May
10
2010
0

Anistia

Recentemente o STF se negou a revisar a Lei da Anistia.

Muitos ficaram chocados e escutei mais uma vez a afirmação:

“Rever um período autoritário e punir os responsáveis faz bem pra nossa cultura democrática. Faz bem pra nossa memória nacional, e certamente vai fazer bem pros nossos filhos, que vão ter mais orgulho do nosso regime democrático.”

Recorrente em temas relacionados à ditadura.

Não escrevo esta postagem para defender ninguém, apenas para apontar algumas coisas que tornam tais chiliques retrógrados de pouca utilidade prática para nossos problemas atuais.

Desde o fim da ditadura que tal período tem sido um alvo fácil e o predileto de cada vez mais políticos, como bode expiatório de qualquer mazela atual. Mesmo que já tenham se passado 30 anos e ao menos 20 onde tivemos um sistema com participação popular vigente, ao longo do qual, salvo a liberdade de expressão, pouco mudou.

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Também não são lembradas falhas de governantes anteriores, ditadores ou não.

É claro que muito disso naturalmente se deve à crescente participação de antigos membros da guerrilha contra a ditadura no governo. Eles posam hoje de vencedores, pois de fato deram a volta por cima assumindo as rédeas do país. E sempre que após um conflito um dos lados assume o poder, este sentimento de revanchismo e vingança surge. Nada mais natural.

Por outro lado eu penso que a princípio estas pessoas lutavam contra a ditadura como um ato de sacrifício para libertar o país de um regime opressor que julgavam ilegítimo, portanto, a mera derrocada deste regime e a restauração de uma democracia já seria recompensa suficiente. Ou não?

Para muitos de fato não foi suficiente. Se acham no direito de receber hoje pensões, muitas vezes milionárias, por tudo que sofreram durante sua luta voluntária. Se na época houve algum desapego, hoje não há mais. Acharia compreensível pensões ou indenizações para pessoas, ou familiares de pessoas que de fato comprovassem terem se tornado incapazes e sofrido perdas concretas. Mas o que vemos são prêmios por quaisquer atos anti-ditadura e quanto mais famosa é a pessoa, mais aquele ato é valorizado.

Para mim isso não passa de uma pilhagem tardia.

O problema é que esta pilhagem não acontece sobre os bens daqueles que tinham o poder na época e dos seus grandes apoiadores. Apoiadores estes que seguem sustentando os atuais governos. Seja na política ou na mídia, nunca perderam a majestade.

A pilhagem é feita sobre os fundos do governo, que a todos pertence e é engordado por todos os impostos que pagamos.

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Então, quem premia compulsoriamente estes "heróis" somos nós.

Nos tomam recursos da mesma forma que na ditadura, para beneficiar amigos e aliados sem nos consultar. Sei de membros da guerrilha na época, que de fato foram torturados, perderam parentes e tiveram suas vidas arruinadas mas que nunca tiveram grande destaque. Portanto, hoje não recebem pensão, ou recebem uma mixaria se comparado ao que recebem os que hoje se encontram no comando e nem dependem de uma pensão para viver.

Então, estas pessoas lutavam por um ideal, ou apenas por poder?

Lembrem-se que estamos falando de pessoas que já durante a guerrilha roubavam bancos, onde havia dinheiro de gente comum que nada tinha a ver com o pato, e praticavam atos de terrorismo, que vitimavam pessoas inocentes (as quais certamente não estão incluídas nas listas de pensões milionárias). Logo, pessoas tão inescrupulosas quanto os detentores do poder na época.

Voltando à questão da anistia. Foi esta anistia que permitiu um fim pacífico à já sangrenta ditadura. Nenhum dos lados tinha força de tomar, ou se perpetuar no poder. Caso a luta prosseguisse veríamos conflitos crescentes e sangrentos que se estenderiam sabe-se lá por quanto tempo. Com a anistia, os militares largaram o poder e os políticos da época puderam assumir e guiar o país ao sistema que temos hoje, em que muitos ex-guerrilheiros, foragidos na época, têm participação.

