Sep
19
2009
4

Fábulas

HQ escrita por Bill Willingham e desenhada (em boa parte) por vários artistas, dos quais eu destaco Mark Buckingham e o capista James Jean, que foi recentemente substituído pelo também excelente João Ruas, que por sua vez é um dos ilustradores que anos atrás fez uma ilustração para o projeto “A Carta“. (Jabá feito)

As terras habitadas pelos personagens dos contos de fadas foram invadidas e quase todas tomadas por um misterioso adversário, que controla um poderoso exército formado por seres nefastos, feiticeiros malignos e tudo que havia de ruim por aquelas bandas.

A série de HQs Fábulas (Fables) começa nos apresentando a comunidade de personagens de contos de fadas que habita um refúgio em nosso mundo, para onde eles escaparam séculos atrás, fugindo das hordas do adversário.

Alguns são notórios, como a Banca de Neve, o Lobo Mau, a Bela e a Fera, o Principe Encantado, Pinóquio, entre outros, e outros não tão famosos.

Seu refúgio, ou Cidade das Fábulas como eles o chamam, é um quarteirão de Nova York, mantido longe da curiosidade dos mortais por uma série de encantamentos, os quais também permitem que os espaços internos sejam bem mais amplos que a física permitiria.

Existe outro abrigo, para os personagens não humanos, que eles chamam de fazenda e fica numa propriedade no interior do estado, também protegida por encantamentos dos curiosos.

Depois de séculos vivendo como refugiados e sem muitas notícias animadoras sobre suas terras natais, alguns estão resignados a nunca mais retornar e outros ainda nutrem alguma esperança.

À parte do ponto focal da história que é o possível retorno destes personagens às terras encantadas, inúmeras outras tramas e dilemas se desenvolvem, decorrentes dos conflitos entre eles próprios.

Neste ponto, Fábulas se assemelha com tantas outras obras que aproveitam personagens famosos para construir uma história sob outra ótica e o faz muito bem.

A exemplo disto, vemos um Príncipe Encantado meio canalha, odiado por suas ex-mulheres: Branca de Neve, Cinderela e Bela Adormecida. Uma Fera que mantém a forma humana desde que sua Bela não esteja com raiva dele. E pra completar, quem impõe a ordem na cidade é o Lobo Mau.

Com o tempo, outros personagens literários dos universos de fantasia dão suas caras nas histórias.

A HQ é um sucesso e já está no número 86 ou 87 nos EEUU. Por aqui era publicado pela Pixel Media, teve uns 2 ou 3 arcos publicados pela Devir e não sei qual será a continuidade.

A exemplo de tantas outras séries autorais americanas, muitos achavam que Fábulas teria um final já planejado, mas o autor afirmou recentemente que pretende escrever esta história até não poder mais. Dizem as más línguas que isto é porque tudo mais que ele escreveu é muito ruim. Não posso dizer nada quanto a isso, pois não me recordo de ter lido nada mais dele, mas é certo que só o conheço por Fábulas. A preocupação de uma história longeva, sem um final a se almejar, é que a trama pode vir a decair mais cedo ou mais tarde.

Leitura recomendada!!

P.S.: As capas são um espetáculo a parte, traduzindo com sutileza os acontecimentos de cada revista e ao mesmo tempo instigando à leitura.

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Aug
28
2009
0

HQ Digital no Ambrosia

Hoje saiu a primeira matéria da coluna “HQ Digital” que estou escrevendo pro site Ambrosia.

Como o próprio nome diz, se trata de uma coluna sobre quadrinhos para computador, ou quadrinhos online.

Sairá toda a sexta no Ambrosia.

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Aug
18
2009
1

O Investigador (completo)

Esta postagem é só pra avisar que a HQ “O Investigador” com roteiro meu e desenhos de Rodrigo Soldado está agora completa no Portal Oi Quadrinhos.

Como foi a primeira HQ a entrar na seção de Arte Independente, está lá no final da tela.

Aviso que tenho outros roteiros com Gilvan Dias e Tha-Tú prontos. Se algum desenhista se interessar, me avise e podemos criar mais HQs.

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Jul
08
2009
1

RPG é a maior diversão

Inspirado pelo comentário do amigo Dr. Iglesias, decidi narrar o fato que se deu em uma corriqueira sessão de RPG faz alguns anos.

