Mar
30
2009
4

[if IE 6] Tome Vergonha

Na falta de algo rápido para postar, resolvi falar mal do inimigo #1 dos fazedores de sites de todo o mundo. O IE 6.

Isto porque considero as versões anteriores mortas e enterradas.

Se você ainda faz uso destas joças faça um favor a si mesmo e clique aqui para baixar a versão 8 deste navegador. Isto caso você morra de amores pelo bill, do contrário sugiro experimentar estes dois:

Mozilla Firefox (para quem curte pluggins) e Google Chrome (para quem deseja algo simples como uma busca no google)

Vamos lá, não seja preguiçoso! A Internet é a fada madrinha (clique por conta e risco) dos preguiçosos. Tudo está a apenas um clique ou dois de distância.

Se você é usuário do ie 6 ou inferior, está perdendo nuances belíssimas de site modernos como este, com sua belíssima transparência que revela um teclado imundo por detrás destas postagens, teclado este em que digito todos estes maravilhosos textos.

Nenhum deles é o meu.

Nenhum deles é o meu.

Sabe porquê? Porque o IE 6 não entende de transparências, entre outras coisas, e como este blog é meu e eu não quero estimular o atraso, me nego a poluir seu código com ifs.

Visite este site, e veja quantas outras coisas você, usuário de ie 6, não pode desfrutar. É como andar pelas ruas míope e sem óculos. 

Boa analogia. Já pensou se todos os míopes precisassem de alguém do lado ajudando no dia a dia ao invés de simplesmente usarem óculos? É o que os usuários de ie 6 pra baixo, obrigam os construtores de sites a fazer sempre. Em alguns casos é quase o trabalho dobrado, construindo uma versão só para os atrasados.

Pronto. Somei minhas palavras à campanha por uma internet livre de navegadores caducos e desrespeitadores das normas de boa convivência da W3C.

Podemos estar longe de fazer um mundo real perfeito, mas próximos da utopia virtual.

Começou despretensioso e terminou poético. :)

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Feb
25
2009
0

NerdQuest

Acabei de reler este livro do meu amigo Pedro Vieira.

Eu tinha lido um dos últimos rascunhos antes do livro ser impresso.

A primeira vista parece mais um livro de picardias estudantis sob uma ótica nerd. Mas podemos ter uma leitura mais profunda dos dilemas pelos quais muitos de nós passamos ao ingressar na vida adulta e profissional.

Dilemas cada vez mais comuns, a medida que diplomas perdem seu valor, e empregos estáveis com salários razoáveis se tornam artigos de luxo.

Mas não vou negar que a grande diversão do livro são as referências rpgísticas e musicais.

Por se tratar de uma obra quase auto-biográfica, pude identificar ainda alguns detalhes interessantes, inclusive uma das passagens, não direi qual, foi totalmente inspirada num episódio protagonizado por mim e outros amigos, e testemunhado pelo Pedro.

Fica a dica após adquirir o livro com autógrafo, dedicatória e de quebra um agradecimento no final. 

Vejamos se agora o Vieira linka o meu blog no dele.

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Feb
16
2009
0

Smelly Cat

Blog com boas animações. Levemente inspirado na Phoebe Buffay.

Abaixo algumas que eu recomendo. Coincidência ou não, todas clipes musicais.

Mikonos

Love Letters

O Piano

Her Morning Elegance

You could be Happy

Agora vasculhem o blog, catem outras coisas maneiras e me avisem.

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Feb
12
2009
0

Terry Pratchett

Um excelente autor inglês que eu não canso de elogiar.

Estou terminando de ler mais um dos muitos livros deste que é o criador de um dos mais interessantes universos de ficção, o Discworld.

Um mundo em forma de disco, apoiado sobre quatro elefantes enormes que por sua vez caminham em círculo sobre o casco de uma tartaruga ainda maior.

Pode parecer mais um universo de fantasia, e é, mas além dos tradicionais elementos e seres, está o humor sarcástico e sutil do autor. Desta forma ele aborda todos os temas do nosso mundo, sem nem mesmo se importar com limitações de um mundo teoricamente medieval. A verdade é que Discworld é um mundo fantástico por excelência.

Comecei a simpatizar com Pratchett depois de ler o livros Belas Maldições (Good Omens) em que ele e Neil Gaiman criam uma paródia cômica do livro “A Profecia”.

