Aug
31
2009
1

Criando seu culto

via abstinencia de sentidos

Com esse passo-a-passo, só falta se livrar dos seus escrúpulos para aplicar estas técnicas.

Não por acaso, as mesmas que vêm sendo praticadas ao longo da história por todas as religiões e muitos grupos políticos. Seja religiosa ou política, uma crença é sempre uma crença.

O vídeo me fez lembrar muito do “Clube da Luta” um excelente filme que mostra, a formação “acidental?” de um culto em torno do dito clube.

E apesar das regras (principalmente as duas primeiras):

#1 – The first rule of Fight Club is, you do not talk about Fight Club.

#2 – The second rule of Fight Club is, you DO NOT talk about Fight Club.

#3 – If someone says stop, goes limp, taps out, the fight is over.

#4 – Two guys to a fight.

#5 – One fight at a time.

#6 – No shirts, no shoes.

#7 – Fights will go on as long as they have to.

#8 – If this is your first night at Fight Club, you have to fight.

A coisa só crescia.

Budah, Moises, Jesus, Maomé,... Tyler Durden, o messias do caos.

Budah, Moises, Jesus, Maomé,... Tyler Durden, o messias do caos.

Até que virou o Project Mayhem.  Daí foi ladeira abaixo.

Cultos duram pouco, os que não acabam logo, viram religião.

Aug
28
2009
0

HQ Digital no Ambrosia

Hoje saiu a primeira matéria da coluna “HQ Digital” que estou escrevendo pro site Ambrosia.

Como o próprio nome diz, se trata de uma coluna sobre quadrinhos para computador, ou quadrinhos online.

Sairá toda a sexta no Ambrosia.

Aug
25
2009
0

PROCON

via O hermenauta:

Servir bem é sempre um problema.

Tom Connellan escreveu um livro chamado “Nos bastidores da Disney”, que apresenta regras para tornar uma empresa bem sucedida e usa como exemplo a Disney, mais precisamente o cuidado que existe nos parques dela, com o tratamento ao público e aos clientes em geral.

E logo a primeira regra do livro é: “Concorrente é qualquer empresa com a qual o cliente o compara.”

Então, não basta ser melhor apenas que os seus concorrentes diretos. É preciso ser bom e eficiente em todos os aspectos.

No caso da Disney, a lógica seria pensar que ela deve se preocupar apenas em ter um belo parque, com brinquedos em bom estado e funcionários felizes e eficientes. Mas existem outras áreas da empresa, não diretamente ligadas aos parques, como o atendimento telefônico aos clientes. Quase toda a empresa hoje em dia tem um serviço de atendimento ao cliente. Se você liga pra uma empresa e é bem atendido, não vai esperar menos de outra empresa, mesmo que uma nada tenha a ver com a outra.

A comparação é instintiva, e queira ou não, trata-se de um serviço prestado por ambas. Logo, mesmo que seu principal produto seja uma maravilha, uma empresa pode vir a perder clientes ou sujar sua imagem em função de outros serviços secundários.

Puxando a sardinha para algo mais dentro do meu ramo, isto vale também para o site de internet de qualquer empresa. O cliente quer poder entrar e encontrar as informações que busca sobre os serviços que a empresa oferece, não apenas ver um bando de propaganda sobre a mesma. Este cliente visita vários outros sites diariamente e vai comparar o seu a outros que são bem organizados e eficientes.

Infelizmente a maioria das empresas, ao menos aqui no Brasil, têm um pacto:

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O cliente fica sem referencial de bom serviço, é tudo a mesma merda e por isso, raramente cobra melhorias.

Sei inclusive de pessoas que já trabalharam em lojinhas nos parques da Disney, lá a ordem era deixar o cliente satisfeito. Se o sujeito comprou algo, saiu da loja e voltou com o produto quebrado, não discuta! Imediatamente pegue um igual e dê a ele. A lógica deles é tornar a visita aos parques o mais fantástica possível. Discutir com um cliente até descobrir se o produto se quebrou acidentalmente, já estava quebrado, ou se ele quebrou de propósito é ruim não apenas para aquele cliente, mas para todos os demais que presenciarem o episódio.

Talvez seja uma metodologia radical, aplicável somente em lugares especiais, como um parque de diversões e por empresas com cacife como a Disney. Até onde sei a Coca Cola paga à Disney para que seus refigerantes sejam servidos nos parques, apesar do visitante pagar pelo refrigerante.

Mas nada justifica a Via Crucis que temos de percorrer para sermos ressarcidos por falhas alheias.

Não se preocupem, pois eu e o meu mascote tecladito, costumamos responder com eficiência a todos nossos leitores.

Não se preocupem, pois eu e o meu mascote tecladito, costumamos responder com eficiência a todos nossos leitores.

Aug
18
2009
3

Isaac Asimov

Acabei de ler o “Robots and Empire” do Isaac Asimov.

