Jan
25
2010
0

Misfits

Não, esta postagem não é sobre a banda com cara de caveira cujos integrantes popularizaram o pega-rapaz mega-giga.

Falo do seriado inglês que teve sua primeira temporada no ano passado e com apenas 6 episódios mostrou, sem muito esforço, tudo que Heroes poderia ter sido.

Porque?

Vou resumir a premissa:

Um grupo de delinqüentes juvenis, com diferentes origens e motivações é reunido num centro comunitário, tendo sido sentenciados a prestar serviços à comunidade.

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Por isso os macacões laranja.

Logo no primeiro dia de trabalho uma tempestade estranha cai sobre a cidade e eles são atingidos por um raio. Isto lhes dá super-poderes.

A historinha parte do mesmo princípio. Pessoas comuns adquirindo poderes especiais e aprendendo a lidar com os mesmos, contudo possui um roteiro simples e enxuto, que não deixa pontas soltas e se preocupa em retratar o dama dos personagens e sua interação, a partir da qual toda a história é construída.

Vê-se logo que é uma produção de baixo orçamento, pois não vemos muitos efeitos especiais. A história se passa em boa parte no mesmo cenário, o tal centro comunitário, o que simplifica a questão de locação.

Na ordem: volta no tempo, provoca libido extremo, ?, leitura de pensamentos, invisibilidade.

Cada episódio tem uns 45 minutos, sem muita embromação. Desde o início uma coisa vai levando a outra e a história vai andando, enquanto somos apresentados aos 5 protagonistas, sempre com algum evento interessante e cenas divertidas.

O maior responsável pela diversão é Nathan, o mala do grupo, que não cala a boca e só sabe falar besteira e pentelhar todos à sua volta.

No 6º episódio chegamos a um climax nada épico, mas que fecha com chave de ouro este primeiro arco. Certamente existe muito potencial e histórias para se contar, portanto fiquei feliz ao descobrir que o seriado ganhou mais uma temporada que deve ir ao ar este ano.

Clique na imagem para ampliar.

Outra coisa que é legal é que o poder de cada um tem a ver com uma característica de sua personalidade. O mega tímido fica invisível, porque ninguém dá bola pra ele; a pirainha faz qualquer um querer transar com ela só com o toque; a garota abrutalhada lê pensamentos pois se importa com o que os outros pensam dela, o cara que arruinou a carreira pode voltar no tempo para evitar que novos erros sejam cometidos; e o chato já tem o poder natural de irritar. :)

Se gosta apenas da fanfarronice, vá assistir Heroes, com suas explosões, raios e tudo mais. Mas se curte uma história bem contada com personagens cativantes, Misfits é atualmente a melhor opção no gênero.

Talvez o sucesso de Heroes tenha servido apenas para incentivar bons seriados ingleses sobre o tema, já que antes de Misfits houve o “No Heroics” que satirizava os heróis e seguia o estilo sitcom. Este não foi adiante, mas parece que os americanos estão criando sua versão do seriado.

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Oct
27
2009
1

Big Bang Theory

Uma versão moderna da “Vingança dos Nerds”, que já vai em sua terceira temporada.

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Howard, Sheldon, Leonard, Penny e Raj.

Aparentemente é voltado para o público nerd, contendo boa parte das piadas com temática que só quem curte ciência, tecnologia, FC e quadrinhos poderá entender por completo, é um dos exemplos de conteúdo com o qual todos podem se identificar.

Afinal de contas, temos a Penny, que oferece um ponto de vista externo à bitolação dos 4 amigos, sendo ela mesma bitolada.

Não posso negar que identifico a todo o momento traços meus e de amigos meus nos personagens, e sim, tenho ao menos dois amigos bem semelhantes ao Sheldon, cuja principal característica não chega a ser a nerdice, mas o TOC extremos, e outras características que já o afastaram bastante do convívio social, mesmo dentre os nerds, chegando ao ponto onde só amigos próximos podem aturá-lo, ainda que ele não faça muita questão.

Mas ainda assim Sheldon roubou aos poucos a cena numa história que a princípio era focada em Leonard, o nerd light, que é o pivô da história e desenvolve um relacionamento com Penny, a vizinha atraente.

Sheldon é o esquisitão, como Kramer em Seinfeld.

Os outros dois amigos são Howard, o mimado que acha que é descolado, e Raj, extremamente tímido, mas que se revela com alguns goles de álcool.

Todos os personagens são muito bem interpretados e é difícil acreditar quando os atores confessam não sacar nada sobre os temas abordados nos roteiros (estes sim escritos por nerds).

Apesar das muitas referências nerdísticas, as histórias versam mais sobre os relacionamentos, e a loucura dos 5 personagens principais.

Fica a dica. Assistam. :)

Aproveito para recomendar este link, onde é possível ver e comprar quase todas as vestimentas usadas pelos personagens. Muitas camisetas com estampas surreais e engraçadas, entre outros acessórios usados principalmente por Sheldon e Howard.

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Jun
26
2009
11

Fringe e Arquivo X

Se você sente falta de Arquivo X, este é o seriado que deve acompanhar. Até agora temos tudo que fez de Arquivo X um grande sucesso. FBI + casos bizarros  e um grupo decidido a solucioná-los.

A dinâmica é distinta de Arquivo X, ao invés de um fanático e uma cética, temos: uma agente obcecada (Olivia Dunham), um vigarista (Peter Bishop) e um cientista louco (Walter Bishop).

Fringe assume mais o seu lado fantasioso e busca explicar o ocorrido se baseando em teorias científicas extrapoladas, partindo do princípio que naquele universo os cientistas conseguiram colocar em prática muitos devaneios que aqui não saíram do papel.

Inclusive o personagem de Walter Bishop é o meu predileto, e o que agrega uma dinâmica distinta à série.

Temo, no entanto, que a trama condutora da série venha a estragar a mesma, tal como ocorreu com Arquivo X.

No início Arquivo X não possuíia nenhuma grande trama, eram apenas dois agentes que cuidavam dos casos que ninguém mais no FBI queria resolver. Muitos dos casos ficavam sem explicação, e eles se davam por satisfeitos ao evitar as mortes que a aberração da vez estava causando, matando a mesma, ou afugentando sabe-se lá  que diabos fosse.

A trama principal com os aliens nunca foi explicada direito, ou se foi, deve ter rendido uns 15 episódios da última temporada quando eu, David Duchovny e a maioria dos fãs já haviamos desistido da série.

Apesar de muitos dos casos de Arquivo X terem alguma coisa a ver com alienígenas, e da obsessão de Mulder por seres cabeçudos e olhudos, o agente só começou a desvendar o que havia por detrás do canceroso, do X, etc. Lá pra terceira ou quarta temporada quando a série estava no auge e os produtores decidiram criar uma linha condutora que servisse de gancho para prender a audiência.

Aproveitaram a gravidez da Gillian Anderson para criarem a abdução do filho da Scully, e então começou a enrolação sem fim.

Em Fringe os casos geralmente têm alguma explicação, dentro da fantasia da série. E desde o início, somos apresentados à trama mestra, à qual muitos dos casos futuros estarão relacionados.

Ao contrário de Arquivo X, os casos desvendados em Fringe respondem mais perguntas do que criam, e isso leva a primeira temporada a um final com um belo gancho pra seguinte. Mal posso esperar para descobrir o que estão planejando. Contudo temo que a série caia numa embromação ou os roteiristas sejam forçados a mudar muito a premissa da série.

Para entender o porque deu acreditar nisto, assistam. Ao menos a primeira temporada vale a pena.

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