Sem citar nomes, fica esta humilde HQ.

Sim, um ser que mal deveria ser capaz de se por de pé e já deveria ter sido eliminado pela mera seleção natural, quase devorou o pobre Finley.

Mas rendeu algumas risadas.

Em breve mais tirinhas aqui neste blog.

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Jun
09
2009
3

Oi Quadrinhos

Já havia mencionado antes que estou trabalhando num projeto de quadrinhos. Poderia linkar aqui a postagem, mas já faz tanto tempo que nem me lembro mais qual foi.

Bom, trata-se do projeto que chamamos de Oi quadrinhos, pois trata-se de um site de quadrinhos dentro do portal da Oi.

Clicando em “Revista” podem encontrar o site no menu da esquerda.

Trata-se de um projeto capitaneado pelo Alvaro Campos e sua editora Vilania Comics. Eu participo auxiliando na coordenação do projeto e na manutenção do site, que construí com o Eduardo Costa.

O projeto já vem desde o ano passado, quando ainda era menor e limitava-se às HQs da Corporação. HQ esta, criada por Alvaro Campos e Fernando Azevedo.

Após aproxiadamente 30.000 acessos por mês e boa repercussão, a Oi decidiu dar continuidade ao projeto. Isto tornou possível expandi-lo, o que possibilitou minha entrada.

A proposta do site é tornar-se uma grande editora de quadrinhos online. Semelhante à zuda comics, porém com algumas diferenças.

Existe um grupo de roteiristas e desenhistas já contratados para este ano, que estão produzindo HQs de estilos variados. Estes serão os grandes destaques do site, nomes famosos que vocês podem conferir aqui. Algumas destas HQs possuem continuações em formato exclusivo para celulares, que podem ser baixadas aqui.

O restante do site é voltado para o público. Queremos interagir com os leitores e por isso foram criados o blog e o forum. Queremos ler comentários e trocar idéias nestes ambientes. Todas as HQs possuem links para as suas respectivas postagens no blog, onde o leitor pode imediatamente dizer o que achou.

Outra atração do site é a sessão de Arte Independente, onde qualquer um pode publicar sua HQ ou ilustração, sem custo algum e desfrutando de uma excelente vitrine para seus trabalhos.

O site não possui uma linha editorial rígida e limitada a um estilo ou dois. Trata-se de uma abertura para divulgação do quadrinho nacional jamais criada. Com um conteúdo acessível gratuitamente a todos, tanto para ler quanto para expor, além de contar com toda a infra-estrutura de uma grande empresa e grande divulgação.

Quem desejar participar está convidado.

Por fim, o meu jabazinho. A HQ O Investigador, com roteiro meu foi a HQ inaugural da sessão de Arte Independente, e será atualizada semanalmente.

Em breve haverá um novo quadrinho de minha autoria nesta mesma sessão. Avisarei aqui e lá, quando for lançado.

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Apr
28
2009
0

HQs online

Hoje em dia vemos muitas tirinhas, e quadrinhos em geral, espalhados pela internet.

Como em outras áreas, a internet possibilitou o surgimento de muitos artistas que talvez sequer fossem publicados se não fosse a possibilidade de expor, quase que de graça, seus trabalhos.

Existem milhares de exemplos ao redor do mundo, de excelentes HQs online. Se quiserem saber as que eu leio e indico catem nos meus links.

Poderão verificar que o formato de tirinhas é o mais popular. Por vários fatores dos quais enumero dois com facilidade:

– Rápido de fazer. Na internet, se você quer ser lido, um dos fatores principais é constância de atualização. Fique muito tempo sem atualizar seu site, e as pessoas esquecem daquilo, e só retornam se forem muito amigas e/ou tiverem gostado muito do que viram.

– Cabem numa tela sem necessidade de rolagem. Logo, rápidas de se ler e adequadas à preguiça geral de todo o navegante.

Ainda existem as HQs que nada mais são que imagens das páginas de uma HQ tradicional expostas na tela.

Mas a HQ online por excelência, é aquela que foi concebida para ser veiculada no meio digital e preferencialmente num navegador. Quando se concebe algo assim, vemos que as possibilidades são imensas, limitadas hoje apenas pela capacidade de transferência de dados da rede. Mas ainda existem outras fronteiras que pautam a criação de uma HQ online. A principal está bem diante de você. O monitor.