Depois disso é que decidi ler os livros de Discworld e constatei que o Belas Maldições não é, na minha opinião, um livro escrito a quatro mãos. É possível perceber que o Neil Gaiman contribuiu sim com algumas idéias, mas o livro foi escrito pelo Pratchett. As mesmas tiradas cômicas e observações típicas e comuns à obra do autor estão ali. Não que Neil Gaiman seja ruim ou inferior, o cara escreveu Sandman, apenas que seu estilo é outro. Muito mais sóbrio e direto.

Leiam e me digam se não é verdade.

A propósito, Rosele que me perdoe, tenho para mim que o Gaiman se resume a Sandman. Quanto mais ele se distancia deste universo, mais sem graça ficam seus livros. Constatei isso quando assisti a Stardust e observei personagens sendo muito bem explorados, coisa que no livro não ocorre.

Acho que Coraline seguirá no mesmo caminho. O que é bom, pois de certa forma Neil Gaiman dará origem a bons filmes.

Mas voltando a Discworld.

Uma leitura que recomendo, se você curte aventura, fantasia e humor. Em particular os primeiros livros onde conhecemos o mago wannabe Rincewind (os nomes dos personagens são uma diversão à parte), que possui mais lábia e sorte que magia e um excelente senso de auto-preservação.

Neste livro também conhecemos o que talvez seja a maior personagem dos livros que é cidade de Ankh-Morpork, em torno da qual, muitas das histórias giram.

Mas nem tudo é perfeito, existem alguns livros em que eu cheguei a pensar que o tema estava se esgotando. Porém, eis que surgiram novos livros: Thud, Going Postal e Making Money. Ainda sem edição nacional.

Todos passados em Ankh-Morpork e de fato uma volta às origens. Making Money é uma continuação de Going Postal, com o mesmo personagem principal. Desta vez um charlatão profissional que tal como Rincewind, sai de enrascadas usando as palavras, porém com mais elegância.

Ainda existem muitos livros dele para eu ler e assistir pois descobri que alguns dos livros de Discworld já possuem versão filmada, mas tenho cá minhas dúvidas.

Se alguém tiver mais recomendações de livros dele eu agradeço, ou mesmo de outros autores.

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Feb
03
2009
19

A Saga do Seguro Desemprego

Estou desempregado. Isto é ruim porque não tenho mais meu salário com o qual contava para realizar num futuro próximo vários sonhos que dependem do “vil metal”, como diria um amigo meu.

Por outro lado é esta a razão deu ter tido tempo para criar este blog e me comprometer a escrever ao menos um post por semana.

É uma meta a se cumprir. Me cobrem se eu faltar com ela.

Outra coisa boa é a participação num projeto interessante sobre o qual falarei mais adiante noutra postagem. (envolve quadrinhos)

Inclusive por causa deste projeto e do meu aniversário que eu acabei atrasando a publicação desta postagem.

Certamente aproveitei muito para descansar. Coloquei em dia meus vícios eletrônicos, leituras e venho estudando formas alternativas de se ganhar dinheiro.

Resumindo há males que vêm para bem e o importante é saber aproveitar o que existe de bom em cada situação, sempre existe algo de bom, ao menos um aprendizado para não cometer novamente o mesmo erro.

 

Mas esta postagem é sobre o seguro desemprego. Meu sustento oficial até março.

O primeiro passo é dar entrada. Felizmente a empresa em que trabalhava foi muito correta e solícita, o RH conduziu muito bem, a mim e aos demais que perderam seus empregos na mesma leva.

Passamos o mês de setembro em aviso prévio e em outubro já estava com toda a papelada. É algo bem confuso. Várias vias, uma para cada lado, dar baixa na carteira e chegamos ao que mais interessa neste momento: Quanto receberei do FGTS + recisão e quanto receberei de seguro desemprego?

A parte do FGTS + recisão foi fácil depois que um colega da leva descobriu um site que calcula tudo isso, além de outras contas que pobres mortais sem conhecimentos de direito e contabilidade não são capazes de executar.

Recebi inclusive duas listinhas com um passo a passo de como dar entrada e sacar meus benefícios. Descobri também que, ao contrário do que muitos pensam, o FGTS tem um rendimento pífio, equivalente ao de uma poupança. Portanto aconselho que rapem o tacho logo de uma vez e invistam num fundo com melhor rentabilidade ou até mesmo numa poupança. Lembrando que o FGTS só pode ser sacado em momentos específicos, durante um breve período, após o qual você é obrigado a esperar a próxima chance.