Caso os revolucionários assumissem o governo na base da força, não seria surpreendente que montassem uma ditadura de esquerda. Tão danosa quanto a anterior, haja visto o que os ex-membros destas facções fazem hoje no governo “democrático”, 30 anos depois.

Quanto à afirmação já citada acima, concordo que rever e punir os responsáveis por atrocidades do passado seria justo. Mas o que os atuais governantes querem não é punir todas as atrocidades. Apenas as praticadas pelos militares. Por isso insistem que o que deve ser revisto são os crimes de tortura, que certamente foram praticados em grande maioria pelos militares.

Quanto a isto ser bom para a cultura democrática, nossos filhos e nos tornar mais orgulhosos, discordo totalmente.

Justificam isso se apoiando em leis (posteriores ao regime militar) e tratados que o Brasil assinou. Ora, muitas leis e tratados hoje em vigor são diariamente desrespeitados por este governo. Basta ver os presídios e vários cantos do país onde direitos humanos passam longe sem tanta comoção, não fossem revoltas constantes e violentas.

Na ditadura, ambos os lados cometeram atos criminosos, ambos se beneficiaram da anistia, mas um assumiu o poder e agora quer “fazer justiça” e principalmente desviar a atenção dos problemas atuais, certamente mais preocupantes que problemas superados de um governo extinto.

Reforçaria muito mais a cultura democrática, pegar esta grana de indenizações e investir nas escolas e na agilização de reformas políticas, aumentando a participação popular no governo. Reformando o judiciário, minimizando tantas injustiças e estimulando a população a reivindicar seus diretos por vias legais.

Desta forma sim, nossos filhos seriam beneficiados e poderíamos ter mais orgulho de nossa democracia.

“Ah! Mas devemos fazer ambos.”

Ora, não sejamos inocentes. É óbvio que o ideal seria corrigir tanto os males presentes como remediar o passado, mas quando pouco vemos sendo feito para sanar os problemas atuais e tanta atenção em problemas passados, é certo que existe algo de errado.

A desculpa era gerar alívio, mas o resultado...

Numa analogia, seria como hoje eu ter dificuldades num relacionamento amoroso e ao invés de buscar discutir estes problemas e solucioná-los, ficar o tempo todo relembrando traumas de relacionamentos anteriores e perder tempo tentando discutir com ex-amores, o porquê de terem me dado um pé na bunda, ou qualquer coisa do gênero. Até que meu atual relacionamento fracasse e desta forma eu apenas acrescente mais um trauma para assombrar relacionamentos futuros.

É o que se faz na política nacional. E isso não é mérito dos recentes governos. É algo que se faz desde sempre. Precisamos acabar com este ciclo vicioso.

Qual a melhor forma de se remediar o passado do que certando o presente?

Máquina do tempo não vale.

Máquina do tempo não vale.

É graças a esta onda revisionista, que políticas fascistas como a de cotas por cor de pele são aprovadas hoje, sem consultar o povo, sem um plebiscito sequer.  Uma tentativa de consolo pela escravidão praticada pelo Brasil. Pouco importa se na época o governo vigente era uma monarquia e que hoje em dia ninguém responsável por aquilo é mais vivo. Que paguemos todos os que podem, ou não, ser descendentes de ex-escravocratas e, porque não, escravos.

Branca filha de negra e sem direito a cota racial.

Branca filha de negra. Sem direito a cota racial.

Com tais políticas, o governo somente faz instigar rivalidades infundadas e que nada contribuem para o crescimento da nação enquanto encobre falhas, como no caso, na educação.

Querem cobrar? Então, cobrem de quem de fato dava as ordens e “puxava os cordões”, não dos que seguiam ordens e talvez fossem também caçados caso não as cumprissem. Infelizmente, no caso da ditadura, os altos generais da época já estão mortos e não vejo muito esforço em punir algumas figuras hoje vivas e bem ativas.

Seria bom demais.

Seria bom demais.