Vai demorar um pouco para que nos livremos deles.

Enquanto isso, qualquer coisa na rede terá de considerar as dimensões médias de um monitor.

Outra fronteira é a da usabilidade, mais relacionada aos hábitos de navegação das pessoas. E quando se começa a falar nisso entramos num vórtex sem fim.

Acabei de editar dois parágrafos da postagem, onde notei que me desviava do tema.

Enfim, o que quero dizer é que existem limitações para a criação, mesmo num ambiente virtual. Qualquer dia arranjo tempo para me estender mais sobre o assunto e seus pormenores, mais práticos que teóricos.

O que me levou a escrever este post hoje, foi este link que acessei no twitter. Uma historinha boba, mas cuja narrativa está perfeitamente adaptada ao formato online, sem inventar nada demais. A parte mais divertida é acompanhar a queda do amigo da vizinhança num efeito de animação perfeito e impossível de ser mimetizado em outro formato.

Algo que orgulharia, ou orgulha o Scott McCloud o maior incentivador da narrativa propriamente online.

Outro bom exemplo de HQs online é o Demian5.

Cito ainda a nova febre dos fãs de HQ na internet tupinica, que é a dupla de maestros. É tirinha, mas vertical e minimamente adaptada à mídia digital. Não li uma versão impressa ainda, mas poderia ser vertical, ou os quadros podem ser rearranjados para ficarem lado a lado sem problemas, mas serve como exemplo de um híbrido.

Não estou aqui apregoando que quem faz quadrinho na internet deve seguir estes modelos, mas seria bom que fossem experimentados. E como podem ver pelos links que possuo, muitos dos quadrinhos que leio não ousam em sua forma, mas já cativam pelo seu conteúdo, além do que, parte de seu charme está no formato.

Se o link da múmia estivesse ok eu ilustraria também com esta HQ de que fui co-autor, mas grandes são os mistérios da internet.

Curtam isso tudo antes que o apocalipse nos alcance. Não sei se duraremos até 2012. Os mexicanos são os primeiros da fila. Gripe suína e terremoto. Tudo junto pra não ter Chapolin que dê conta.


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Mar
17
2009
3

Análise de Watchmen

O filme já estreou faz tempo, eu só fui assistir no fim de semana passado. Agora, após ruminar algumas coisas e reler a HQ, decidi postar minha avaliação sobre toda essa história. Somar ao tititi enquanto o assunto está fresco.

Também é um assunto que dá bastante pano pra manga após duas semanas onde só deu Tupiniquins aqui no blog.

Muito trabalho na nova versão do site de quadrinhos, que deve ser lançado em meados de abril.

O tempo que sobrava era pras ilustrações do Tupiniquins.

 

Devo alertar que esta postagem contém spoilers a rodo, então quem não leu a HQ e/ou assistiu ao filme, leia por própria conta e risco.

 

Vamos ao que interessa. Sou fã da HQ, esta foi a terceira vez que li, e gostei muito do filme. O filme é uma das melhores adaptações cinematográficas que já assisti, seja de um quadrinho ou de uma obra literária.

Sem dúvida a única adaptação digna de menção de qualquer quadrinho do Alan Moore.

Como bem disse um amigo meu, “O filme é tão fiel quanto poderia ter sido.” Dadas as condições é claro.

Talvez um detalhe ou outro eu mudasse, ou você fizesse diferente, mas detalhes são detalhes. A trama está lá, diálogos, trejeitos, e todas as críticas que Moore teceu em sua HQ, em relação a super-heróis, guerra fria, etc. O cerne foi conservado o restante poderia ter entrado se houvesse tempo e boa parte entrou, mas só no DVD.

A grande curiosidade de muitos seria como adaptar a quantidade de informações que era passada sobre a trama, nos textos anexos aos capítulos. Boa parte destas informações, é colocada no filme, por meio de algum diálogo extra, ou mostrado em seqüências de imagens. Pequenas coisas que eu sequer me recordava.

Nunca entendi a fama de inadaptável da HQ, mas concordo que sem recursos técnicos de hoje o filme ficaria meia boca.

Mais para bloqueio mental.

Mais para bloqueio mental.

