. A preocupação de uma história longeva, sem um final a se almejar, é que a trama pode vir a decair mais cedo ou mais tarde.

Leitura recomendada!!

P.S.: As capas são um espetáculo a parte, traduzindo com sutileza os acontecimentos de cada revista e ao mesmo tempo instigando à leitura.

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Sep
14
2009
1

O Dono do Jogo

Um pequeno conto de pouco mais de uma página que escrevi anos atrás para um concurso sobre contos com temática futebolística. Não ganhou mas ainda assim gostei do resultado.

Divirtam-se!

Mais um jogo?

Não, este é O Jogo. Pensa consigo Heitor, sentado defronte de seu armário no vestiário.

Lá fora está um caos. Já dá pra escutar o barulho da torcida, que já deve lotar o Maracanã, e mesmo aqui no vestiário é mais que um murmurinho.

Eu sei dos vários craques que estarão em campo hoje, mas hoje é meu dia. A decisão está em minhas mãos.

Heitor veste seu uniforme impecável, como um padre se preparando para a missa.

Mas nada impede sua mente de vagar pelo tumulto que o cercou nesses últimos dias precedentes ao jogo de decisão.

Diretores, patrocinadores, e até mesmo investidores ilícitos, todos querendo certificar-se de que ele fará o que eles querem.

Chega! Eu não posso adentrar o gramado, o palco mais cobiçado, num dia tão especial e sonhado por mim desde o início de minha carreira, e estragar tudo fazendo o jogo dos outros.

Ou posso? A tentação é grande.

Heitor observa seus companheiros. O jeito como se olham, e como conversam. Tentam disfarçar o nervosismo e já devem ter tomado suas decisões. Se os conhece bem, foi sem dúvida a mais fácil. A mais lucrativa.

Ele termina de amarrar a chuteira e se levanta.

Está pronto.

Beija de olhos fechados o cordão que fora de seu avô num ritual solitário e imutável que sempre fazia antes dos jogos. Lembrou-se do seu avô e, em seguida, de vários momentos bons aleatórios e assim, em um minuto, abre novamente seus olhos.

Estou calmo.

Já é hora de ir. Ele e seus companheiros sobem as escadas para o gramado na expectativa que sempre antecede uma explosão esperada.

E ela acontece. Uma confusão de gritos, vaias e cantos invade seus ouvidos. O Maracanã está lotado. Ele já está acostumado com isto e não se deixa afetar nem para o bem nem para o mal.

Os fanáticos são sempre realçados pela mídia, mas ele sabe que, no fundo, a maioria aprecia o futebol bem jogado e, mesmo que seu time perca, se o torcedor tiver visto seu time dando o máximo de si, não ficará frustrado.

A verdade é que, para Heitor, pouco importa se os torcedores gostam ou não dele, ele já deixou de se iludir com isso há anos. Afinal de contas, é um profissional. Num dia o herói; no outro o vilão. Ele próprio não se ilude com preferências pessoais quanto aos times de que gosta mais ou menos. Deixou de torcer faz tempo. Só está preocupado em fazer o que sabe, e sabe que no fim ele é um time de um homem só.

Ele é seu único torcedor apaixonado. Mesmo sua família não conseguiria demonstrar tal devoção, mas isso não importa, porque fãs fazem o ego crescer e encobrir a visão clara sem a qual ele não teria chegado aqui.

Ao soar o apito ele está perfeitamente consciente do que deve fazer. Totalmente atento ao jogo.

Este é o seu momento e aqui ninguém pode interferir. Hoje ele está realizando um sonho e quer ter o prazer de se recordar desta partida da próxima vez que beijar seu cordão.

Um sorriso se abre em seus lábios quando começa a correr. Pouco importa o resultado, esta será sua melhor partida!

O jogo é tenso, todos temem ser o protagonista de um erro marcante e poucos se arriscam.

Mas logo a bola começa a rolar sem dificuldade e enfim um belo passe, um drible e um cruzamento açucarado. O gol é inevitável.

Metade do estádio vibra de alegria.

Heitor pareceu adivinhar quando olhou para o auxiliar e o viu erguer a bandeira.

Felizmente ele esteve atento ao prever a jogada e observou o posicionamento de ambos os jogadores.

Desculpe amigo, mas a jogada valeu, pensou Heitor ao apitar e sinalizar assim apontando para o centro de campo onde a bola deveria ser reposta para que a partida fosse continuada.

Pouco importa os acordos alheios, porque hoje ele é o dono do jogo.

Fim.

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Sep
10
2009
0

Ancião #2

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Sep
08
2009
1

Curiosidades #6

Sulu Dance:

via MDM

Uma corruptela engraçadinha com a já debochada “Safety Dance”, mais abaixo.

Inglorious Plummers:

via MDM

Mafalda:

Um motivo para voltar a Buenos Aires. Aqui.

Snow Bo:

via submundomamão

Street Fighter:

Quem já jogou vai se identificar de alguma forma com os vídeos abaixo.

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Sep
03
2009
1

Ancião #1

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