Jul
04
2009

Baixando tudo

A farra do download gratuito está chegando ao fim?

O Pirate Bay foi vendido. Para alguns a soma de US$ 7,8 milhões que alguns consideram irrisória. Pode ser que eles tenham razão, já que o site deve receber uma quantidade monstruosa de acessos por dia, e certamente anunciar ali deve custar uma boa grana.

Mas por outro lado, existe toda a complicação legal em que o site se envolveu e certamente não será barato nem fácil legalizar o site como os compradores dizem que farão.

Para isso mudarão todo o sistema do site, no fim essa grana foi apenas pelo domínio thepiratebay.com. O engraçado é quando no site for legalizado e seguir com o nome referente a pirataria.

Talvez mudem para “sailorsbay” ou “corsairsbay”.

Sou um pirata legal, sem olho de vidro nem cara de mau.

Sou um pirata legal, sem olho de vidro nem cara de mau.

Enfim, o interessante nisso tudo é a legalização do site.

Diferente do que fizeram com o Napster, onde só se aproveitou a tecnologia deles e criaram o itunes.

O que querem fazer com o Pirate Bay é algo que está mais de acordo com a realidade da internet e com os hábitos dos usuários. Não pretendem cobrar diretamente pelos downloads dos usuários, mas se desejar usar a rede p2p deles, você terá de se cadastrar e automaticamente ceder parte de sua banda de acesso ao site para que este a revenda a outras empresas interessadas.

Em suma você estará pagando sem sentir, ou até sua taxa de transferência cair vertiginosamente porque uma multinacional está sugando toda a sua capacidade de acesso a ponto de você mal conseguir baixar “gratuitamente” seus filmes, jogos e músicas.

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O que os olhos não vêem o coração não sente.

Dizem que vão inclusive dar um retorno financeiro aos usuários do site, pela cessão de banda. Ou seja, além de permitirem que você baixe de graça o que quiser, você ainda vai receber por isso?

Porque quando a esmola é muita...

Parece bom demais pra ser verdade, até porque a grana da revenda de banda para empresas, será usada principalmente para pagar aos proprietários dos direitos autorais, pelos downloads efetuados.

E como sabemos muitos deles valorizam bastante seus trabalhos.

Logo acho que não vai sobrar muito dinheiro pros usuários. É claro que se raciocinarmos sob a ótica dos americanos e dos europeus, que têm acesso à internet gratuito ou ridiculamente barato além de muito mais eficiente que aqui nós do Brasil e de boa parte do resto do mundo, a coisa pode valer a pena, pois a merreca que o site lhe dará, pode ser compatível com sua perda de banda, e esta perda pode não ser quase sentida.

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Aqui esta troca pode não compensar.

Por isso que eu ainda vejo a mera propaganda como a melhor forma de manter um negócio desses no ar, sem prejudicar em nada o acesso dos usuários.

Do jeito que o site está hoje no ar, ele funciona muito bem e alterar isso vai forçar uma mudança de hábito nos usuários, que certamente vai refletir numa queda de acessos.

Ao meu ver, o site poderia apenas registrar todas as transferências de arquivos realizadas pelo seu sistema e pagar às empresas proprietárias dos diretos autorais destas obras um valor fixo por cada um deles.

Fim de papo. O site seria um negócio legítimo de distribuição de arquivos.

O dinheiro para o pagamento seria proveniente dos anúncios disponíveis no site. E quantas empresas não pagariam fortunas por um espaço num dos sites que seria sem dúvida um dos mais acessados do mundo? Algo que ele já é hoje.

Com a diferença de que hoje, metade das empresas anunciantes são de origem duvidosa, dada a condição de ilegalidade do site.

Apesar da ganância de alguns artistas e produtores, meu raciocínio não é muito absurdo, pois o próprio itunes cobra bem barato pelos downloads oferecidos e certamente apenas parte dessa grana é usada para pagar às gravadoras pelos direitos, o resto cobre as despesae e certamente sobra lucro. Tudo bem que você acaba sendo obrigado a baixar mais de uma vez cada música do itunes. Você paga para cada máquina onde deseja ter aquela música.

Obrigado Steve!

Obrigado Steve!

Esta é a principal razão de apenas uma minoria de pessoas usar o serviço.

O hábito criado na internet foi o da gratuidade de tudo que existe ali.

Tentar cobrar das pessoas por algo que pode ser transferido gratuitamente é perda de tempo. Quem ganha dinheiro da internet, o faz com propaganda e adquirindo a maior quantidade de usuários possível, oferecendo um conteúdo atraente. O Google é o maior exemplo disso.

Os poucos casos de distribuição gratuita e legal de músicas via internet, depõem contra o viabilidade de fazer disto um negócio.

RadioHead e Coldplay certamente perderam uma excelente oportunidade de lucrar uma nota preta ao mesmo tempo quem que faziam a felicidade de milhares de fãs. Além de mostrarem ao mundo capitalista que distribuição gratuita de músicas é um mero ato de caridade.

Obrigado rapazes!

Obrigado rapazes!

A legalização do Pirate Bay não é da forma que eu julgo ideal, mas caminha na mesma direção, o que é um alento se observarmos outras tendências menos amigáveis de solução para o problema da pirataria.

O método 1984 é no momento o único que alguns políticos conseguem enxergar.

SarcozyAze(re)do são dois exemplos  de que a humanidade ainda não está pronta para a internet, além de tantas outras tecnologias.

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2 Pitacos »

  • ALXNDR says:

    O ponto de vista é bem certo.
    Tornar um serviço como o piratebay legal é uma coisa absurda, afinal, o legal daquilo é compartilhar o que temos e dizer foda-se pros capitalistas que nos sugam todos os dias.
    O maximo que devia acontecer é como o autor disse (Mas com um dedo meu na ideia) fixar uma taxa para indenizar os parasitas progenitores do que baixamos.
    Por exemplo: Baixar um filme custaria X, sendo que lógicamente seria muito menor que o Y que seria cobrado pelo DVD. E tambem poderia ser feito o que o usuario queiser com o arquivo, já que o tio Jobs cobra por maquina (PORRA! Se agente paga, mesmo que pouco é nosso!).
    Espero que ninguem involvido com essa merda toda leia isso, mas se chegar ao conhecimento (O que acho MUITO improvavel, já que sou só um brasileiro e nós brasileiros devemos ser tão importantes quanto macacos pra esses filhos da puta) que consigam entender o desleixo que eu e metade dos internautas conscientes temos por eles.

  • Sem grilo.
    No futuro será tudo de graça. Espero. :)

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