Apr
14
2010
2

Scans vs Sacanas

Tiramos duas letras “a” e vemos que tem tudo a ver. Mas não como os editores de olho gordo bradam.

Dois excelentes posts, um do Dib (onde deixei minha opinião nos comentários) e outro do Felipe Gomes do MDM matam a pau a questão.

A citação do Cadu Simões, inclui uma entrevista do Neil Gaiman, onde ele deixa bem claro como tudo acontece de fato. Nada que pessoas de boa fé possam temer.

Na minha opinião, faz tempo que HQs Marvel/DC deixaram de valer qq dinheiro.

Aqui no Brasil então, onde as publicações ainda saem com uma defasagem enorme com relação aos originais, a coisa se torna mais idiota, pois quem curte HQs fatalmente já leu em sites especializados e sabe todo o desenrolar das tramas.

Quanto às HQs autorais nem se fala. Anos se passam para que uma editora nacional se preste a publicá-las por aqui (sem garantia de concluir a série. Haja visto Preacher.) e a essa altura, quem curte já leu tudo no original ou via scans. Dai não é difícil deduzir porque as vendas não rendem tanto.

Minha sincera opinião?
Se as editoras nacionais investissem também em material original e inédito de artistas locais. Seja qual fosse o tema, teriam em mãos um acervo de relativo baixo custo e talvez mais fácil comercialização.
Mas se nem quadrinistas brasileiros famosos, que fazem sucesso lá fora, são convidados a produzir HQs originais para editoras daqui, que preferem pegar as histórias destes mesmos caras, que foram publicadas lá fora e republicá-las aqui.

É triste.

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Sep
25
2009
2

The Graveyard Book

Mais um livro infantil do Neil Gaiman. Bem escrito, como sempre, e melhor que os anteriores.

Conta a história de um garoto, que ainda bebê tem sua família assassinada, e acaba indo parar num cemitério onde é adotado pelos fantasmas que habitam o local. É uma versão soturna do “Livro da Selva” do Kipling, algo que o próprio Gaiman não esconde. Mas, difere o desenrolar da trama.

Apesar de ser uma leitura divertida, é ao mesmo tempo frustrante por ser previsível para um leitor adulto. A cada novo livro dele fica o sentimento de que de fato Sandman foi seu grande trabalho, num nível ao qual ele não pretende chegar mais.

Apesar da Rosele discordar.

Também, o cara já não precisa provar mais nada e deve estar mais interessado em curtir sua maravilhosa biblioteca. Talvez, o dia em que eu tenha um “cantinho” assim, eu nem me interesse em fazer mais nada de sério.

Prestem atenção neste detalhe.

É ele é um sujeito batuta, não joga fora os milhares de livros que os fãs lhe dão de presente. Também foi extremamente solícito e não negou autógrafos quando veio à bienal. Diferente de outros autores que limitam o número de contemplados.

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Chegou, finalmente, nesta segunda o Necronauta#5 que ganhei na promoção do MDM. :)

Autografado com caveirinha e tudo pelo Danilo. Esse só tem impresso e a tiragem já está esgotada, mas podem ler o #7 aqui.

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Sob o risco de sair matando gente na rua, comecei a ler o tão falado “Apanhador no Campo de Centeio”.

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Feb
12
2009
0

Terry Pratchett

Um excelente autor inglês que eu não canso de elogiar.

Estou terminando de ler mais um dos muitos livros deste que é o criador de um dos mais interessantes universos de ficção, o Discworld.

Um mundo em forma de disco, apoiado sobre quatro elefantes enormes que por sua vez caminham em círculo sobre o casco de uma tartaruga ainda maior.

Pode parecer mais um universo de fantasia, e é, mas além dos tradicionais elementos e seres, está o humor sarcástico e sutil do autor. Desta forma ele aborda todos os temas do nosso mundo, sem nem mesmo se importar com limitações de um mundo teoricamente medieval. A verdade é que Discworld é um mundo fantástico por excelência.

Comecei a simpatizar com Pratchett depois de ler o livros Belas Maldições (Good Omens) em que ele e Neil Gaiman criam uma paródia cômica do livro “A Profecia”.

Depois disso é que decidi ler os livros de Discworld e constatei que o Belas Maldições não é, na minha opinião, um livro escrito a quatro mãos. É possível perceber que o Neil Gaiman contribuiu sim com algumas idéias, mas o livro foi escrito pelo Pratchett. As mesmas tiradas cômicas e observações típicas e comuns à obra do autor estão ali. Não que Neil Gaiman seja ruim ou inferior, o cara escreveu Sandman, apenas que seu estilo é outro. Muito mais sóbrio e direto.

Leiam e me digam se não é verdade.

A propósito, Rosele que me perdoe, tenho para mim que o Gaiman se resume a Sandman. Quanto mais ele se distancia deste universo, mais sem graça ficam seus livros. Constatei isso quando assisti a Stardust e observei personagens sendo muito bem explorados, coisa que no livro não ocorre.

Acho que Coraline seguirá no mesmo caminho. O que é bom, pois de certa forma Neil Gaiman dará origem a bons filmes.

Mas voltando a Discworld.

Uma leitura que recomendo, se você curte aventura, fantasia e humor. Em particular os primeiros livros onde conhecemos o mago wannabe Rincewind (os nomes dos personagens são uma diversão à parte), que possui mais lábia e sorte que magia e um excelente senso de auto-preservação.

Neste livro também conhecemos o que talvez seja a maior personagem dos livros que é cidade de Ankh-Morpork, em torno da qual, muitas das histórias giram.

Mas nem tudo é perfeito, existem alguns livros em que eu cheguei a pensar que o tema estava se esgotando. Porém, eis que surgiram novos livros: Thud, Going Postal e Making Money. Ainda sem edição nacional.

Todos passados em Ankh-Morpork e de fato uma volta às origens. Making Money é uma continuação de Going Postal, com o mesmo personagem principal. Desta vez um charlatão profissional que tal como Rincewind, sai de enrascadas usando as palavras, porém com mais elegância.

Ainda existem muitos livros dele para eu ler e assistir pois descobri que alguns dos livros de Discworld já possuem versão filmada, mas tenho cá minhas dúvidas.

Se alguém tiver mais recomendações de livros dele eu agradeço, ou mesmo de outros autores.

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