Vou satisfazer primeiro os fãs babões e apontar algumas distinções entre o filme e a HQ. Um deles inclusive, não deve ter sido o único, disparou e-mails alarmistas, suplicando aos demais para que não assistissem ao filme, pois era algo aterradoramente horroroso, como se aplacado pela própria criatura extra-dimensional da HQ.

Sabendo que todo o babão é na verdade um babacão, e estando eu pra lá de vacinado no que diz respeito a péssimas e hediondas adaptações,

O horror, o horror...

O horror, o horror...

ignorei os alarmes e comprovei mais uma vez esta afirmação. Penso cá com meus botões que alguém que corre para assistir a um filme na estréia e em seguida tenta convencer seus coleguinhas a não assistir ao mesmo filme, chegou a um nível de babaquice que extrapola o simples prazer de ter assistido antes dos outros. A pessoa recorre a tentativas pífias como esta de ser o ÚNICO a ter assistido. Garanto que este ser mal podia esperar o dia em que o filme saísse de cartaz para anunciar seu chiste aos demais.

É o tipo de gente que peida debaixo do lençol só pra curtir o odor a sós.

E nunca tão generoso.

E nunca tão generoso.

1 – Pra começar, temos o novo final que é uma solução tão boa quanto o original e possibilita encurtar a trama para ser algo compreensível num filme de duas horas e meia.

É claro que a lula gigante, numa morte sangrenta e horrorosa, espalhando pânico mortal para milhões e deixando vestígios de terror por anos nas mentes dos homens, é mais poético e reforça a idéia do plano de Ozimandias que era o de aplicar um susto grande o suficiente na humanidade afim de que, com perdas mínimas, nossos líderes pudessem ter noção do horror que estavam prestes a cometer. Além disso temer que acima de tudo um terceiro inimigo, que estaria bem vivo nas memórias de todos para sempre. Mesmo que este inimigo jamais aparecesse. A partir dai, a solução seria conduzir a humanidade a uma existência de amizade mútua e abandono de relações agressivas. Como abandonar os arsenais nuclerares cientes de que monstruosas criaturas extradimensionais poderiam a qualquer momento vir tomar a Terra é outra história.

No filme o Dr. Manhattan assumiu o papel de grande vilão da humanidade. Na ausência de uma lula extra dimensional, um ser quase divino e possivelmente irado com a condição humana, atacando várias partes do mundo sem distinção de alianças, é igualmente convincente. Ele inclusive poderia retornar à Terra e representar o papel de Deus furioso e punitivo, para manter a paz. Tal como na HQ ele sai em passeio pelo universo para novas experiências metafísicas.

O final da lula tinha talvez o propósito de demonstrar o quanto a arte pode ser poderosa se usada com inteligência, uma vez que a criatura fora criada a partir da concepção de vários artistas, unindo arte e ciência, com maestria, algo que sempre gera resultados surpreendentes. Este foi um ponto de vista que o filme perdeu.

Contudo o fato de, com poucas alterações, obtermos dois desfechos de boa qualidade, com o mesmo efeito, só atesta a qualidade desta história. Fico inclusive imaginando se tal desfecho chegou a ser cogitado por Moore enquanto escrevia a HQ.

 

2 – A HQ do Cargueiro Negro, transformada em animação por razões óbvias. Estará no DVD, e espero, amarrada à trama de forma a mimetizar a metalinguagem do quadrinho.

Esta metalinguagem é muito bem usada no quadrinho, para aumentar a sensação de desespero e desolação que a guerra fria transmitia às pessoas. O sentimento que dois dedos poderiam exterminar a todos, sem o resto do mundo sequer saber o porquê, não era nada agradável. A comparação do mundo a uma jangada a deriva, fadada à morte, e flutuando às custas de tantas outras é bem forte.

A narração do náufrago é tão entrelaçada com a trama, que estes trechos devem ser lidos com atenção, pois os textos se confundem e você é levado a crer que trata-se tudo da mesma história. O que de certa forma é verdade.

 

3 – A HQ não tem muita ação mesmo, o filme estendeu as cenas com luta e inventou mais socos e pontapés. Mas não existem cenas inventadas. As lutas ocorrem e terminam com os mesmos resultados. Inclusive, algumas cenas de ação ficaram de fora, como o assassinato de Hollis Mason, o primeiro Coruja.

