Oct
27
2009
1

Big Bang Theory

Uma versão moderna da “Vingança dos Nerds”, que já vai em sua terceira temporada.

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Howard, Sheldon, Leonard, Penny e Raj.

Aparentemente é voltado para o público nerd, contendo boa parte das piadas com temática que só quem curte ciência, tecnologia, FC e quadrinhos poderá entender por completo, é um dos exemplos de conteúdo com o qual todos podem se identificar.

Afinal de contas, temos a Penny, que oferece um ponto de vista externo à bitolação dos 4 amigos, sendo ela mesma bitolada.

Não posso negar que identifico a todo o momento traços meus e de amigos meus nos personagens, e sim, tenho ao menos dois amigos bem semelhantes ao Sheldon, cuja principal característica não chega a ser a nerdice, mas o TOC extremos, e outras características que já o afastaram bastante do convívio social, mesmo dentre os nerds, chegando ao ponto onde só amigos próximos podem aturá-lo, ainda que ele não faça muita questão.

Mas ainda assim Sheldon roubou aos poucos a cena numa história que a princípio era focada em Leonard, o nerd light, que é o pivô da história e desenvolve um relacionamento com Penny, a vizinha atraente.

Sheldon é o esquisitão, como Kramer em Seinfeld.

Os outros dois amigos são Howard, o mimado que acha que é descolado, e Raj, extremamente tímido, mas que se revela com alguns goles de álcool.

Todos os personagens são muito bem interpretados e é difícil acreditar quando os atores confessam não sacar nada sobre os temas abordados nos roteiros (estes sim escritos por nerds).

Apesar das muitas referências nerdísticas, as histórias versam mais sobre os relacionamentos, e a loucura dos 5 personagens principais.

Fica a dica. Assistam. 🙂

Aproveito para recomendar este link, onde é possível ver e comprar quase todas as vestimentas usadas pelos personagens. Muitas camisetas com estampas surreais e engraçadas, entre outros acessórios usados principalmente por Sheldon e Howard.

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Oct
27
2009
2

Concurso de HQs de Terror

A Vilania Comics que publica quadrinhos no portal da Oi, lançou hoje um concurso para todos os quadrinistas e fãs de terror.

Leiam aqui, como participar!!

O juri conta com figuras como:

Thiago Borbolla, o Borbs, do site Judão.

Júlio Shimamoto, desenhista e autor de HQs.

Tiago Cordeiro, do blog Melhores do Mundo.Net.

Marcelo Naranjo, editor do site Universo HQ.

André Dahmer, cartunista e quadrinhista criador dos Malvados.

Rodrigo Fonseca, jornalista de O Globo, ex-editor da Ediouro Quadrinhos e ex-crítico de HQ do Jornal do Brasil.

Lorde Lobo, jornalista e quadrinhista.

Dogg, do blog Black Zombie.

Alvaro Campos, editor do Vilania Comics e roteirista do Furo MTV e da webséries Os Buchas.

Ulisses Mattos, editor da M…, ex-colunista do Cocadaboa e do Jornal do Brasil.

E eu Carlos Felipe Figueiras, que coordeno o Vilania Comics.

Os três primeiros serão premiados com HQs autografadas, e o grande vencedor será também um dos destaques mensais do site da Vilania.

Não percam tempo, pois dia 20/11/2009 é o prazo final para envio de trabalhos!

Boa sorte!

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Oct
26
2009
0

Gente

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Oct
21
2009
1

Quadrinhos informativos

Excelentes exemplos de como os quadrinhos, se bem feitos, podem de fato servir de excelentes tutoriais para até mesmo assuntos técnicos e muito específicos como:

A construção de um mega porto;

XHTML 2 e HTML 5; ou

Detalhes sobre o Google Chrome.

Os dois último, ambos do Scott Mc Cloud, que se tornou a figurinha fácil da internet, quando se trata de quadrinhos, mas o cara manda bem.

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Oct
19
2009
0

Breganejo Blues

Gostei muito do livro “Breganejo Blues – novelatrezoitão” de Bruno Azevêdo.

Resenhei pro Ambrosia. Leiam aqui.

Ao lado em laranja, tem o link para outros artigos meus no Ambrosia.

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Oct
18
2009
0

Punições

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Oct
15
2009
1

The Mindscape of Alan Moore

The Mindscape of Alan Moore  é um documentário/entrevista, feito com Alan Moore, onde ele fala sobre sua percepção de magia e misticismo, além de sua visão do mundo, em meio à narrativa de sua biografia.

O filme é a primeira parte de uma série “Shamanautical / 5 Elements series“.

A idéia neste documentário, foi mostrar o artista, principalmente o que lida com a palavra, como uma espécie de shaman moderno, que pode alterar a percepção da realidade manipulando a informação e desta forma vir a manipular a realidade em si. Partindo do princípio que a realidade nada mais é do que aquilo que as pessoas percebem.

Uma crença que imagino seja de fato partilhada pelo Moore.

Eu havia acabado de ler Promethea, uma série em quadrinhos dele, que lida muito com tudo o que é dito no documentário, mais do que outros trabalhos dele, pois tem a cabala e a percepção da realidade como tema fundamental da trama. Inclusive o documentário foi filmado enquanto a HQ ainda estava sendo escrita e publicada.

Em certo ponto do documentário, é possível perceber que tem muito a ver entre o que Moore fala, e a psicohistória de Isaac Asimov.

Por acaso, hoje me deparei com esta palestra do TED:

Nela, o publicitário Rory Sutherland fala de maneira bem humorada sobre como a publicidade, ou melhor, a alteração da percepção, pode ser utilizada de maneira positiva, com técnicas nada mágicas, mas que podem ser soluções infinitamente mais viáveis financeiramente do que as abordagens tradicionais, que a princípio imaginamos para contornar problemas e dificuldades da população.