E lá fui eu de posse de toda a papelada e atento às listinhas para realizar estas duas tarefas simples.

Sacar o FGTS de fato não tem muito mistério. Indo a uma agência da CAIXA, e levando toda a papelada necessária você saca esta sua poupança compulsória.

O inconveniente é ficar esperando ao menos 1 hora até ser atendido. A parte mais legal de ser funcionário público e trabalhar numa repartição ou órgão do governo é saber que não precisará obedecer a nenhuma das leis que o próprio governo cria para melhor atender ao cliente.

Por isso que na CAIXA e no Banco do Brasil, em qualquer agência, existem apenas 3 guichês de atendimento: 1 para idosos, deficientes, etc..; outro sempre vazio ou “em manutenção” (sim, claro, porque fechamos muito tarde, às 16h, e nenhum técnico viria a essa hora desumana consertar o que quer que seja) e um terceiro para o restante da população.

20 minutos para ser atendido? Talvez nem que você esteja na porta do banco quando ele abrir.

Pode reclamar à vontade. Pior que isso só se for reclamar do atendimento na hora de retirar passaporte na Polícia Federal. Pelo menos no banco o risco de acabar preso é menor.

O seguro desemprego são outros 500.

Dei entrada e me disseram com segurança que em 30 dias o dinheiro poderia ser sacado em qualquer agência da CAIXA levando apenas o papel que recebi ao dar entrada.

Também fui informado que, se desejasse, poderia adquirir o tal do cartão cidadão. No texto muito bonito, mas na prática…

Mais uma maneira de complicar a vida das pessoas, quando a mera identidade deveria bastar.

Aliás estão planejando uma nova carteira de identidade que se não poupar muita xerox e 300 documentos para qualquer peido que se solta em órgão do governo, não sei mais o que o fará. Muita casa de cópia vai falir.

Como o cartão cidadão você pede pelo telefone, entregam na sua casa duas semanas depois e dizem que com ele é possível (eles poderiam deixar mais claro que se trata apenas de uma possibilidade) sacar seu seguro desemprego em qualquer caixa eletrônico da CAIXA ou nas lotéricas. Eu decidi pedir um para mim.

O certo no governo é que um órgão não faz idéia do que o outro pensa, já imaginando isso eu recebi com desconfiança a notícia de que poderia agendar um atendimento na agência da CAIXA de minha escolha, para ir receber meu seguro desemprego. Ainda assim o fiz. O problema foi que acreditei quando me disseram que o pagamento já estava disponível.

Lá cheguei precisamente na hora marcada e fui ter com o gerente, já observando a fila e sabendo que a chance de algum dos eficientes caixas me chamarem pelo nome era infinitamente remota. Pela cara do gerente tive a impressão de estar informando-o de uma novidade, mas deve ter sido só impressão. De qualquer forma, temendo enfurecer um cliente a troco de nada ou apenas por curiosidade, ele decidiu me atender. Fui bem atendido e bem informado de que o dinheiro ainda não havia sido disponibilizado. Também não poderia registrar a senha do meu cartão cidadão, o que somente poderia ser feito quando estivesse em posse do mesmo.

Aqui se faz necessária uma pausa.

Entendam que esta é uma história sobre desinformação. Os órgãos governamentais não funcionam como a mercearia ou a padaria da esquina que atendem bem para que o cliente, satisfeito, retorne. Eles sabem que ninguém vai retornar ali, por mais satisfeito que fique após conseguir o que deseja. A pessoa só retornará caso aconteça outro problema em sua vida.

Daí a solução para manter a casa cheia e justificar seus salários é obrigar o cliente a retornar inúmeras vezes com o simples truque de não informar, ou não informar tudo, ou chutando o balde e dar logo a informação errada mesmo.

Boa tarde. Em que posso ajudá-lo?

Acima, o poder da desinformação.

Retornei assim ao local onde havia dado entrada no seguro desemprego.

Resposta: Hehehe… Sabe como é. Serviço público é assim mesmo, volta no banco daqui a uns 10 dias.

 

Esperei a chegada do cartão cidadão e após 10 dias do prazo retornei à agência para sacar.