O único problema que observei nas lutas do filme, e depois confirmei por comentários de algumas pessoas que assistiram, mas não haviam lido o quadrinho, foi o exagero em alguns movimentos e efeitos de golpes. O que leva a crer que todos os mascarados tinham alguma força ou habilidade sobre-humana mínima que fosse, o que não é verdade. Nos quadrinhos alguns demonstram ser bem fortes e possuem prática em luta, mas nada fora do comum, nada que alguém que se disponha a enfrentar marginais na rua não precise ter para manter-se vivo. Na HQ este preparo físico de todos é deixado bem claro, até porque a maioria passa dos 50 e segue em forma invejável. Mesmo o Coruja com sua barriguinha.

O azulão é certamente poderoso e Ozimandias possui algo de especial também, o resto é o resto.

Mas se no filme os socos e pontapés foram exagerados, na HQ existem exageros, como quando o Rorschach põe fogo num prédio em poucos minutos, com um aerosl transformado em lança-chamas improvisado.

Aqui já vão mais longe

Aqui já vão mais longe

4 – Falando no Rorschach, senti falta de uma breve explicação sobre sua máscara no filme. Será que vai estar no DVD?

 

5 – A Bubastis é mais interessante na trama original, onde fica bem claro, e é crucial, o investimento de Ozimandias em engenharia genética. No filme ela não ganhou nem mais nem menos destaque, mas ficou meio perdida por essa mudança na trama. Mas até esmo na HQ era uma prova a mais da estravagância de Ozimandias.

 

6 – A homossexualidade de Ozimandias na HQ é mais velada e subentendida. Ele também passa mais tempo falando sobre Alexandre o Grande, seu ídolo. No filme fica mais fácil transmitir o homossexualismo por trejeitos do que na HQ. Mas no filme quiseram deixar isto bem claro e inseriram uma pastinha com o nome “Boys” no computador do vilão, quando o Coruja hackeia a máquina.

 

7 – Uma coisa que certamente ficou faltando foi falar mais dos Minutemen, porém o filme conseguiu apresenta-los muito bem na seqüência inicial, que foi muito bem feita, e no decorrer do filme inseriu mais algumas coisas.

A trama do Justiceiro Encapuzado e seu possível assassinato pelo Comediante, acredito que esteja no DVD, porque no filme o Comediante faz menção a isso enquanto apanha do Encapuzado, após tentar estuprar Sally Jupiter.

Não fez muita falta o Cap. Metrópolis não ter sido quem reuniu os Watchmen no filme.

A menção às origens polonesas de Sally Júpiter, ou melhor Juspeczyk, não são mencionadas, mas são apenas mais uma nuance no enredo da HQ.

 

8 – Em tempos politicamente corretos, o único personagem que fuma é o questionável Comediante. Laurie Júpiter, fumante compulsiva na HQ, não dá um trago sequer no filme. Acho que nesse aspecto esqueceram que o filme se passa nos anos oitenta.

 

9 – Senti falta do perfume Nostalgia de Veidt, cujo frasco tem papel tão marcante no diálogo entre Laurie e Dr. Manhattan em Marte. Protagonista de um recurso que foi usado na HQ, e poderia ter sido aproveitado de alguma forma no filme, para reforçar a idéia de simultaneidade dos eventos, que é como o azulão observa a vida.

 

10 – Pra fazer um número redondo de observações, no final da HQ Laurie e Dan visitam Sally, tal como mostrado no filme, mas estão loiros, e são fugitivos da polícia. Mas que se dane, que diferença isso faz?

 

Existem outros detalhes pentelhosos que não me dei ao trabalho de citar.

Babão que é babão reclamaria até de um slideshow da própria HQ no telão. Talvez ficasse inconformado da versão scaneada ter sido a de papel jornal, e não a em papel couchê 220gr mega super plus.

Algumas pessoas preferem a mídia ao conteúdo.

Algumas pessoas preferem a mídia ao conteúdo.

Mas torno a dizer, é um filme bem feito. É claro que posso estar iludido por já conhecer a trama, e tudo sobre os personagens. Assisti com o espírito preparado para ver uma ilustração animada do quadrinho. Não saberia dizer se um marinheiro de primeira viagem foi igualmente surpreendido pelos planos de Ozimandias, e pela revelação da identidade de Rorschach entre outras coisas que me surpreenderam ao ler a HQ pela primeira vez.

