Fringe e Arquivo X

Se você sente falta de Arquivo X, este é o seriado que deve acompanhar. Até agora temos tudo que fez de Arquivo X um grande sucesso. FBI + casos bizarros  e um grupo decidido a solucioná-los.

A dinâmica é distinta de Arquivo X, ao invés de um fanático e uma cética, temos: uma agente obcecada (Olivia Dunham), um vigarista (Peter Bishop) e um cientista louco (Walter Bishop).

Fringe assume mais o seu lado fantasioso e busca explicar o ocorrido se baseando em teorias científicas extrapoladas, partindo do princípio que naquele universo os cientistas conseguiram colocar em prática muitos devaneios que aqui não saíram do papel.

Inclusive o personagem de Walter Bishop é o meu predileto, e o que agrega uma dinâmica distinta à série.

Temo, no entanto, que a trama condutora da série venha a estragar a mesma, tal como ocorreu com Arquivo X.

No início Arquivo X não possuíia nenhuma grande trama, eram apenas dois agentes que cuidavam dos casos que ninguém mais no FBI queria resolver. Muitos dos casos ficavam sem explicação, e eles se davam por satisfeitos ao evitar as mortes que a aberração da vez estava causando, matando a mesma, ou afugentando sabe-se lá  que diabos fosse.

A trama principal com os aliens nunca foi explicada direito, ou se foi, deve ter rendido uns 15 episódios da última temporada quando eu, David Duchovny e a maioria dos fãs já haviamos desistido da série.

Apesar de muitos dos casos de Arquivo X terem alguma coisa a ver com alienígenas, e da obsessão de Mulder por seres cabeçudos e olhudos, o agente só começou a desvendar o que havia por detrás do canceroso, do X, etc. Lá pra terceira ou quarta temporada quando a série estava no auge e os produtores decidiram criar uma linha condutora que servisse de gancho para prender a audiência.

Aproveitaram a gravidez da Gillian Anderson para criarem a abdução do filho da Scully, e então começou a enrolação sem fim.

Em Fringe os casos geralmente têm alguma explicação, dentro da fantasia da série. E desde o início, somos apresentados à trama mestra, à qual muitos dos casos futuros estarão relacionados.

Ao contrário de Arquivo X, os casos desvendados em Fringe respondem mais perguntas do que criam, e isso leva a primeira temporada a um final com um belo gancho pra seguinte. Mal posso esperar para descobrir o que estão planejando. Contudo temo que a série caia numa embromação ou os roteiristas sejam forçados a mudar muito a premissa da série.

Para entender o porque deu acreditar nisto, assistam. Ao menos a primeira temporada vale a pena.

11 thoughts on “Fringe e Arquivo X”

  1. Assisti a primeira temporada de fringe e pra mim não valeu a pena. Cópia barata!

  2. Super Fã de arquivo x comecei aver este seriado. Gostei muito, mas ainda nao subutitue a falta qte AX faz no meu coração.
    Quato as 2 ultimas temporadas, eu gostei apesar de serem muito inferiores as 7 primeiras. Resolvi ver como uma série isolada, e assim gostei de alguns capitulos. Desaparecido, 4D, Improvavel, entre outras. Mas a mudança de”mitologia” do final da sexta para sétima deixou meio fraca a serie. esperando o treceiro filme

  3. eçe ceriado foi com sertesa o melho que ja paçou nos ultimos tempo. a vantajem e que encuanto o arquivo x lidava com ceris do ispasso çiderau, o fringe lida com uma pari intereçanti e ineixplorada da çienssia que é a telessinézia e varias coizas que a noça vãn filosofia nao çaberia ezplicar.

  4. Eu assisti meu primeiro episódio hoje, In wich we meet Mr. Jones, resolvi assistir por causa dessa comparação à Arquivo-X, achei até interessante, esse Walter engraçado, mas como fã incondicional de Arquivo-X estou com meus olhos incrívelmente críticos sobre Fringe, não pretendo criar uma ideia de cópia-imagem de Fringe com Arquivo-X…mas =P. Bom espero que seja boa mesmo, achei interessante, e espero que já que estão comparando com Arquivo-X sejam ainda mais criteriosos. Gostei =D

  5. Como órfã de Arquivo X, confesso que fiquei extremamente decepcionada com o que fizeram de meu tão querido seriado. Revoltante a última temporada!!
    Admito que não dei muita bola pra Fringe quando o vi anunciado. Mas hoje vou viciada convicta! Espero que não façam de Fringe o que fizeram de Arquivo X!
    Anyway, Walter Bishop rocks!!! =D

  6. Tema de dissertação de maquiagem… o uso da fisiognomonia para criação de personagens-tipo. Na série eles usam pra identificar possíveis criminosos. Ou mentirosos. Vê lá e me diz o que acha…

  7. Adoro fringe!!!!!!!!!!
    mesmo com o Walter Bishop tendo inventado todas as coisas do mundo e sendo responsável por tudo que acontece em todos os episódios, adoro! Estou ansiosa pela segunda temporada.
    Também estou vendo Lie to me, já viu? Foi o tema da minha dissertação, rsrsrs…

  8. Lost ainda está devendo muito, até porque sempre prometeu ser uma série com começo meio e fim, sem embromar. Mas na terceira temporada os caras tentaram inventar mais coisa pra fazer a trama render e ai deu uma descambada na série. Atualmente sou da opinião de que, não fosse as embromações, eles já poderiam ter fechado a história e explicado tudo sem a necessidade de mais uma temporada.
    Ainda estou esperançoso de que esta última temporada seja muito boa, afinal de contas tem muito pra se explicar e apenas 15 episódios. 🙂

  9. Muito bom o post cara. Também tô gostando da série e espero que ela não caia na armadilha da embromação que você citou. Algumas séries que cairam conseguiram se recuperar, como Lost, mas outras como Heroes, acabaram perdendo o foco.
    Pra finalizar eu digo, Walter Bishop é o cara!

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