Alan Moore deixa clara a força da palavra em nossa cultura, seja verbal ou escrita. Basta uma palavra ser bem colocada, na hora e no local corretos, para erguermos ou arrasarmos o que bem desejarmos.

Se formos observar, não é a toa que atualmente e cada vez mais, quem tem poder exerce alguma forma de controle sobre a mídia.

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Oct
12
2009
2

Inútil, a gente somos…

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Oct
10
2009
0

Rede Globo

via Atitude Eco

O vídeo abaixo é a primeira parte de um documentário feito em 1993 pela BBC, que aparentemente a Globo logrou que não fosse exibido por aqui.

Conta a versão que muitos já conhecem sobre como a Rede Globo se formou e todos os métodos de que utiliza para controlar a opinião popular, lançando mão de sua vasta audiência. Desta forma sendo capaz de exercer de fato o papel de 4º poder no Brasil, ou quiçá mais.

Mas o documentário também mostra com outras emissoras se formaram e nenhuma delas é distinta da Globo, exceto em abrangência.

O interessante é que vemos várias celebridades cuspindo no prato em que comeram, e um certo Lula deitando falatório contra o monopólio da Globo, contra o qual nada fez, já em seu segundo mandato na presidência.

Mas a Globo não é original no que faz. Todas as grandes emissoras de TV, e a mídia em geral, em todo o mundo exercem esta influência, “puxando a sardinha” pro seu lado, inclusive a BBC que é estatal e domina a TV britânica.

As outras partes: 234

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Oct
08
2009
2

O Apanhador no Campo de Centeio

Neste livro, acompanhamos o personagem Holden Caulfield por alguns dias de sua vida em que ele vaga descontente pelo mundo, revirando sua mente e buscando por algo que não sabe o que é. Até certo ponto, o enredo tem sintonia com o espírito beatnik, contemporâneo ao livro.

Não é meu tipo de leitura. Talvez fosse mais interessante se o tivesse lido quando novo, lá pros meus 13, 14 anos. Ainda assim é possível que achasse Caulfield um bobão.

Em certo ponto da narrativa, cheguei a pensar que Caulfield pudesse ser visto como um futuro Sal Paradise que era um desocupado/aventureiro por vocação. Mas logo percebi que não. Trata-se de um rapaz mimado que não sabe o que quer da vida, pelo simples fato de nunca se dar ao trabalho de pensar no assunto. Ele se deixa dominar pelos sentimentos imediatos , ou as últimas idéias que cruzaram sua mente. Portanto suas opiniões sobre tudo e todos variam do ódio ao amor em questão de segundos, sem grandes razões, tendendo sempre à insatisfação já que raramente as coisas acontecem exatamente como ele imagina.

A história se arrasta com o personagem, sem muito objetivo, até o capítulo 24, de onde podemos extrair alguma lição, com o personagem do Prof. Antolini. Talvez o único momento no livro em que fica bem evidente a imaturidade de Caulfield e talvez a falta que lhe faz uma figura adulta que dê bons conselhos.

O texto é bem informal, sendo fiel ao linguajar de um jovem da época, e aborda alguns temas que certamente não eram muito discutidos abertamente, por isso é possível imaginar que foi um tanto pioneiro. Mas não compreendo o furor em torno do livro e a adoração em torno dele, principalmente nos EEUU onde é tão usado nas escolas secundárias quanto Machado de Assis aqui.

Muito se deve certamente ao autor J. D. Salinger, que teve uma vida que renderia um livro bem mais interessante que seu best seller. Isto, antes mesmo de tornar-se escritor profissional, tendo escrito para o NY Times, vários contos e três romances, incluindo “The Catcher in the Rye”. Depois disto, desfrutando de enorme sucesso, decidiu sem muita explicação isolar-se da vida pública e nunca mais escreveu nada que se tenha notícia. Também proibiu adaptações de sua obra, ou biografias dele. Mas Hollywood sempre dá um jeitinho. Recomendo o filme Meeting Forrester, com Sean Conery interpretando o autor Forrester que coincidentemente escreveu  apenas um livro que fez enorme sucesso, após o qual se isolou do mundo.

Quando uma obra possui interpretações tão mirabolantes eu me sinto impelido a apontar o rei nu.

Eu não simpatizei com Holden Caulfield e certamente seria um dos que ele colocaria na sua gangorra de amor e ódio. Mas também não creio que Salinger quis retratar um simpático desorientado, disso a literatura já estava cheia naquela época. Acho que Salinger quis apenas retratar um adolescente reclamão, com o qual alguns podem se identificar e mostrar justamente o quão confuso e irritante pode ser uma pessoa assim, mesmo escutando a sua versão dos fatos.

Outra polêmica em torno do livro são algumas teorias conspiratórias que tentam relacionar pessoas que surtaram e sairam matando inocentes nas ruas, escolas ou escritórios, com leitores deste livro, afirmando que todos estes atiradores maníacos haviam lido o livro. Por isso meu comentário na postagem anterior. Mas é uma correlação absurda, apesar de ser um livro que numa mente psicótica possa nutrir um ódio ao mundo. Mas aí temos tantas outras coisas que surtem o mesmo efeito…

Finalmente, a edição que li não contribuiu muito para o prazer da leitura. Uma péssima tradução da Editora do Autor, traduzindo ao pé da letra algumas expressões coloquiais e outras barbaridades.

Agora preciso ler uma história onde algo acontece.

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