Do contrário, anistiemos todos e lembremos da ditadura, escravidão e tantos outros males, apenas como algo que devemos evitar reincidir.

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Jan
05
2010
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Ocupação

De alguma foma eu penso que se fosse assim seria até bom.

Na melhor escola Malufiana do rouba mas faz. Existem alternativas piores, depois eu falo delas.

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Dec
11
2009
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Como governar no Brasil

Guia básico para ser um político de sucesso, regendo a plebe ignara.

Todos os métodos descritos aqui foram tirados de situações reais. Todos os políticos já eleitos alguma vez neste país praticam, ou praticaram boa parte delas, o que prova sua eficácia.

Antes de mais nada:

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Conhece a ti mesmo.

Para ser um mandatário, no sentido de mandar no povão.

Porque isso é democracia.

Você precisa ter dentro de si estas qualidades:

1 – Adorar dinheiro acima de tudo.

2 – Total descaso para com outro ser.

3 – Mentir, mentir e mentir… Mesmo que a platéia já esteja vaiando e a cortina descendo, aparente sempre boa vontade e desapego. As pessoas ainda acham que existe político que deseja ajuda-las, alimente essa ilusão.

4 – Acredite piamente em suas histórias. Desta forma, mesmo não sendo ator você poderá seguir os demais preceitos, acreditando que de fato desta forma fará do mundo um lugar melhor.

Estes são dogmas fundamentais para a carreira política em nossa “democracia”. Mais do que aprende-los é preciso vive-los. Do contrário, em algum momento em sua jornada rumo ao sucesso político, você acabará se deparando com dilemas pouco convenientes, que podem levar a situações desastrosas.

Seus únicos parâmetros devem ser:

– Quanto, e o que eu levo nisso?

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E mais nada.

A verdade é que tudo se resume a esta perguntinha. Pratique no seu dia a dia e logo perceberá as vantagens.

Passo 1 – Ser eleito:

É certamente a parte mais difícil e possivelmente a mais trabalhosa, mas dura apenas o curto período de campanha.

É importante que tenha em mente algumas qualidades que você deve possuir até mesmo antes de se candidatar, para cogitar uma vitória nas urnas.

Fama:

Bons antepassados contam. Não, não falo de ficha criminal limpa ou ter sido um bom samaritano. Seu nome precisa ser facilmente reconhecido entre seu eleitorado.

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Até porque alguns de seus concorrentes já pertencem a famílias de capos famosos da organização governamental.

Então, como se igualar?

Ter sido: Ator, palhaço, esportista, chatomafiosofilho de Deus, ou aparentado do Seu Dino.

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Já perceberam que o negócio aqui é ter seu nome e figura reconhecidos por uma quantidade boa de gente, que lhe garanta votos.

É anotador da loteria de animais que passa o dia todo sentado na esquina?

Fulaninho da esquina

É o frentista camarada?

Beltraninho do posto

É a merendeira simpática da escola?

Tia Fulana

Ainda não pescou a idéia? Então veja abaixo alguns exemplos reais.

Não importa que pessoas do bairro vizinho o tomem por completo desconhecido. Você tem seus seguidores, que valorizam sua opinião, mesmo que sejam, no caso da merendeira, crianças sem direito a voto. Nunca ouviu falar no poder de convencimento das crianças?

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Alguma hora você vai ceder.

E se pensarmos que cada uma em geral tem 2 pais, tios e avós, você já tem ai um bom eleitorado a conquistar.

Grana:

Você já deve ter escutado que:

É preciso dinheiro para fazer dinheiro.

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Dinheiro chama dinheiro.

Uma campanha custa dinheiro. Muitas idas e vindas, muita badalação, muita produção para fazê-lo parecer bom e bonito…

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Pelo menos humano.

E não são nada baratos os milhares de galhardetes, santinhos, filipetas, cartazes e outdoors pro povo ficar com a sua face impressa na retina. Muitas destas peças inclusive rendem o investimento por anos a fio, esquecidas em muros ou terrenos baldios.