Passei o cartão no caixa eletrônico e ele cuspiu um papel informando que não era possível efetuar o pagamento. Eu deveria ir ao caixa comum.

Lá fui eu novamente encarar a caixa lesada, para escutar que o sistema estava fora do ar e que por isso não poderia fazer nada.

E me pagam pra isso!

caixa: E me pagam pra isso!

No dia seguinte fui ao centro e tentei mais uma vez noutra agência e numa lotérica, com o mesmo resultado.

No outro dia, com os papéis cuspidos pelos caixas eletrônicos, fui até a agência aqui perto de casa e sentei diante da primeira atendente que encontrei numa mesa e não num guichê. Era hora do almoço e não havia gerente à vista.

Depois de alguns minutos explicando que não era possível que um sistema estivesse sempre fora do ar e pedindo que ela descobrisse outro meio deu receber meu dinheiro, convenci a mulher de que não sairia da frente dela sem alguma solução, e ela se lembrou que tinha pernas e boca e que podia ir perguntar à sua gerente.

Que surpresa a minha, quando ela retornou com a notícia de que ainda havia meio analógicos de efetuar pagamentos para o caso de pane nos sistemas. Uma guia de pagamento!!

Fui encaminhado direto à caixa songamonga que a contragosto me pagou cada centavo, digo isso porque o valor termina com 16 centavos e ela havia me dado apenas 15, me obrigando a exigir o 1 centavo como a um caixa de supermercado relapso.

Muito trabalho, mas finalmente descobrira a maneira de sacar meu dinheiro? No mês seguinte descobri que não.

Estava eu novamente na fila esperando minha vez no guichê da retardada. Ao ser atendido, surpresa! Mais uma vez o sistema fora do ar, e assim sendo, lembrei à débil mental que ela havia me pago no mês anterior por meio de uma guia. Pedi que ela procedesse da mesma forma. Tal qual um autômato, ela respondia apenas que nada podia fazer. Daí apertou um botão para chamar o próximo da fila.

Provavelmente este.

Provavelmente este.

Esta atitude provocou a reação natural, que todos temos quando não somos compreendidos, de elevar o tom de voz e seguir pedindo para ser atendido.

Nisso o gerente percebeu a confusão e agiu prontamente para solucionar o problema, me informando que o pagamento com guia, sei lá porque cargas d`água, só pode ser feito na primeira parcela.

Estão vendo a desinformação? E neste caso um golpe duplo, da outra idiota no mês anterior, com esta caixa, pois nenhuma se dignou a me dar esta simples explicação.

O gerente ainda completou dizendo que o meu valor, sendo “quebrado”, só poderia ser sacado nas lotéricas. Pediu que eu fosse até uma lotérica próxima e que retornasse caso não retirasse o dinheiro.

Então sai da agência e lá fui para mais uma etapa deste passatempo que o governo arranja para quem está sem nada para fazer.

Por vontade divina, creio, logrei sacar o dinheiro.

Fui para casa, ponderando brevemente se valia a pena retornar ao guichê da ameba para ofendê-la, agradecer ao gerente e verificar se ele havia ao menos repreendido sua funcionária. Mas preferi não me dar o trabalho e me peguei pensando na lógica do cartão do fudidão como prefiro chamar.

Não é um meio de ampliar o atendimento às pessoas, oferecendo o sistema de caixas eletrônicos e também das lotéricas para que as filas diminuíssem e tudo mais. Trata-se apenas de uma forma da CAIXA se livrar da responsabilidade de efetuar os pagamentos. 

Mês que vem tem mais. Qual será o próximo desafio? Será que terei que encarar a boçal novamente?

O que aprendi?

Que ter carteira assinada é sim um excelente negócio, a menos que seu empregador lhe ofereça o dobro ou mais do valor para que você trabalhe como PJ ou em sistema de cooperativa (trambicagem). Ainda existe o flex, parte na carteira e parte por debaixo da mesa.

Fora a parte financeira, que compensa a longo prazo, eu percebi que 1 ano de trabalho sem descanso é enlouquecedor.

Lembra daquele e-mail com cópia pra todo mundo?

Mais um e-mail com cópia pra todo mundo?

Tirar um mês de férias remuneradas por ano, sem possibilidade do patrão reclamar, é de suma importância e possibilita uma relação mais amistosa e humana no trabalho.

E no fim das contas, caso seja demitido, ainda pode descontar suas frustrações num funcionário público incompetente. Mesmo que através de um blog que ele jamais venha a ler.