Este livro é bem interessante pois é o que de fato une as duas principais linhas narrativas do autor, as novelas robóticas e as galáticas, e mostra como uma originou a outra. Trata-se, na verdade, da conclusão das aventuras de Elijah Baley e  R. Daneel Olivaw ainda que a história se passe bem após a morte do primeiro. Não vou contar mais nada pra não estragar a graça, mas recomendo que leiam todos os livros desta série: “Caves of Steel”, “The Naked Sun”, “Robots of Dawn” e é claro “Robots and Empire”.

Segundo a Wikipedia ainda existem dois contos e um romance que se passam neste mesmo momento histórico da criação de Asimov, mas não creio que sejam fundamentais, até porque o romance parece ser uma variação do “Homem Bicentenário”, outro romance dele.

Para os que nunca leram Asimov, sugiro que comecem pelos livros que considero básicos: “Eu, Robô” e “Fundação” (neste caso a primeira trilogia toda).

“Eu, Robô” nada mais é que uma coletânea de contos sobre robôs. Estão organizados cronologicamente, dentro do universo ficcional, e muitos apresentam personagens em comum, sendo os mais recorrentes os especialistas em robótica: Susan Calvin e a dupla Powel e Donovan.

O interessante dos contos é que os robôs só existem no universo de Asimov graças ao cérebros positrônico, o aparato que permite o raciocínio robótico, mas que é bastante sensível e uma vez ligado não pode ser manipulado diretamente, sob o risco de causar danos irreparáveis. Mas, todos os robôs são programados para seguir três leis básicas:

1ª lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por omissão, permitir que um ser humano sofra algum mal.

2ª lei: Um robô deve obedecer as ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos em que tais ordens contrariem a Primeira Lei.

3ª lei: Um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira e Segunda Leis.

Baseado nisso, surgiu a robopsicologia que é uma forma como os roboticistas deste universo buscam solucionar os defeitos apresentados por robôs.

Geralmente, os contos sobre robôs do Asimov, tratam de um robô que por qualquer razão entrou em parafuso, ou começou a não funcionar direito e precisa que um roboticista o coloque nos eixos. Quase sempre a causa é fruto de algum conflito envolvendo as três leis que governam o robô, o que faz dos contos excelentes quebra-cabeças de lógica, que os roboticistas precisam desvendar e solucionar, principalmente conversando com o robô defeituoso, para que ele encontre novamente sua linha de raciocínio.

Uma curiosidade (infeliz) é que quando anunciaram o lançamento do filme com o Will Smith, achei que por causa da veia cômica, ele fosse interpretar Powel ou Donovan, que se envolvem em situações meio inusitadas. Mas acabou que o filme foi a porcaria que foi, misturando um dos contos do livro, com o Caves of Steel e colocando ação desenfreada, algo que até agora não li em nada do Asimov. A lógica passou longe.

A saga da Fundação, se passa milhares de anos no futuro, quando a humanidade já conquistou toda a galáxia. Um império governa todos os planetas, ou ao menos tenta, a partir de um planeta capital chamado Trantor.

Trantor é descrito como sendo um planeta totalmente coberto por metal, sendo ele todo  uma imensa cidade, que por sua vez produz apenas burocracia e se presta única e exclusivamente a administrar o império. Lembra Brasília, mas também lembra Coruscant.

Trantor segundo George Lucas

Trantor segundo George Lucas

Mas o grande problema é que a população humana, em toda a sua vastidão, produz conhecimento de forma absurda e muito conhecimento é perdido, por exemplo, não se sabe sequer em qual planeta a humanidade se originou, se é que se originou em apenas um planeta.

Hari Seldon

Então surge o matemático Hari Seldon com sua misteriosa ciência batizada de psicohistória. Seu objetivo é “simples”, montar a Fundação, que deve preservar todo o conhecimento humano, e com isso encurtar de 30.000 para apenas 1.000 anos o declínio da humanidade numa era de barbárie.

A história se estende por séculos, em meio a tramas mirabolantes mas muito bem amarradas, vividas principalmente por discípulos de Seldon que trabalham para manter os planos do matemático, conforme planejado.

Asimov construiu duas ambientações de ficção científica para contar histórias de mistérios. Uma baseada num império galático à beira da ruína, e outra na existência de robôs entre os homens. E depois uniu as duas de forma coesa.

Diferente de muitos autores do gênero, ele não buscava justificar as tecnologias, se baseando em teorias existentes. Apenas criou coisas que julgava serem possíveis num futuro qualquer. O objetivo era apenas criar a ambientação onde o mistério se dá, e com base nos elementos apresentados a solução há de surgir, sempre através de um exercício lógico.

O mais interessante da obra de Asimov é que está cada vez mais atual. Com o surgimento de computadores cada vez mais poderosos, e o avanço visível na robótica. Contudo, não vejo nenhum dos fabricantes de super-computadores ou robôs falar a respeito do uso que será dado a estas sofisticadas máquinas. Isto porque serão usadas principalmente para fins escusos, como guerra ou espionagem industrial.

Já existem robôs criados para combate. Seu uso não é maior por serem absurdamente caros, mas logo se tornarão baratos. Então teremos máquinas combatendo, controladas por super-computadores.