Tem também os carros de som, com musiquinhas grudentas pro povo cantarolar enquanto sua imagem vem à mente.

E não podemos esquecer os “presentinhos” pro seu eleitorado. Ao invés de apenas distribuir fotos suas com seu número, porque não distribuir cestas básicas, chaveiros, bonés, brinquedos e toda sorte de quinquilharias que o povão adora?

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Tem muito candidato que faz carreira nesta estratégia.

Você não tem grana? Então, use sua fama, seu nome para conseguir bons financiamentos de campanha. Existem muitas empresas interessadas em patrocinar políticos, portanto não as deixe ansiosas, todo o dinheiro é bem vindo.

Bom Partido:

Outro partido

Outro partido

Tendo fama e dinheiro, é mais do que fácil encontrar um bom partido que queira tê-lo como membro de sua legenda.

Encontrar um bom partido não é nada fácil. Para sua felicidade, aqui no Brasil temos toda uma gama de partidos com mínimas variações ideológicas, indo dos mais conservadores aos mais liberais.

Mas ideologia não é para político, assim como time do coração não é pra jogador de futebol.

Você entra naquele que lhe fizer a melhor proposta para se eleger… lucrar.

O Lula é um excelente exemplo. Tentou se eleger pelo PT por anos a fio e nada, ai o PT recorreu ao eficaz PMDB, e de cara o Lula foi eleito.

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Pra tudo tem jeito.

Depois desse trabalhão todo não vai sobrar muito tempo para redigir um plano de governo, bem estruturado, embasado e executável.

Propostas de leis também estão fora de questão, portanto anote rapidamente meia dúzia de “promessas” relacionadas à saúde, educação e segurança, que não tem como errar.

Para tudo mais que as pessoas sugerirem na rua você dirá que fará tudo ao seu alcance. Seus marketeiros vão cuidar de fazer tudo rimar e parecer muito bom.

Passo 2 – Administrar o mandato adquirido:

Você chegou onde queria. Entrou para o seleto clube dos mandatários.

No papel de um dos ungidos pelo voto do populacho, é seu dever divino fazer o que bem entender, enquanto o povão confia em você.

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"Voltarei. E voltarei nos braços do povo."

Agora, é a hora de lavar a égua e tratar de fazer valer toda a palhaçada que vinha vivendo, a grana que gastou, os sorrisos, os favores, as crianças que beijou…

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"Vote em mim."

Esteja ciente de que agora você está na berlinda, principalmente se foi eleito para um cargo do executivo, e tudo que fizer, pode e será usado contra você pela mídia adversária. Sempre haverá alguém para lhe apedrejar, mas não se deixe abater, pois enquanto não houver provas concretas, tudo não passa de propaganda. Lembre dos seus tempos de campanha e sorria, sabendo que daqui a alguns anos terá constituído uma bela aposentadoria enquanto estes chatos vão seguir reclamando.

Haverá sempre uma mídia favorável onde você poderá “desmentir” toda e qualquer acusação

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Seu foco principal é recompensar aqueles que o apoiaram durante a candidatura.

Você será cobrado por eles de imediato. Esta compensação pode ser feita na forma de bens, serviços ou ambos. Vai depender do freguês.

É bom lembrar que estas pessoas que o colocaram ali, podem facilitar ou dificultar seu mandato, dependendo de como for sua gratidão para com elas.

Como demonstrar sua gratidão:

– Tornar a legislação mais favorável.

Uma vírgula aqui, um adendo ali e muita coisa se descomplica. Vereadores e deputados se fartam com isso. Os casos mais evidentes são os esquemas para impedir que certas leis sejam sequer discutidas, ou boicotar votações.

– Fazer obras “beneficentes”.

Aquele empresário que lhe deu dinheiro tem uns terrenos num lugar ermo, que ele comprou baratinho, pois o local carece de certos confortos, como saneamento, luz, ruas, etc. Então, porque não providenciar para que esta região seja também atendida pelos serviços públicos? Certamente ele vai lhe agradecer quando vender os terrenos.

– Providenciar licitações combinadas.