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Jan
08
2009
0

WordPress ou: Como parei de me preocupar e instalei o maldito blog.

Algumas dicas para quem pretende ter um blog.

Criar um blog é uma coisa muito chata, espero que manter um seja mais interessante.

Bom, pelo menos eu posso postar e dizer o quão trabalhosa é esta empreitada e deixar o aviso aos incautos para não se sentirem frustrados ou menos competentes.

Um pouco mais complicado que isto.

Um pouco mais complicado que isto.

Não farei uma análise da usabilidade dos serviços, mas é fato que 90% dos problemas encontrados passa pela falta da mesma.

Recomendo um forte motivo para se ter um blog. Você saberá o quão forte este motivo é o quanto você avançar na criação. Se desistir no meio aceite a derrota e descubra uma razão mais forte.

– Qualquer um pode ter um blog?

Criar um blog não é tão simples como parece. Esta é a primeira conclusão a que cheguei logo no meu primeiro contato com este universo alguns anos atrás.

A idéia que eu tinha era de que qualquer um poderia ter seu “site” tal a facilidade que era criar um blog e postar. Muitas pessoas que possuem blogs não têm conhecimento algum de HTML que dirá de linguagens mais complexas, logo eu poderia ter um num piscar de olhos bastava querer.

Devo admitir que o blogger.blogspot é um serviço bem tranqüilo. Você é conduzido por um passo-a-passo e termina com um blog. Se as suas pretenções terminam ai está tudo muito bem, mas pobre de quem decide se empolgar e inventar coisas que fujam ao B+A=BA.

Os temas são pouco maleáveis e a mera substituição de uma imagem no cabeçalho já significa adentrar o código HTML e buscar onde aquela imagem deve ser referenciada. E tem que ser uma imagem online. Nada de inserir imagens que estejam no seu computador, não existe esta opção.

A partir dai um usuário comum já desiste de inovar e se conforma com o que tem.

No caso do blogger algumas funcionalidades são mais automatizadas, por ser este um serviço da Google, os demais serviços da empresa tendem a se encaixar bem em qualquer blog.blogspot.

– Mas eu não sou leigo e quero algo a mais.

Então prepare-se para bater cabeça. Criar um blog com “algo a mais ” é quase tão trabalhoso quanto criar um site do zero. A diferença é que mesmo sem conhecer linguagens dinâmicas, como é o meu caso, você poderá fazer uso das mesmas. Mas é fundamental ter ao menos uma noção de HTML e CSS, porque o “algo a mais” deve sempre ser inserido direto no código. Inclusive alguns pluggins mais recentes necessitam de adaptações.

Não este css.

Não este css.

Uma coisa leva a outra e logo você chega à conclusão de que não adianta insistir com o .blogspot, você precisa ter um domínio próprio e hospedar seu site num provedor que suporte PHP e outras frescuras.

Comece a entender de FTP, URL, etc… A minha experiência prova que a maioria das pessoas não sabe diferenciar domínio de provedor, mesmo sendo usuários de internet.

Ou seja, aquele jornalista ou aquela garotinha de 13 anos que têm blogs super transados e criativos? Pagaram alguém pra fazer ou têm bons amigos no ramo.

Outro amigo.

Outro amigo.

– WordPress a salvação da lavoura!!

E mais do que nunca, só pra quem conhece do babado.

Comece entendendo que o wordpress não é um serviço, mas dois.

Isto faz uma enorme diferença, pois no começo eu não entendia a diferença entre os sites wordpress.com e wordpress.org. E isto não está óbvio em nenhum dos dois.

Pode ser culpa da relativa boa experiência de usabilidade que tive com o blogger, ajudando minha noiva a criar seu blog mas me senti bastante confuso ao navegar por ambos os sites.

Com o tempo se percebe que o wordpress.com é um .blogspot da vida, só que menos amigável e mais limitado na minha opinião.  A idéia de ser um blog wordpress, tão bem falado provoca a ilusão de que haverá uma infinidade de possibilidades além, mas o que você encontra é o mesmo feijão com arroz, e lamba os beiços.  Alguns extras são oferecidos mediante pagamento!