Me parece familiar...

Felizmente não existe ainda o que se pode chamar de inteligência artificial. O que temos são máquinas com enorme quantidade de dados armazenados e que por causa disso são capazes de realizar tarefas pré-determinadas, até surgir algo novo. Então alguém precisa acrescentar mais dados para que a máquina possa seguir sua função. Ou seja, uma máquina ainda não é capaz de aprender por conta própria ou deduzir (gerar conhecimento) baseada em dados já conhecidos.

Então vemos isso.

É nessa hora que um programador com o mínimo de consciência deve imediatamente digitar as três leis do Asimov no cpu.

A lógica de Asimov não é muito absurda. Basta nos basearmos na máxima de Descartes: “Eu penso, logo existo.” Se criarmos máquinas capazes de dedução, estaremos criando uma espécie de vida. Novos seres, que em boa parte serão capazes de controlar parte de nossas vidas. Não vamos querer dar a estes seres a chance de controlar todo o resto. Então precisamos buscar torná-los subservientes a nós, por meio de diretrizes básicas.

Mas pelo andar da carruagem, a humanidade está mais próxima de um futuro Cameroniano que Asimoviano.

No filme Robocop um meio termo é bem exemplificado, quando a Oscorp, fabricante do Robocop, insere como uma das diretrizes dele, a regra de não poder agir contra nenhum membro da diretoria da companhia.

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Mas isso num deu muito certo pra alguns.

Enfim, leia Asimov e sonhem com um futuro utópico, onde os roboticistas têm mais consciência e não são corrompidos por entidades inescrupulosas que não enxergam outra coisa que não seja ganhar e gastar dinheiro como se não houvesse amanhã.

Isaac Asimov

Isaac Asimov

P.S.: Para entenderem mais sobre o que pode ser a origem do cérebro positrônico leia este interessante link.

P.S. 2: Falando sobre isso com meu amigo Adolfo, ele chegou a uma conclusão bem interessante:

“…o problema das 3 leis é que pra implementá-las é necessário um cérebro inteligente o suficiente para entender frases semanticamente (sem saber português, a
frase “Um robô não fará mal a nenhum ser humano” não faz sentido).
Mais até do que isso, o cérebro tem que ter inputs e subsistemas suficientes para reconhecer o mundo ao seu redor e decidir as consequências de suas ações.”

Isto tranquiliza bastante apesar de remover o tom apocalíptico que deu graça à postagem.

Aug
18
2009
1

O Investigador (completo)

Esta postagem é só pra avisar que a HQ “O Investigador” com roteiro meu e desenhos de Rodrigo Soldado está agora completa no Portal Oi Quadrinhos.

Como foi a primeira HQ a entrar na seção de Arte Independente, está lá no final da tela.

Aviso que tenho outros roteiros com Gilvan Dias e Tha-Tú prontos. Se algum desenhista se interessar, me avise e podemos criar mais HQs.

Aug
13
2009
0

Instinto Animal

Uma Lorena Bobbit de plantão, bem que viria a calhar.

Pra quem deseja saber mais sobre a teoria das janelas quebradas, leia aqui.

É aquela história que vem de casa, criança que raramente, ou nunca é repreendida nunca se corrige.

Cansei de ouvir histórias de brasileiros, que aqui depredam patrimônio público, mas quando vão pra paises civilizados ficam sem graça de fazer o mesmo, ao ver que os locais são bem cuidados, e o povo tem um mínimo de bom senso.

Aug
11
2009
2

Paschendale

Passchendaele foi uma das mais sangrentas e duradouras batalhas da Primeira Guerra.

O link da wikipedia explica bem, e inclusive diz que Hitler lutou nesta batalha, mas nada como ouvir de quem vivenciou de fato.

Harry Patch, um dos últimos ex-combatentes da Primeira Guerra ainda vivos, morreu algumas semanas atrás. Ficou anos sem comentar sobre o que passou ali, mas já no final da vida, em 2004, decidiu partilhar um pouco do horror.

Do outro lado temos a narrativa bem similar do alemão Erich Paul Remark.

Tem o filme pros preguiçosos, mas o livro é uma boa leitura e curtinho.

“Nada de novo no Front” é tão anti-belicista ao mostrar o sofrimento da guerra e pesar isso com os “louros”, que levou Remark a ser caçado durante o regime nazista.

Ainda falando do drama da guerra, um postal enviado por um soldado americano capturado pelos japoneses na segunda guerra e a resposta de seu pai.

Para ilustrar e diluir um pouco a depressão, ficam as dicas:

Filme de 2008 narrando a batalha de forma romanceada, mas bem sanguinolenta. (Aconselho não verem todo o trecho, por estar com muito spoiler)

E a música homônima do Iron Maiden, com legenda e tudo neste clipe.

OBS.: Esta postagem contou com a ajuda de Roberto (o pardal, o elfo) Zarour, Sebastian “Sebá” Valle e Rosele (a bela).

Atualiazação (03/12/2009):

Excelente decupação da letra aqui.

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