Outros empresários estão interessados apenas em garantir trabalhos para suas empresas e gerar mais empregos. Cabe a você certificar-se de que estas boas almas não fiquem desamparadas.

– Superfaturar todo e qualquer gasto.

Alguns dos seus apoiadores, ou como você talvez prefira denominar, sua base, querem dinheiro vivo. Arredonde para cima, o mais pra cima possível, todos os gastos que fizer, até alcançar o montante desejado por eles, mais o seu percentual. Estas pessoas possuem meios de lavar a bufunfa para que mais adiante todos lucrem.

Como poderá ver, principalmente se já estiver praticando o 4º dogma, todas estas são ações que visam o bem comum e representam sempre melhorias.

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Pra você principalmente.

Planejado X Executado:

Esta é uma cobrança que sempre haverá ao longo de seu mandato. Mesmo que você nem se lembre do que comeu ontem, vai ter gente que para lembrá-lo de tudo que disse sem pensar durante a campanha.

Esta pessoas não entendem que aquilo tudo é um espetáculo insano, mas não é você que vai explicar isso pra eles.

Siga trabalhando em prol da sua base e se por acaso algo do que vier a fazer tenha alguma semelhança, ainda que pequena, com alguma coisa que prometeu durante a campanha, trate de alardear aos quatro ventos.

Fato é que rapidamente aquilo que foi dito durante a campanha será esquecido por 90% da população, e em menos de 1 ano o restante também esquecerá, ou cansará de cobrar.

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Como era mesmo?

Passo 3 – Reeleição:

Largar no meio ou continuar?

Esta é uma questão interessante. Se você acha que seu mandato de vereador ou deputado não está rendendo tudo que devia, talvez um cargo no executivo seja a solução. Basta tentar a candidatura, se conseguir se eleger, deixe seu suplente administrar seus ganhos na sua antiga função e vá explorar seus novos horizontes.

Do contrário não tem nada a perder.

Mas saiba que quanto mais lucro mais riscos se corre. As vezes é melhor seguir no legislativo e longe dos olhos. Muitos políticos fizeram carreiras inteiras de sucessivas reeleições para câmaras de todo o país.

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E foram eles que escreveram as regras do jogo.

Se você já ocupa um cargo no executivo, a segunda metade do mandato é para preparar a reeleição. É neste período que você vai anunciar seus planos mais ambiciosos, e preparar suas obras para que estejam mais ou menos prontas para inauguração no finzinho do mandato.

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Quantos shows desde a inauguração?

Se fizer tudo direitinho, a reeleição está no papo.

Dificilmente seus oponentes terão seus nomes mais frescos na cabeça do povão que você, e certamente não contarão com todos os exemplos fresquinhos de “benfeitorias”.

O segundo mandato segue conforme o primeiro, mas bem mais tranqüilo, uma vez que você já está com tudo nos trilhos. O maior trabalho será encher a bola de um sucessor, que lhe garantirá alguns dividendos depois que deixar o cargo.

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Ou não.

Finalizamos nosso curso por aqui.

Isto é o básico que se deve saber para que possa começar a vislumbrar e explorar uma carreira na política, para mandar nesse povo que adora um cabresto.

Existem muitos detalhes que serão abordados em cursos mais avançados.

Outros cursos:

– Casar para governar: Coronéis e famílias poderosas.

Família real maranhense.

– Loterias e outros esquemas infalíveis para justificar renda.

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– Técnicas de oratória: Como dizer tudo e nada ao mesmo tempo.

De fato.

De fato.

(Grátis uma apostila exclusiva com sotaques regionais e como pronunciar as palavras tal como o povão, pra eles acharem que você é um deles.)

– Longe dos olhos longe do coração: Como manipular as coisas por trás dos panos.

Agora mais longe das vistas ainda.

– Sou idiota mais sou simpático: Como ser um bom testa de ferro sem se queimar.

FDP

– Fui pego! E agora?: Como dar a volta por cima e seguir lucrando.

Um mestre no 4º dogma.

E muito mais.

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