O wordpress.org é que é o tão alardeado WordPress.  Mas como entrei no site com a idéia fixa de se tratar de um serviço superior ao do blogger e me perguntando: “Onde eu crio esta porcaria de blog?”, não atentei para o tímido link na tela inicial (Learn more about WordPress). Apenas depois de me frustrar com os extensos e enrolados textos da “in-famous  5 hour installation”, e comecei a vasculhar todo o site a esmo, é que acabei me deparando com a tela para onde link acima levava. No 3º parágrafo está a distinção entre ambos.

 

Como não havia percebido antes?!

Como não havia percebido antes?!

OBS.: Uma dica de usabilidade e arquitetura da informação seria evidenciar mais esta distinção em ambos os sites. Pouparia tempo das pessoas se perguntando sobre o porquê de ter de baixar o wordpress num site se no outro eu já foi criado um.

Então no fim das contas o wp.com nada tem a ver com o wp.org? Mais ou menos.

Ao menos agora eu sei que estou no caminho certo e terei meu blog aberto a modificações. Só resta arregaçar as mangas e encarar a instalação sacal, convencido de que estou criando um site e não apenas um blog. Convencido também de que se eu queria ter o site no ar eu deveria buscar as informações no Google, e não no site do wordpress.org onde cada explicação gera mais dúvidas que soluciona.

OBS.: Quanto piores os sites mais dinheiro o Google ganha. Pensem nisso. No caso do wordpress, tudo de que necessito poderia estar ali, o site é enorme e repleto de explicações e hiperlinks internos, mas é tudo tão mal escrito e segue uma lógica tão artificial que você é obrigado a buscar em outros sites usando o Google.

– Daí em diante a coisa flui.

Felizmente não estou sozinho nisso e existe uma infinidade de sites e fóruns com excelentes explicações para cada dúvida. 

Encontrei, inclusive, um que explica como instalar o wordpress no servidor gratuito que já havia decidido experimentar. Tava até fácil demais.

Ainda assim é um processo trabalhoso, e você precisa ter as ferramentas adequadas para operar os códigos, além de um conhecimento mínimo sobre manutenção de sites. Algumas dicas voltadas para usuários menos experientes podem acabar causando mais transtornos, como o conselho de se instalar um uploader de FTP para colocar o site no ar.

O meu provedor, por exemplo, possui um sistema de gerenciamento de arquivos que dispensa qualquer outro programa e é bem fácil de operar, ou tão complicado como um programa específico.

E repito, isto só leva 5 minutos se o seu trabalho for colocar blogs no ar diariamente. Ao menos o blogger foi mais honesto em dividir a criação dos seus blogs em “3 passos simples”, se você levar 5 minutos ou 5 dias não é problema deles.

– Enfeitando o pavão.

Este é o principal motivo da instalação não levar apenas 5 minutos. A graça de se dar ao trabalho de criar um domínio, encontrar um provedor e ter subir um site é você ter um blog à “sua imagem e semelhança”.

Os themes, ou visuais disponíveis para este modelo de wordpress são diversos. Já tendo em mente o que você deseja é fácil encontrar um que seja ao menos próximo e exija poucas modificações. Para minha surpresa e conforto encontrei um que me exigiu pouco trabalho, basicamente troquei apenas a imagem de fundo para manter a relação com meu antigo site que agora é apenas meu portfolio e porque eu gosto do meu teclado encardido, além de outras questões semânticas que esta imagem invoca.

Mas é possível fazer de tudo com o visual, sabendo usar CSS e HTML. O mérito do wordpress é que seus códigos estão de acordo com as normas e sugestões da W3C, tudo está bem organizado e geralmente comentado.

Ao acrescentar e remover plugins e widgets acabei descobrindo que o cadastro no wordpress.com não é inútil no fim das contas, pois você precisa dele para ativar alguns e também para inserir outras características que só então se tornam disponíveis no painel de controle do wordpress.org. Mais uma forma de complicar a vida do usuário, obrigando-o a monitorar sempre dois cadastros.

Isso simplificaria as coisas.

Usuário insatisfeito.

– Finalmente o blog!!

E o importante é o aprendizado depois de horas e dias. Transformei uma semana inútil neste lugar para falar o que me der na telha e expor meus trabalhos. Este primeiro post fica como uma introdução sobre blogs, com informações que se eu tivesse antes, me facilitariam muito a vida.

No momento ainda existem alguns ajustes finos mas isso vai com o tempo.

Ao vencedor as batatas.

Ao vencedor as batatas.

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