De qualquer forma o quadrinho vendeu como água, antes mesmo do filme ser lançado. Isto facilitou pro Alan Moore recusar a bufunfa direta do filme. Dessa vez ele só reclama enquanto não assistir. Mas o trauma das experiências anteriores é grande.

Nada

Nada como a anarquia para unir as pessoas. Fo isso que Moore sempre quis dizer com sua obra.

Como acho que esse discurso insistente dele contra Hollywood é puro marketing, e isca para sair na mídia. Ele vai acabar assistindo uma versão baixada em casa e quem sabe parar de bater na mesma tecla.

Quem assistiu ao filme e decidiu ler a HQ em seguida não deve se decepcionar, pelo contrário, vai acabar descobrindo muito mais sobre o que viu resumido na telona.

Com LotR (Lord of the Rings) se deu o mesmo. Muitos reclamaram da ausência do Tom Bombadil.

Eu já sou da opinião que o Glorfindel fez mais falta. Mas no geral foi uma adaptação foda. Contudo as versões estendidas são as que de fato valem a pena, por possuírem menos buracos. A única afirmação correta é que Peter Jackson é racista.

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Como Peter Jackson vê elfos e anões.

Então, como podemos ver, até a mais homenageada e idolatrada adaptação cinematográfica possui suas falhas.

Se quer algo igual, vai ler o livro, a HQ, ou fica rico e financia sua própria visão.

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Isso ai, igualzinho ao Ozimandias, mas o do filme, bem chola.

Uma adaptação mais fiel, sem deixar de fora nada que se passa na HQ, seria possível se o filme tivesse umas 4 horas de duração. Nada contra, eu adorarei assistir.

Falando aos que foram ao cinema dispostos a assistir um filme, e não apenas dizer que viu e não gostou.

Aguardemos o DVD.

Os atores estavam muito bem caracterizados, não tenho nada a falar sobre as interpretações. Confesso que estava receoso quanto ao Ozimandias. Colocaram um cara muito franzino, mas não comprometeu. A seqüência de abertura do filme é fenomenal, e aprovo quase todas as músicas escolhidas a exceção da transa ao som de Aleluia que ficou esquisita.

Melhor se colocassem a música que está na própria HQ, na brochada do Coruja, “Unforgetable” com o Nat King Cole.

E como já dizia Tio Ben. “Grandes poderes trazem grandes responsabilidades.” Essa é uma das mensagens de Alan Moore, que pode ser compreendida tanto na HQ quanto no filme.

Você se deixaria levar por seus poderes, alijando-se de seu lado humano como Dr. Manhattan?

Buscaria a todo o custo fazer deste mundo um lugar melhor como o Ozimandias?

Ou simplesmente riria de tudo e lucraria no caos, colhendo a carniça como o Comediante?

Podem responder abaixo. O melhor é que não existe resposta errada ou correta.

Como o Rorschach não concebia isto, preferiu dar as costas e seguir sua sina.

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Jan
22
2009
5

O Investigador


No iPhone: HQ em inglês, para leitura no celular da apple. Baixando direto da Apple Store, via iTunes, por $ 0,99.

Tem um trailer no youtube mostrando como funciona a leitura da HQ no iPhone.

No site do Oi Quadrinhos: HQ em português e de graça.

É o tal negócio, quem tiver gostado da HQ, tiver um celular que permita o download, e quiser dar uma força pros autores, nós agradecemos.

Mas se apenas ler a HQ online, e recomendar a um amigo que possa gostar (e baixar) já é de grande ajuda.

O Investigador, é uma HQ criada por mim e pelo desenhista Rodrigo Martins, sobre um investigador pouco ortodoxo (Gilvan Dias) e seu fiel companheiro (Tha-tú), ambientada no melhor estilo high fantasy.

De resto, muito deboche, pancadaria e, porque não, mistério.

Aos desenhistas de plantão, interessados num trabalho, eu já tenho aqui comigo dois roteiros do Investigador prontos pra virar HQs com novas aventuras da dupla de detetives pouco convencional. Mandem e-mail!

Outros links:

Blog do iPhone, Felipe Oliveira (que colocou a HQ no formato necessário).

Espero que gostem.

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